segunda-feira, 1 de junho de 2020

Racismo nos EUA e a manifestação de Lewis Hamilton no Instagram

Na semana passada, ficamos horrorizados (novamente) com manifestações nos EUA sobre a morte de George Floyd, e toda agressão que afro-americanos sofrem no país constantemente. Ainda que lá, seja um problema grave de política cultural que carregam há anos, de segregação racial em seu território e perseguição contra os negros desde a sua independência da Inglaterra, num país como o Brasil é, no mínimo, patético manifestar sobre supremacia branca.
Se existe um povo que causa náuseas pelo que faz, é o povo brasileiro. Num "copia e cola" fajuto e sem razão de existir, babacas foram às ruas manifestarem a favor de brancos nos últimos dias. Oi? 
O ato meio Ku Klux Klan, fez brotar brasileiros nas ruas gritando palavras de ordem. 

Como dito (e reforço) num ato patético, o brasileiro usa de escudo a "democracia" e a "liberdade de expressão" (igual aos americanos) para falarem de supremacia branca. Somos todos brancos de olhos claros agora? Mesmo os descendentes de europeus... sabem do tipo de sangue que correm nas suas veias? Eles acham que sabem. E se fizessem teste de mapeamento de DNA, descobririam muita coisa que iriam querer esconder. 
Aproveitando que temos um idiota que usa faixa presidencial, esse idiotas foram para as ruas. Alguns poucos de cara limpa. Neo nazistas de máscara, não são Neo Nazistas de verdade. Para variar, eram medíocres que se acham superiores.

Sejamos pragmáticos, as vezes a gente se acha mesmo superior aos outros em alguma medida. Quando a gente perde emprego para uma pessoa que consideramos, digamos, abaixo de nós, usamos qualquer justificativa que a desmereça, até mesmo em relação ao seu caráter. 
Nesses tempos de pandemia, há quem esteja saindo na rua, sem se preocupar com a propagação e contágio de um vírus que pode ser fatal. Cansaram de ficar em casa e acham que são donos da verdade. Convidam os outros para festinha, viajam, esqueceram as máscaras em casa, estão protegidos por Deus! Se acham superiores por pensarem que, por terem dinheiro, "conhecimento" ou fé são, no caso, imunes à uma ameaça invisível.

Um tempo atrás, cortaram bolsas de pesquisa para os cursos de pós graduação em especial, na área das Humanidades. Logo depois, por conta da baixa nota de órgãos de fomento, os cursos fecharam por falta de produção científica nessa área. Havia muita gente se formando, recebendo para tocar pesquisas que não eram "polinizadas", divulgadas no meio acadêmico. 
Não houve chiadeira nas redes sociais. Só houveram de fato, quando o ex-presidente Michel Temer continuou a política de cortes e o assunto veio à público Dessa vez, gerou indignação pelos cortes na educação que envolviam até mesmo, uma proposta de diminuição da carga horária de disciplinas como História, Sociologia, Filosofia no ensino básico.
"Não querem que tenhamos conhecimento, para nos coagir". Será que alguma vez a vida, tivemos esse conhecimento e aproveitamos dele para sermos "melhores", mais conscientes? 
Aquela ideia dos mais velhos, nos sermões para jovens impetuosos e que não gostam de escola, é antiga: "Jovens, o futuro do país"... Vocês ouviram isso, eu ouvi isso, eu ouvi professor repetir isso para a nova geração. Suspiro. Estou descrente dessa promessa que nunca veio...

