sábado, 8 de abril de 2017

Segunda Etapa da F1 2017: GP da China

Enquanto mísseis e ataques são o assunto da sexta-feira, nos alienamos com esportes. 
Bobagem dizer que isso é coisa de Roma, berço da civilização. A galera gostava e gosta do "pão e circo" ainda hoje, então, cobrar que eu tenha bom senso já que, enquanto o mundo enfrenta ataques destrutivos por conta de uma (ou duas) mente (s) medíocre (s), é pedir demais. Uma, que isso não significa que não esteja a par do assunto, duas, que o mundo está 333, ou seja, "meio besta", então, seguramente tem um cientista político formado na faculdade do Facebook que tem altas digressões sobre EUA, Rússia e Síria - mesmo não sabendo localizá-los no mapa. Basta procurar. Garanto que vamos achar. Achamos até criatura indignada com um tal de José Meyer (?!). 

Eu vou arriscar asneiras (ou não) sobre F1.
GP da China é o assunto, quer queiramos ou não, afinal, preciso falar sobre, mesmo não tendo tempo e muita prioridade na fila de espera. [Crianças, aviso: primeiro as obrigações depois a diversão. Essa é a Manu dando voz ao "faça o que eu digo, não o que eu faço".]

Sem muita perspectiva do que estava por vir, o treino classificatório chinês pode e não pode ser surpreendente. Foi, para quem escolheu ser ingênuo: sem treinos livres por conta do mau tempo, decidiu imaginar que daria pole sei lá, do Verstappen. Mas não foi para quem não precisa de treino livre para saber que vai dar Mercedes até a gente enjoar (e de novo).

Para não perder muito tempo e sono, não me levantei para assistir ao treino. A desvantagem foi que perdi (mesmo com um carro instável e reclamando do desempenho) Kimi fazendo um bom tempo, batendo o recorde do saudoso Schumi. A vantagem está na mesma situação: posso não ter visto Kimi fazendo o feito, mas de nada resolveu pois Vettel logo baixou o tempo e Hamilton lhe tomou a pole. Duas frustrações em uma só circunstância. Alegrias sempre duram pouco.

Sabem o papo de encontro com conhecidos no ponto de ônibus? :
- E aí?
- E aí?
- Que você conta de novo?
- Nada, rapaz...

Então. substituamos o terceiro travessão por "O que teve de novo na classificação da corrida?" e a resposta é a mesma: "Nada, rapaz..." ou "Nada, amiga!" 
Tudo foi simples de prever: Pole do Hamilton, Vettel em segundo, seguido do Bottas, seguido do Raikkonen. A mudança sutil da Austrália para China é que Verstappen não está em quinto, mas em décimo sétimo - por problemas no motor, larga na penúltima fila. Isso, não demonstra total derrota, apenas revela duas premissas: na Austrália Ricciardo penou com o carro, desta vez é Max quem sofrerá com isso. Todavia, esse último tem mais fibra em tentar chegar à zona de pontuação, como o australiano teve no GP anterior - mas  Verstappen só poderá concretizar pontos se o carro não pifar nas mãos dele durante a tentativa.
No lugar de Max, exatamente uma Red Bull, a de Ricciardo, portanto sem mudança também para o quinto lugar. Massa retornou ao lugar cativo: sexto. Hulk é novidade com a Renault em sétimo. Mais talento que motor, só a corrida poderá sombrear se Hulk consegue segurar a posição. Essa ideia já pode ser possivelmente remota: Pérez que fez ótima corrida com o carro rosa da Force India, pode estar a ponto de ameaçar até a posição de Ricciardo no GP chinês, afinal larga em oitavo. Os dois últimos é Kvyat e Stroll - o segundo piloto da Williams veio quebrando a dobradinha final Kvyat + Sainz do grid da corrida passada.  

O Q1 foi marcado por uma batida de Giovannazi (substituto bem apessoado de Werlheim) na entrada dos boxes, nos últimos segundos do fim dessa primeira parte, atrapalhando quem necessitava de se alavancar para o Q2. Esses "de fora" acabaramu sendo o próprio Giovinnazi, Vandoorne, Verstappen, Ocon, Grosjean e Palmer.

No Q2, Kimi superou Vettel e sombreou uma vantagem da Ferrari sob os demais. Por ali ficaram para trás: Sainz, Magnussen, Alonso e Ericsson. 
Por fim, no Q3 se definiu os 10, sendo que a pole, foi definida logo no finzinho, acabando com a expectativas de boas novas ferraristas:

Fonte: Grande Prêmio

Por um tempo a Ferrari seguirá engolindo sapos, enquanto na sua "Montanha-Russa" a empresa faz turistas quase engolirem pombos: ver aqui. #piadainfame

Corrida à vista. Não dá para esperar que a Mercedes deixe acontecer o que houve na corrida anterior. Esperanças podem ser as últimas que morrem, mas não sou lá fã do GP chinês para esperar coisas positivas desta etapa. Esse GP por sinal, é de madrugada, e como foi na Austrália, Galvão e cia podem fazer da transmissão tão porca como foi na Austrália à duas semanas. Com chances ainda de ter atrasos por rompantes naturais, e sabendo que Massa está no seu lugar cativo de sempre - agora com a novidade de que ele não dá mais voltas é a pista que dá voltas nele, pois ele sempre chega sempre na mesma posição - contamos com uma única coisa certa: além do mantra "exalta Massa", o acréscimo será com o narrador ganhando tempo, apto a contar historinhas vilanescas de "Stroll, o Troll". Agora então que ele larga em décimo... Que Deus nos ajude!

Boa corrida a todos, volto na segunda!
Abraços afáveis!

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