quinta-feira, 4 de julho de 2019

F1 2019: Posso zuar de leve?

Estive pensando... Acho que fomos enganados. Todos nós.
Ficamos super eufóricos com a F1 no último fim de semana que nem nos atentamos para fatos importantes da temporada. É o que fica escrito, lá no fim da temporada:

Na classificação geral, mudou pouca coisa, pelo menos, no que interessa: os cinco primeiros.

Os nomes, são os mesmos. Mudou a ordem do terceiro e quarto. As Mercedes continuam passando o rodo. Podem fazer cara feia, porque é isso mesmo.


Acompanha comigo. Acabou o GP da França. Quem se atenta para essas coisas, conferiu a tabela de classificação. Eram 8 etapas concluídas e um saldo de pontos varando mais de 150 pontos para os dois primeiros colocados: Lewis Hamilton com 187 e Valtteri Bottas com 151.
Sebastian  Vettel era terceiro colocado, com miseráveis 108, enquanto o companheiro ainda não havia sentido o gostinho dos 100 pontos, em quinto, com 87. Entre eles, estava Max Verstappen com 100 exatos e redondos.

Não à toa, a gente detestou aquela corrida. Além de monótona, se não tivesse acontecido, não faria diferença nenhuma na nossa vida.


Olhando assim, só abriu a porteira de nossos bichos raivosos. Era fato que Hamilton ia ganhar, com sobras, o campeonato.
Só que teve um agravante. Uma galera percebeu que a F1 estava verdadeiramente uma:


Reclamamos muito para os nossos pares. Emburramos com a Tv. Xingamos muito no Twitter.


Uma semana depois, tinha corrida de novo. Depois do GP francês, não parecia ser boa ideia.


A gente ia ver, porque somos um bando de maluco sádico do "hell". Se tivesse muito igual à França, a gente não pestanejaria em fazer outra coisa.

Mas eis que nosso desconforto com a categoria, passou quase rápido. Tivemos ação suficiente na Áustria, para substituir os traumas que foram Espanha e França. Talvez, para fazer justiça à uma pista que muita gente ama, Mônaco, tinha tudo para não entrar na lista das piores do ano, mas está ali, atrás da Espanha e da França, que estão bailando agarradinhas.


Como um "Acooooooorda, menina e menino!!!!!", o GP da Áustria fez a gente ficar pra lá de empolgados e empolgadas, pensando: "É isso, aêêêêêê!!!"


Tenho más notícias. Todo nosso coraçãozinho palpitante, nossos pulos no sofá e as faltas de ar, foi relativamente, em vão.


Bizoiem: Hamilton - 197 pontos, Bottas - 166, Verstappen - 126, Vettel - 123 e Leclerc - 105.
Da França para a Áustria, mudou de F1 "boring" para "é disso que eu estava falando".
Mas na tabelinha de pontos, o primeiro segue em primeiro com vantagem de mais de 30 pontos para o segundo. O segundo para o terceiro, 40. O terceiro para o quarto (huuum, quarto...) na França a diferença era de 8 pontos, na Áustria caiu para 3. E por fim, do quarto para quinto, a diferença era de 13, agora é de 18.

Que mudou? Hamilton ganhou 10 pontos a mais - teria sido empolgante se tivesse zerado. Mas na atual conjuntura, presenciar ele, num quinto lugar, atrás do companheiro e tendo tomado um "passão homérico" do rival, é tipo achar o último bombom da caixa e ser o de café. É ruim, mas é bombom, então, glicose pra que te quero. 
Bottas ganhou mais 15 pontos. Teve pódio e tudo. Talvez seja a única vez que, sozinho, levou a Mercedes ao pódio. Ok, é tipo sobremesa grátis, mas a única opção que tem é "sem glúten e sem açúcar". 
Vettel conseguiu, tendo largado em nono, tendo uma parada ridícula que o fez perder um pódio, ganhar 12 pontos. MAAAAAAAAAAS perdeu a terceira colocação. Agora viu vantagem? Mas sossegue o facho: tem uma vantagem de 3, apenas 3 pontos para o terceiro. 
Verstappen de fato, é o que encheu os nosso olhos, na corrida e na tabela: ganhou 25 pontos, na bruta, depois de fazer uma largada péssima. Pulou de 100 pontos para 126 (1 de volta rápida). Ainda permanece só 3 pontos à frente de Vettel, portanto, impossível de saber se a vantagem continuará aumentando. 
Leclerc, o mais prejudicado, judiado e maltratado dessa categoria. Meus sais. Ganhou 18 pontos, chegou aos 105 pontos somados. Está sem vitória na Ferrari e é o que está mais merecendo. Continua em quinto, desde a França. Mó sacanagem.