Como uma das consequências do tal "golpe" que tanto era gritado por aí, a educação, já estava  sendo sucateada bem antes dos cortes ou mudanças no sistema de ensino. As universidades federais estavam mudando os programas de seus cursos que soam, cada vez mais, simplificados, genéricos. As pós das Humanas por aí afora já estavam perdendo prestígio, muito antes, mas só recentemente, a população percebeu "o absurdo". Cursos de exatas e biomédicas tiveram seu impactos, mas não tanto. O que esse pessoal produz, constrói um país pobre intelectualmente, que é há muito, fraco em infra estrutura. Como pensar em ser doutor em poesia num país que não tem sequer um sistema de saúde descente? 
Imagine você, com seus diplomas, maestrias, milhares de estudos, trancado em casa. O coletor de lixo, o pequeno produtor, o caixa de supermercado, o estoquista, o caminhoneiro, o faxineiro... Todos seguem indispensáveis e essenciais nesse momento. E você com um doutorado em literatura brasileira, não.
É uma tremenda lição para quem, vez ou outra, se atreve a menosprezar o outro, por falta de estudo, ou por se achar importante intelectualmente.

No esporte, veja bem, no automobilismo (para já termos um fio de nosso conteúdo), quantas vezes não disseram que um piloto brasileiro foi "prejudicado" por um alemão ou um favoritismo francês, espanhol... "Sabotaram o carro do nosso piloto..." Ele passou a ser tão "intocável", que só podem ter armado para ele. Hierarquizamos tudo, porque gostamos e achamos assim, tudo mais fácil de solucionar.

Lewis Hamilton. Na F1 desde 2007. Há quem diz que é íntegro e impecável como esportista. Já escrevi aqui, as razões das quais discordo plenamente dessa afirmação.
Mas vá lá, continuo: na F1 desde 2007, 6 títulos mundiais. Primeiro negro na F1.
Ultimamente tem se mostrado bem politizado. Mas um politizado raso, aquele de rede social, que é da "lacração", e não discurso efetivo que clama por mudanças e se vê impacto.
Depois do ato horroroso nos EUA ele foi à sua rede social (...) cobrou postura do ambiente da qual faz parte, o mundo do automobilismo com os dizeres que dá para ver nessa matéria aqui, do auto Motorsport:


"Vocês não nos apoiam".
No Twitter eu comentei: efetivamente, ninguém se apoia. A revolta, além de seletiva, muitas vezes é modista. Se tem alguém que levanta a bandeira contra o racismo, independente de atos como os recentes nos EUA tenham vindo à mídia, essa pessoa sim tem feito mais do que a maioria de nós. Certamente existem. Pessoas públicas, artistas, intelectuais, atletas, precisariam usar da sua imagem, para provocarem a união dos povos por uma causa, contra medidas injustas que aplacam a sociedade.

Certa vez, na ocasião da graduação na federal na qual sou formada, recebi um email da secretaria do meu curso, encaminhando um evento de  um grupo de alunos do curso de Música, convidando para uma Roda de Samba. O cartaz continha alguns motivos desenhados, silhuetas negras sambando e tocando instrumentos típicos do ritmo. Era algo que alunos da música iam promover de trabalho e entretenimento e cultura no campus.

Logo recebi um email-resposta com um texto enorme do presidente do movimento negro, criticando o evento que era, para ele e em resumo, para alunos brancos fingirem negros, beberem e paquerarem.
Seguiu-se um enorme fio de respostas, encaminhadas à todos. Foi uma briga generalizada. Haviam aqueles que diziam que eles estavam privando os demais de cultura, só poque queriam politizar. O movimento se defendia, e pela primeira vez, vi o termo "apropriação cultural", numa acusação que, os alunos da música, se souberam, devem ter ficado chateados. 
Um email-resposta saltou aos olhos: uma colega de curso, deficiente visual, escreveu um email falando que a segregação com negros no campus era grave e que acontecia também com os deficientes auditivos, que o local onde as bandas se apresentavam, era de difícil acesso para cadeirantes e que ela mesma, nunca viu o instituto de artes fazendo descrição das obras expostas por eles, para o público cego. 
Fiquei sabendo, depois, por ela mesma, que ela recebeu um email mal educado, que não foi copiado para a geral, do presidente do movimento negro. Em resumo ele disse para ela ficar quieta, na dela, e ao encontrar com ela chamou a atenção: "cada um com a sua causa". Desde então, isso ecoou na minha mente, toda vez que eu topava com o "presidente" nos corredores dos blocos.
Não acho que Martin Luther King, figura estampada numa foto no escritório do Movimento, segregasse quem quer que fosse, que o apoiasse em suas missões pelos EUA...

