domingo, 16 de julho de 2017

GP da Grã-Bretanha: Deus salve o Hamilton

Para a satisfação de uma galera que defende o Hamilton, ele venceu o GP de Silverstone. Novidade? Nenhuma? Dificuldade? Nenhuma.
O cara é assim, é daqueles que faz a festa na casa e só chega na hora que estão servindo as comidas. Fala com meia dúzia de convidados e festeja com eles antes de irem embora.

Vettel foi atrapalhado pelo menino Verstappen, ávido por um pódio, logo na largada. Ainda que o quarto lugar não fosse ruim, era necessário mais para o alemão. Houve a tentativa de uma ultrapassagem, uma espalhada e os detratores de Vettel bateram palmas.
Eu gostaria de entender. Porque tanta raiva de um piloto que faz o melhor dessa categoria: Disputa posições com afinco, não tem sorte de fazer apenas o trivial e deixar cair no colo as posições, provoca, age por impulso, é arrojado... Não. Acham que ele é uma farsa! Mantém a liderança no campeonato por circunstância.
Diante disso sou uma burra. Passei anos vendo a F1 sem entender uma vírgula. Pois, para mim, é o cara que soa, que custa, que sofre é o piloto.

Nesta corrida, Bottas foi o nome. Saiu de nono para segundo. No braço, na estratégia, na sutileza.
Kimi em terceiro, sofreu as consequências da má gestão de corrida da equipe. Ele reclama bastante, mas eles não ouvem. Por conta disso, na volta 49, foi para os boxes com pneu rechaçado. Menos mal, Vettel ia ao pódio e teria 10 pontos de vantagem contra o Hamilton. O mesmo pneu começou a rasgar. Igual a Räikkönen. Nos boxes, Vettel caiu para sétimo. A diferença agora é de um ponto.

Quase ninguém chorou por Vettel. Muitos comemoraram. Eu ainda acho não só estranho, como difícil de entender.
Esse GP costumava ser bom. Mas hoje foi apenas um GP da qual guardou da sua resolução para as voltas finais. A Liberty deve gostar disso. Sempre detestei essas coisas estranhas que acontecem na volta final. Porque nunca o que merece, sofre as consequências da imprevisibilidade, da má sorte ou do erro de terceiros.
Deus salve a Rainha? Não. Deus salve o Hamilton.

Abraços afáveis!

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