segunda-feira, 25 de julho de 2016

GP da Hungria: papinha de bebê

Dada as circunstâncias estive fora toda a semana. Cheguei de viagem apenas no sábado à noite.
Foi muita, mas muita falta de sensibilidade da Globo em repetir o José Roberto. Mais ainda para mim, que tinha dormido as 22:30  por cansaço e relutado levantar da cama às 8 da manhã.
Se não fosse a bexiga apitando socorro, teria ficado mais uma meia horinha. Talvez até perdido a largada - que convenhamos, apesar de limpa e boa, ressaltou o que não devia: nova vitória boba de Hamilton.

Houve polêmica do rádio "coaching" com o Button, umas três punições, para ele, Kvyat e Gutierrez que eu me lembre e... enfim. A parada do "manda quem pode, obedece quem tem juízo" não se aplica mais à F1. Eles aprontam umas punições aqui e ali que em grande escala, nenhuma tem grande serventia. As que de fato por hora, podem ter, passam despercebidas. Mas pelo que observei ontem só um valia de tomar punição; e esse era exatamente aquele que não leva isso na conta. Hamilton teve "coaching" sim, muito mais claro que o do Button... E a ação dos comissários?



Hamilton, que passou Rosberg na largada, depois do estresse da classificação não teve tantos problemas assim. O estressadinho apela, mas quando está por cima da carne seca, faz até dancinhas ao sair do carro.
Rosberg perdeu o fio da meada. Já podem conferir no meu post sobre o GP da Inglaterra: Hamilton o passaria no campeonato e tudo ficaria morno, para passar a ser uma papinha de criança azedinha. Só que depois de 2015, creio que essa papinha vai vir seguido daquele vômito do neném misturado sem querer. Resumo: daqui adiante as corridas além de serem chatas passam a ser também meio nojentas.
Isso porque agora, não haverá o mínimo de esforço da competição entre Rosberg e Hamilton. Sequer existirá alguma ideia dessa na prática, mas podem ter certeza que vão se ater à ela pelo menos na teoria, só para enganar bobos.

É desagradável ver que a Red Bull pode - mas nem tanto - desobstruir caminho e tentar mais vitórias de Verstappen ou Ricciardo. Infelizmente, ontem foi quase isso, se o carro de ambos não perdessem algumas possibilidades. Ricciardo não contava com a boa largada de recuperação - pelo menos do segundo lugar - de Rosberg. Ficou só com o terceiro, o que foi uma das boas coisas da corrida, e a única do pódio. E Verstappen trabalhou bem, mas teve que gastar bastante braço com Kimi, logo em seu encalço nas voltas finais. E o menino levou a melhor. Kimi só passou quando foi dada a bandeirada. No meio das investidas, quase perdeu toda a asa dianteira e reclamou no rádio que o Garotinho fechava muito a pista. Para uns, Kimi sambou na pista. Para outros, Verstappen é gênio. 
É vida que segue. Quero muito que Verstappen mantenha a boa forma porque quando a magia some as críticas são cruéis. Sabemos perfeitamente o quanto choveu comentários maldosos de ambos os lados no Twitter e Facebook. Defensores de um e outro. Eu só fico satisfeita por ter "acordado" para ver Kimi combativo. Já dá para sentir satisfação só com isso, afinal #PobreSeContentaComPouco

Kimi e Vettel estiveram com complicações. O primeiro largou muito atrás, o segundo, parece que regride a olhos vistos. O que acontece com a dona Ferrari a gente bem sabe. Tem horas que parecem time de fundão, mas tem horas que os seus pilotos são mesmo o diferencial - mas dado algumas circunstâncias, não são suficientes.
Kimi se recuperou bem na corrida, mas atracou tanto atrás de Verstappen que serviu só para agradar quem assistia com olhinhos quase miúdos de sono, uma corrida enfadonha.
Meu coração fica bem pequeno ao perceber que Vettel não tem a mínima possibilidade de competir pelo penta. Muito menos, atrapalhar o tetra do Hamilton. Tetra inevitável, mas se é para usar e abusar dos prefixos -in- aqui vai mais um: inexpressivo (para não dizer outros como irrelevante, inapropriado, incompetente, injusto, desagradável e o recente inventado "desumilde"...)

Uma leve procissão e Hungria acabou com aquele tom morno, beirando a chatice completa, pior que churrasco com carne de soja. 
Anotem aí: a papinha está azedada, agora só vem aquela pequena golfada de leitinho fermentado no prato. Esse momento do inoportuno "refluxo" a gente confere na Alemanha, semana que vem. Depois o prato da papinha fica até agosto na pia, azedando ainda mais. 

Abraços afáveis!

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