Pô, tanta empolgação, para pouca coisa hein? Eis o que a F1 faz com a gente. Ficamos 8 corridas em jejum de empolgação, e quando apareceu uma que prestasse pra valer, teve pouco resultado prático na temporada. 
Maldade isso aê!


Menino Leclerc... *Pausa dramática: me nego a chamar de Charlinho, não tenho essas intima não, sô! Quisera, eu...


Enfim, menino Leclerc fez uma pole, tinha tudo para ter primeira e bela vitória na categoria e na Ferrari, confirmando todas as expectativas que tínhamos sobre ele e sedimentando o terreno na equipe, de vez. Mas não deu. Perdeu o primeiro lugar, depois de uma disputa bela e acabou, dando sopa e foi um tanto inocente.
E ele ficou aborrecido com o resultado. Não era para menos. 

Imagina você, numa praia. "Hoje, vou fazer o castelinho de areia mais maravilindo que esse mundão de Deus já viu!"
Você trabalha a manhã toda, mais de duas horas, solão nas costas. Sua turma te chama para dar uma refrescada e tomar um refri, na sombra. Você revida, xingando, que está trabalhando numa obra importante: "Não enche!"...

Do nada, vem uma onda, "fdp". Você esperneia desesperado(a) pois 2/3 do seu castelinho ruiu. Atrás de você, sua turma se rasga de rir e você, se vira com sangue nos olhos:


Puto(a) da vida... Bem capaz que você chute o resto do castelinho e ainda caia de bunda. Famoso "quem nunca?"


O incidente vira história, contada pelo mais comédia da turma, com requintes de crueldade. Mas fato é que, até que você vá embora da praia, você vai estar de mal do mar, para sempre. As suas olhadas para as ondas agora, serão encaradas, como se chamasse para briga:


Outra situação. 
Você planeja seu serviço antecipado. Sexta, quando der uma hora antes de sair do trabalho, tudo que era para ser feito, estará prontinho para ser entregue com um largo sorriso para seu superior. Ele (ela) não vai agradecer, porque chefe quer que a gente se exploda, mas ele (ela) pode até elogiar: "eeeeeh, por isso que eu gosto de você, sempre que preciso, vc está lá...". 
Numa boa, você almoça na sexta, até imaginando o diálogo com seu superior e ele (ela) do nada, começando a falar em aumento... Você viaja... Volta para o trabalho e, um infeliz de um colega seu, não emitiu um documento. Passou a manhã inteira atrás do café. Depois do almoço, deitou na mesa e disse que ia dar uma olhada no computador para verificar se o sistema voltou a funcionar.  Vc começa a suar frio. Precisa daquele maldito papel para terminar suas coisas com antecedência. Começa a calcular: "se ele me entregar às 14hs eu corro e consigo terminar até as 17hs..." Exatamente uma hora antes de acabar o expediente, o cara te entrega um paco de documentos que o maledeto, não fez antes com a desculpa do sistema ter caído. Ele sorri, sabe que não vai dar em nada para ele. No mesmo instante, passa seu (sua) chefe: "Galera, se não terminar, sábado vocês terão que vir aqui deixar tudo pronto na minha mesa!"

Como é que você fica com o maluco que enrolou a tarde inteira com aqueles papéis? Meiguinho(a)? Soltando florzinhas e jogando confete?
Não, você fica com sangue nos olhos, mais ou menos assim:







Não é isso? Então.
O menino Leclerc escolheu ficar puto como? Assim:


Meu...  Dava muito um meme "Tenha um relacionamento com alguém que olhe como o Leclerc olha para o Verstappen", não? 

Se isso é seu nervoso, moço... Tá precisando ainda de umas aulas: Ser cretino, deixar de ser inocente. E... bem, aprender a ter olhar "estou putaço!". Porque isso aí, ó, meu querido... É outra coisa! 


Abraços afáveis!

PS: Fecharei o Faixa a Faixa amanhã, viu, seus fofos e fofas! Se ainda não votou, corre aqui e dá um clique no seu álbum preferido!

2 comentários:

Carol Reis disse...

Outra piada desse GP foi o Toto Wolff dizer que "agora descobriram nosso calcanhar de Aquiles". Ora, se fosse mesmo um ponto fraco, ele estaria por aí falando nisso? Nos poupe, Toto.

Manu disse...

Esse cara merece um Oscar... Live-action do Pinóquio? Hahahaha...