segunda-feira, 3 de julho de 2017

F1 2017: Get the funk out

Amanheci um tanto desanimada, por uma série de fatores: Uma noite fria que tinha tudo para ser agradável, acabou em sonos em doses curtas e insatisfatórias. O segundo fator foi, ao mesmo tempo que ter a empolgação do começo da semana se iniciando, a luta contra meu cérebro de aparecer pessimista diante de algumas boas possibilidades que preciso que se efetivem.
A terceira razão da preguiça, foi a revolta das pessoas com aquilo que é puramente pertencente ao esgoto: suas opiniões políticas e suas defesas de seus políticos pet. Uma desenfreada reclamação extra, me alertou que criatura gosta mesmo de reclamar, ao invés de tentar, no mínimo ser útil para algo. 
E aí bate a extrema preguiça: das situações mais banais como discutir o grau alcoólico de cantores sertanojos, ou mesmo fazer suas digressões sobre situações extremas como por exemplo a situação atual do time de futebol São Paulo, ou mesmo feito da seleção alemã (que venceu ontem a copa das Confederações) e até, claro, a investigação que a FIA abriu sobre o caso Hamilton x Vettel na F1, em Baku, GP passado. 

Preguiça digo eu, pois, a indignação de pessoas que pagaram ingresso para ver pseudo cantores bêbados é no mínimo engraçada. Nós que não gostamos do estilo musical, sentamos no topo do escorregador que nos leva ao Inferno e ainda pedimos para passar óleo para que a decida seja muito mais rápida, aos gritos entusiasmados: gastar dinheiro com essas duplas sertanejas é no mínimo uma burrice muito grande para nós. Posso garantir que todas as bandas de rock tem seus músicos com seus problemas etílico, natural ou sintético. Mas não lembro de por exemplo, algum fã reclamar de por exemplo, um Jim Morrison da vida pois "ele estava estatelado no chão, fazendo poema e não sendo profissional com o público". Give us a break!

As situações políticas eu nem discuto. Futebol, bem menos. Mas F1 é caso sempre primordial nesse blog, que pode não levar o nome, mas é o que motiva, essa coluna e 80% das postagens de toda a página. Sendo alertada, logo que abri o Twitter, que hoje a FIA decidiria se daria mais uma punição à Sebastian Vettel pela reação à frenagem de Lewis Hamilton numa das relargadas do GP de Baku, lembrei que havia mais bobagem à vista. 

Sobre a decisão da FIA, acabei não escrevendo sobre. Em vista do que pensei, era super interessante pensar que a FIA se tornava ainda mais repugnante com essa ideia: ditando a regra de que o P1 é quem dita o ritmo dos demais, deixa à mercê de um qualquer fazer a tal "segurada" e não um diretor de prova, por exemplo, é bem chatinha. 
A "segurada", pelo estilo de pilotagem do Hamilton, até que demorou para que o segundo colocado, batesse nele. Demorou muito, diga-se. E aconteceu. Pronto? Nada...
Sabendo da regra, a FIA ainda colocou excessivo holofote na reação de Vettel: a fatídica jogada de carro em cima do inglês. Reação que por mais feia que tenha sido, já tinha sido discutida, avaliada e punida em pista, com o stop and go. Pronto? Não, de novo!
Retorno ao fato da reação, antes de discutir o que interessa: Um mérito de Vettel que até agora, ninguém sob nenhuma circunstância mencionou foi, para mim de que ele parelhou e jogou o carro em Hamilton, gesticulando raivoso, mas não se aproveitou disso, para ganhar a posição. Posso garantir-lhes, que se as faces estivessem invertidas, não estaríamos falando sobre esse fato à uma semana do feito, caminhando para um novo GP.
A FIA então não deixou barato. Não por que quis ensinar "fair play", mas simplesmente, pois o "stop and go" de Vettel não surtiu prejuízo necessário ao alemão, visto que Hamilton precisou parar por conta do suporte de pescoço estragado. As decisões extra pista sempre mostrou o preterimento de um sob o outro que a F1 muitas vezes não soube disfarçar. 

No mais, sobre esse assunto, confesso que posso estar movida pela tal emoção que tanto julgo como insatisfatória na hora dos pratos limpos. Mas hoje, lembrando que a FIA poderia, inclusive, desclassificar Vettel (que seria um trunfo para o "Mimadex 2000") e até mesmo, a suspensão do piloto da Ferrari de uma corrida (que seria o trunfo mais absurdo que o "Mimadex 2000" angariaria), olhei bem para uma reportagem em que indicava as possibilidades para a ação de Vettel e pensei, sem medo de admitir, que se uma nova punição ocorresse à Vettel, fosse leve ou não, eu faria um post essa tarde, dizendo que "foi muito bom estar com vocês, brincar com vocês, mas game over". Possivelmente seria difícil "desviciar" na corrida, mas aplacaria a vontade de ver e comentar as corridas, como fiz de forma rápida quando decidi parar de anotar resumos das corridas que assistia. Já fazem dois anos que não faço sequer tabela de pontos e sobrevivo bem. Deixaria de lado simplesmente pois, esse tipo de coisa, não pode ser aceita para quem gosta da categoria, sinceramente.

A decisão foi essa, cliquem aqui.

E se ainda acham que saiu barato, vocês precisam arrumar outro esporte para acompanhar, pois o que já foi feito até hoje com essa coisa, já foi demais e já #chega.
Ainda cabe, de forma musical, que se não gosta do que vê... 


E chega de chororô. Né?
Abraços afáveis!

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