Colin Kaepernick, jogador de futebol americano, quarterback de um dos times mais populares e tradicionais da liga NFL, o San Francisco 49ers, é uma dessas figuras recentes que, mesmo fazendo algumas coisas muito radicais, é uma figura esportiva que eu me levando e bato palmas pelas atitudes. Mesmo que não sejam perfeitas, dão resultados emblemáticos e eficazes.
Ele foi draftado (escolhido) para compor o 49ers em 2011, e na temporada do mesmo ano, ele tirou a posição de Alex Smith, o titular liderando o time ao Super Bowl.
Quarterbacks na NFL são, em sua maioria, brancos, mas os times são massivamente compostos de  jogadores negros. Outro lugar que não é ocupado por muitos negros é a administração do time - é visível que técnicos negros (ou mesmo latinos) não são 1/3 na conta de 32 times. Os donos dos times, então... São magnatas brancos e a liga também é comandada por eles. 
Diversas vezes, pipocava assuntos na mídia em relação à jogadores (negros) presos acusados de algum crime. Os brancos não tinham, nem tem um histórico tão pesado. 

Assim como no basquete e no beisebol, não é difícil pensar que o americano comum só aceita o negro (e o latino) quando ele é muito bom no esporte que ELES criaram/popularizaram.
Em 2016, Colin decidiu fazer algo efetivo depois de observar toda a injustiça do seu país com relação às minorias raciais, em especial, ao tratamento com negros... Ele dobrou um dos joelhos e ficou de cabeça baixa enquanto os demais, estavam de pé com as mãos no peito na execução do hino nacional americano.
Isso gerou um monte de especulações a favor e contra o ato simbólico, mas recheado de significado, de Colin. O recado era simples: o país não representa os negros. E não representa mesmo. Foi lá que movimentos como Ku KLux Klan - sob o estado de liberdade de expressão - tiveram origem e força. 

Colin não ficou só na provocação das autoridades da liga, do governo federal, apenas "aparecendo" na mídia. Ele peitou todo mundo com aquele ato, e fundou a organização "Know Your Rights Camp", cujo propósito é o empoderamento social e o ensino de história e direitos fundamentais a jovens negros norte-americanos no mesmo ano, em 2016.
Outros jogadores negros, de outros times passaram a fazer o mesmo. Jogadores brancos promoviam abraços coletivos, na hora do hino, abraçavam seus colegas negros, mostrando apoio e união, como mais importantes que patriotismo. Aqueles que optavam por ajoelhar, tinham a mão no ombro dos jogadores brancos, que ao mesmo tempo, prestavam respeito ao colega de time e ao hino.

Alguns, não faziam nada que demonstrasse alguma postura em relação. Um deles deveria ter sido o primeiro a se posicionar: Tom Brady, não declarou algo que fosse efetivamente importante, dado a fama que ele tem como "o melhor de todos os tempos".
Ele era obrigado? Talvez não. Talvez ele tenha tentado e alguém disse que ele não poderia apoiar a causa por ser branco. Talvez ele realmente viva numa bolha e não se interessasse por isso. Não sabemos.
Não que Colin tenha pedido que todos o apoiassem, mas, logo ele ficou no banco de reservas e perdeu o contrato com o time, como resposta da sua medida radical. Permanece até hoje, treinando se mostrando capaz de voltar a jogar, mas depois de várias visitas à times interessados, ele não foi contratado por conta de sua postura política.
Mesmo assim, ele deixa claro, o quanto a liga tem graves falhas nesse sentido. O trabalho de Colin foi colocar isso em evidência e escancarar a hipocrisia num ambiente em que os jogadores buscam sucesso, num esporte de muito contato e muitas vezes, cruel em termos físicos e que é só mais um exemplo de segregação no país. 
Ele "apareceu" sim. Mas segue firme na sua luta.

