sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

F1 2016 em tópicos aleatórios e comentados

Daqui à exatos 23 dias teremos a primeira corrida da temporada de F1 2016.
Minha empolgação com isso é a seguinte:


Eu sou o Charlie Brown; e enquanto todo mundo comemora a volta da categoria, eu dou um sorriso amarelo.

Do ano passado para esse ano, dá para falar de coisas pequenas e coisas que poderiam ser grandes, mas podem ser meros fiascos.
Uma é que a Lotus não é mais Lotus, voltou a ser Renault e não sabemos até quando durará. Já começa de certa forma, mudada mesmo, a começar pelo line-up dos pilotos: saem de cena Romain Grosjean e Pastor Maldonado para estrelarem Kevin Magnussen - já conhecido nosso e do paddock - e Jolyon Palmer - ainda uma novidade. Semelhança dos dois é simples, os dois são filhos do meio: o primeiro é filho de Jan Magnussen e o segundo de Jonathan Palmer, ambos, ex-pilotos. Isso dá armas aos membros da mídia, ou seja, seria pauta para eles escreverem sobre os caras. Mas aqui, em terras corruptas, sabemos que é gastar teclado à toa porque o que mais se lê são matérias com as respostas rasas de perguntas toscas para piloto de equipe grande e piloto brasileiro. E fim. (Triste fim, eu diria.)

Desta mudança já pegamos gancho para outra: Onde vão os dois pilotos da "extinta" Lotus? 
Um tem lugar na nova equipe do grid - a tal Haas. E esse é Romain - "Linguini" - Grosjean. Pastor Maldonado foi dispensado e não estará nos cockpits oficiais desse 2016, para a alegria de muitos desesperados que se pelavam de medo do venezuelano tresloucado na pista. Outros lamentam muito pois Maldô em ação podia ser perigoso "pra chuchu", mas dava ao menos uma emoçãozinha no meio de tantas "corridas" monótonas proporcionadas por pistas ruins - os chatos e absurdos tilkódromos. Embora ele fosse um desses caras loucos, eu ainda conseguia achar alguma vantagem nele mais que muitos que possuem vaga na categoria. Ele dava a cara à tapa caso alguém falasse em direção perigosa. Sejamos pragmáticos e deixemos o "mimimi" de lado: automobilismo é perigoso. Qualquer coisa fora dessa premissa é bobagem. Mesmo assim, ele fazia, custava o que fosse e era chamado de maluco. Se ele fosse um "bem moldado" e não um "mal domado" faria as estripulias absurdas e seria considerado gênio, podem ter certeza.
Na Haas, Grosjean divide espaço com Esteban Gutierrez, já conhecido pela sua passagem na Sauber em 2014 e passou 2015 como piloto de testes da Ferrari. Se aprendeu alguma coisa... Bem, eu diria que se ele passe um tempo com os traficantes mexicanos como se fosse fazer uma participação especial em "Narcos" teria dado no mesmo, que esse um ano na Ferrari. (E entendam como quiser...)

As outras equipes então mantém suas figurinhas - respeitando a lei daquele que manda no pedaço e o segundão capacho. A exceção talvez da RBR e STR - pelo menos, não descaradamente. A mudança recai pela insignificante Manor (que era Marussia), ano passado custou a dar as caras e tinha Will Stevens e Roberto Merhi, substituído depois por um Alexander Rossi por cerca de 5 ou 6 corridas. Irrelevante. 
Ou era irrelevante. Até a ideia da nova regra da classificação.
Contando que vcs já sabem e quem não sabe, está sentado aqui vai ela:

O Q1 começa com os 22 carros inscritos para toda a temporada e terá duração de 16 minutos. A partir do sétimo minuto, será eliminado um piloto por vez a cada 1 minutos 30 segundos, até que restem 15 pilotos para ascender ao Q2, disputado com cinco minutos de intervalo após o fim do Q1.
A duração do Q2 será de 15 minutos.  A partir do sexto minuto, será eliminado um piloto por vez a cada 1 minutos 30 segundos, até que o total de pilotos seja reduzido a oito, que lutarão pela pole no Q3, começando com cinco minutos de intervalo após o fim do Q2.
No Q3, a duração do treino será de 14 minutos. Do quinto minuto em diante, seis pilotos serão eliminados com intervalo de 1 minutos e 30 segundos entre um e outro. Restarão somente dois, que ficarão no mano a mano na luta pela pole position.

Pensei e pensei sobre assim que li sobre e cheguei à duas conclusões: a) os dois últimos será os dois que tiver melhor carro e nos dois últimos (chaaaaatos!) anos, isso se circunscreveu apenas à Mercedes, ou seja, a F1 pelo terceiro ano seguido terá a alegria de classificações com Hamilton fazendo a pole e Rosberg ameaçando uma meia dúzia delas [Essa é a teoria que mais reflete a realidade, uma vez que o celebridade Hamilton declarou que não vai mudar muita coisa. Por-tan-to, ele está tranquilo... De novo.]; e b) Vamos ter muita confusão. Imaginem a Manor, se continuar como continuou, lenta, atrapalhando volta de criatura ranzinza? Imaginem um piloto, que gosta de jogar o carro nos outros, atrapalhando aquele que tinha preferência, alegando que "eu não vi ele chegando". A comissão de inúteis agora terá trabalho dobrado. Se o que jogar o carro for o queridinho, a punição de grid cai no que estava no movimento certo. Se o que jogar o carro for um alguém que pode até ser bom piloto, mas não é o queridinho. Ih, meu filho, lascou-se!
Pior: sabe-se lá como essa regra funcionará nos lentíssimos tilkódromos.

Sabe, vai ser mais um ano saco.

Ainda mais que o Jornal Nacional ontem me lembrou algo que eu ainda não tinha me tocado. Depois de uns 3 minutos de entrevista e reportagem super à nível "Video Show" (e poderia ser "Tv Fama" se a "Marciana" Becker tivesse perguntado sobre o status de relacionamento com a frase "Como está o coraçãozinho???!") com o Hamilton a ficha caiu: ele vai para o esdrúxulo tetra-campeonato.

Fiquei pior que o Charlie Brown no gif do começo do texto. Status de agora:


Abraços afáveis!

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