segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Monza: "M" de Mais ou Menos...

Venho batendo na mesma tecla faz tempo. Comecei a ser repetitiva em 2014. Neste mesmo ano, deixei de ter em meus cadernos anotações sobre as corridas de tão farta.
Para quem leu meu post sobre a corrida de Spa souberam o ponto importante na qual cheguei a respeito da categoria. Aviso: eu ainda mantenho o pensamento.

Meu sentimento com a pista de Monza não é igual a Spa. O recorte que exalta a pista pode ser deixado de lado, aqui e hoje. 
Monza em 2016 foi chata em pelo menos em 40 das suas 53 voltas. Salvo alguns momentos, que na minha bondade são relegados à 13 voltas, mas nem sei se foram tudo isso.

Tudo começou bem. Com um narrador calmo e mais sensato, não tive rompantes de fúria com comentários totalmente irrelevantes - que sempre existem - com uma agravante: o tal do José Roberto fala besteiras aos berros. É excruciante! 
Falar de Massa foi só alguns minutos antes da largada, o que sim, foi mérito do Cléber Machado que não vende qualquer emoção por vender, apesar da tentativa dos comentaristas.
Globo, mantenha Cléber, por favor!

A largada encheu meus olhos: Hamilton perdeu a dianteira, Rosberg ficou à frente e Vettel fez uma senhora largada. Em seu encalço, Raikkonen aparecia em terceiro, seguido de Bottas e Ricciardo. 
Existe sim, uma parte de mim que confiou que isso era um sinal de boa corrida e não vou negar que se tivesse permanecido assim, eu não teria começado essa postagem tão negativa.
Em poucos segundos, já contávamos com o tumulto de largada: Nars se envolveu em acidente com Palmer. O primeiro foi dado como culpado. Eu realmente acho que o pessoal da FIA anda fumando crack vencido. Nars culpado? Mesmo se fosse Palmer... E o Verstappen corrida passada? Quais os critérios destes caras? Quem eles acham que enganam? Palmer disse que ficou lado a lado com Nars e ele o fechou. Sim, em um momento isso aconteceu. Nars foi considerado culpado por fechar o espaço de ultrapassagem. Eu vi 3 carros lado a lado na corrida passada, e na largada. Foi quase igual: um experimentou usar a parte de dentro, um ficou pressionado no meio e o outro espalhou.
Mais adiante, fechar a curva e a ultrapassagem com movimentos bruscos nem foi investigado. 
Como acreditar na coerência das regras dessa categoria, quando essas coisas acontecem assim, uma seguida da outra e o tratamento é diverso?
Mas uma coisa eu entendi: lá em Spa envolvia pilotos de ponta, de equipes grandes. Um incidente entre Renault e Sauber e comissários vão muito gastar neurônios para transparecerem justiça? Ah tá, vão mesmo! #sarcasmo

Enfim. Se os cinco primeiro ainda estava bom, apesar das bobagens do fim do grid, a gente sabe que alegria de pobre dura pouco. Hamilton passou Ricciardo. Durante um tempo, que pareceu uma eternidade, o infeliz do Bottas foi pressionado por Hamilton e a transmissão ficou só neles. 
Com Hamilton em quarto, não cogitei a possibilidade de ficar feliz com um suposto pódio mais amistoso. 
A Ferrari inventou a estratégia dos pneus super macios para os dois pilotos. Até no máximo a volta 35, eu ainda tinha esperanças. A corrida acabou na volta em que as Mercedes pararam a primeira e única vez. Até o Cléber disse que naquele momento, a corrida se desenhava para o fim. Nem era volta 40 ainda. Não vendeu falsa emoção.

Boa coisas: Vettel em terceiro. Bom para os tifosi. 
Kimi em quarto (eu avisei para deixar a esposa em casa). 
Nem se escutou falar de Verstappen, a não ser quando Pérez foi parar lá longe numa "disputa". Eu tenho pra mim que ele já tem fama de "perigoso". E olha que Pérez não é flor que se cheire.
Rosberg largou melhor que Hamilton, venceu de ponta a ponta e está só a 2 pontos do inglês.  
A gente ainda acredita como se fosse em Papai Noel, para irmos até o fim da temporada, numa esperança de novidade. 
Mas é tetra do Hamilton. Mesmo que durante a corrida a gente escute a informação de que ele assumiu o erro na largada,quando ele chega ao cercadinho de repórteres depois da corrida, ele arma o teatro e tenha foge dessa responsabilidade, culpando outros.
A F1 mudou. E ainda nem tem um carismático piloto que faz você ter gosto de ver ele vencer. O que tem é uma cara com palavras vazias e atitudes discutíveis. Um microcosmo do mundo.
Vão dizer que estou errada?

Abraços afáveis!

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