No caso da F1, um esporte de maioria branca, a coisa já estava bem na cara. Até 2007, não haviam nomes de pilotos negros que tenham feito parte da categoria, na ocasião, em 57 anos de existência. 
Quando Lewis Hamilton chegou, eu achei que para mudar essa situação totalmente. Houve ali, latinos, asiáticos, mas um representante negro, ele era o primeiro. O que ele fez no começo de sua carreira em relação à isso? Basicamente nada. Estava passando da hora de se posicionar sobre isso.

Lewis esteve certo, ontem em cobrar postura do pessoal do automobilismo. O representante latino do atual grid, Sérgio Pérez, foi o primeiro a apoiar a causa. Subiu a hashtag: #BlackLivesMatter e não trouxe para a discussão a situação do latinos nos EUA. Ele não misturou as coisas, mas certamente, como mexicano, teria muito a dizer em relação à isso, especialmente pós Donald Trump e o "maldoso" Muro da Imigração. 
Em seguida, Charles Leclerc numa justificativa respeitosa, disse que não se via no lugar de manifestar-se, mas encontrou meios de dizer que ele também apoia a causa. Outros pilotos estão fazendo o mesmo, com ou sem rede social, prestando as suas palavras de apoio. A mobilização é algo fundamental e pode sim ser que Lewis mereça tapinhas nas costas por ter "cutucado" os envolvidos.

Apesar da faísca de consciência e empatia, fazer discurso através de rede social não basta.
Diversas vezes, Hamilton optou pela lacração para aparecer.
O automobilismo não é só um esporte de branco, é ainda, elitista. Os caras que vieram de classe média baixa, lutaram um pouco mais para serem pilotos, mas a maioria já era bem de vida quando iniciaram as carreiras ainda na infância. O discurso das origens humildes não vai ser mostrado no seriado da Netflix sem uma ponta de drama que não existiu. 
Lewis, certamente, não teve origem modesta. Só recentemente traduziu seus sofrimentos publicamente por ser uma criança negra disputando em meio à tantos brancos. 

Ele está na F1 à 13 anos. São 7 títulos, 6 deles, já escritos na história do esporte. Passou da hora dele levantar a bandeira. Escrever nas redes sociais, coisas relacionadas à cuidados com o meio ambiente e  agora, questionar a existência do racismo, não é nada mais do que um ato político raso que qualquer um faz hoje em dia e apesar de fazer pensar e mobilizar a consciência de alguns, não é o suficiente.

Colin não tinha muita coisa. Ele tinha uma carreira no começo, e em ascensão meteórica. Foi ao Super Bowl no ano de estréia. Sob seu comando, o 49ers venceu o jogo da conferência. Ele sabia dos riscos por peitar as autoridades da liga da forma que fez. Pestanejou? Não. 
A sua luta segue firme. Assinou com a Nike numa campanha em 2018 que cutucou empresários conservadores e causou ainda mais controvérsias. Ele promove palestras, sua fundação ajuda os negros, não só do esporte, mas todos aqueles que sofrem repressão racial, social ou financeira.
Em abril, sua organização lançou um fundo para indivíduos (vejam bem, indivíduos!) impactados pela pandemia, e ele mesmo doou 100.000 dólares para esse fundo.

Lewis tem demonstrado que quer fazer quem acompanha o esporte à motor, pensar. Mas de nada adianta fazer textos exaltados e pedir para seus colegas que o apoiem resulta em algo efetivo. Ele precisa "dobrar o joelho como Colin" fez. Precisa fazer mais do que uma postagem de Instagram, afinal de contas, ele é já, (e não importa a minha opinião sobre isso) o maior, o mais completo e o mais talentoso piloto que a F1 já teve. 
Os colegas de profissão que subiram hashtags não tem responsabilidade de subirem também a bandeira contra o racismo. Se fizeram, ótimo! Mostram caráter. 
Quem tem que vir a ser o chato da cobrança pela mudança é ele, o primeiro representante negro de uma categoria, multi campeão. 

Está na hora do Lewis usar essa imagem pública e que está no topo de um mundo "branco" e  fazer um movimento. Está na hora de "aparecer bem na fita" e o trabalho dele vai ser grandioso. Colin era um jogador, em meio à mais de 50 de um time dos 32 da liga. Lewis é o único negro na categoria máxima do automobilismo.
É fácil condenar o lugar em que trabalha (e é bem sucedido sem interferência), quando algo de ordem federal joga a luz sobre o problema interno. É fácil que, durante os intervalos entre uma corrida e outra, opte por ir à desfiles de moda com celebridades (brancas, em sua maioria) e que isso não cause incômodo. Que tal fazer as palestras em eventos como fez Colin? Que tal montar uma fundação para jovens negros, sem condições financeiras de chegarem à categorias de base do automobilismo? Que tal apoiar que a F1 receba, o mais breve possível, meninos talentosos que cheguem à F2 com seu apoio? 
Já está acabando o tempo em que ele vai estar na categoria máxima. Aposentado, ficará só o discurso como pedido de apoio e revolta. Por alguns dias, as autoridades da FIA podem até assentir que isso é problemático. Mas, sabe-se lá quantos anos a mais demoraria para aparecer outro representante negro assim que ele se aposentar...

"Lacrar", repito, não basta. Ele pode fazer muito mais e aí sim, terá concretizado absolutamente tudo na história do esporte. Ele já escancarou o problema, hora de se empenhar em forçar a mudança, semelhantemente ao que Colin Kaepernick tem feito. Ser ativista!!!
Aí sim, a gente pode levantar e bater palmas até elas doerem. E ainda vão doer pouco.

Um comentário:

Carol Reis disse...

Eu não gosto desse ativismo de redes sociais. Não falo do Hamilton em específico, mas no geral mesmo. Pra mim não passa de exibicionismo moral.
Mesmo que seja sincero de alguns, em uma época em que muitos vivem atrás de likes em instagram, causas sociais nobres viraram só uma maneira de mostrar para o mundo o quão bonzinho e preocupado vc é.

Além disso, essas discussões quando abordadas por celebridades são sempre rasas e uma repetição de frases de efeito de sempre. Hoje em dia, se vc disser em público que o movimento black lives matter passou dos limites com os saques e o vandalismo vão te chamar de racista. Outro problema com raças nos EUA é que o ativismo atual advoga pela divisão. Todos eles esqueceram do que Martin Luther King pregava, que era um mundo onde a cor da nossa pele não importava. Para esse novo ativismo, se vc é branco, é automaticamente racista e se vc diz que não enxerga raça é racista tbm. Querem tornar a sociedade deles menos racista tornando tudo sobre raça. Como isso vai dar certo?

O ativismo negro do Brasil consegue ser mais patético ainda por dar um "copiar e colar" no discurso dos ativistas americanos e importar p cá sem nenhuma contextualização com a realidade do nosso país, onde o racismo se mostra de um jeito diferente do de lá. É ridículo ouvi-los falarem de "genocídio do povo negro" para uma população que é majoritariamente mestiça. Como vão ganhar simpatia p uma causa nobre chegando p um brasileiro comum, mestiço, dizendo que ele é fruto do genocídio negro? Alardeando que a polícia participa desse genocídio enquanto esquecem que os policiais brasileiros não são brancos? Eles claramente não estão interessados em resolver o problema, tudo não passa de exibicionismo moral. Se tivessem interesse, se dedicariam a estudar a realidade local e propor soluções, mas discurso razoável não dá like e demanda tempo. Bancar o oprimido é mais interessante.