segunda-feira, 11 de março de 2019

Questões da F1 2019

Três tópicos pipocaram nessa última semana sobre a F1 que achei relevante trazer para o blog.

O primeiro é sobre o documentário da Netflix sobre a temporada de 2018. 
Parece legal. Quem não me deixou no vácuo, respondeu às minhas perguntas se era um documentário bem feito e se compensava. Eu queria saber só isso pois queria uma motivação extra para conferir (algo que parece que irá demorar um pouco).
Confesso que tive desconfiança dos motivos por detrás da produção. Afinal, o que 2018 teve de tão espetacular, despertando interesse da Netflix?
Depois de parar de ficar pensando em teorias mirabolantes, observei alguns comentários sobre o documentário de diversas fontes. Enquanto li, pensei também no quanto películas afetam nosso modo de pensar. 
Outro dia, vendo um documentário sobre aquecimento global, e depois lendo uns comentários sobre o mesmo, percebi que ainda confiamos muito nos recortes feitos pela produção quando assistimos à esse tipo de película. Situações das quais documentaristas se debruçam para seus documentários não são verdades puras de "cabo a rabo". Algumas coisas são ocultadas de forma conveniente, sim. Não é porque é um documentário e não um filme, que é verdade tudo comentado ali, nem que não tenha um espaço para ficção ou um toque mais romanceado. Muitos apelam para chocar, para fazer pensar caso a opção é defender pontos de vista ou reações incisivas. 
Suponho que esse da F1, não seja diferente. Alguém ali vai ser retratado de um jeito que pode não ser na real. Pode nem ser a pretensão de quem produziu ou editou o filme para o canal de streaming. 
Resta conferir para tirar as minhas conclusões. Como vai demorar que eu consiga um torrent decente por aí, o assunto já vai ser velho. Essa é uma vantagem, pois assim, poderei me refrear de divulgar meus achismos. 
A desvantagem? Estou passando vontade. Queria poder assistir. Não porque todo mundo está fazendo isso, mas sim, porque tenho interesse, óbvio.

Enquanto isso, espero calmamente: 


A outra questão chamou a atenção, pelo menos para mim:


É um tipo de reportagem que enche os olhos quando lemos a manchete, mas que, quanto ao conteúdo, é meio decepcionante. Peças padronizadas podem ser uma das pautas aprovadas pela FIA, visando a redução de custos e uma medida que pode aproximar mais os carros no grid. A disparidade é um caso grave na F1, que tem causado afastamento de muitos, desde os mais ferrenhos metidos a tradicionalistas, até somente aqueles que são menos dados à perdas de tempo. 
A disparidade também faz a gente passar vergonha, sendo em termos de justificativa para amigos e colegas que questionam nosso "gosto" por F1, seja pelas reviradas de olhos dos outros quando a gente reclama (todo santo domingo) que a F1 está previsível, ou até mesmo quando brigamos nas redes sociais para dizer que piloto x ou y "é bom/ruim sim, e por isso, isso e aquilo outro". 
No entanto, a gente acaba, mesmo com tudo isso, de manhã aos domingos, no sofá de casa, esmurrando almofadas ou dormindo nelas. 
Minto?


A reportagem acaba por decepcionar pois, as medidas só podem ser implementadas a partir de 2021. Até lá, muita coisa pode mudar, muito dirigente não vai concordar, muita discussão vai rolar e à saber, 2020 será o ano em que Lewis Hamilton se igualará a Michael Schumacher. Mesmo que alguma medida de padronização ocorra, não será nenhuma que afete a sua equipe à ponto de tirar a possibilidade de ultrapassar o alemão. Sabendo que em 2021 ele terá essa chance, já podemos jogar as medidas incisivas para depois de sua aposentadoria. Por exemplo, a caixa de câmbio padronizada, teria "prazo" de 2021 a 2024. Não vejo ele se aposentando antes de 2025, quando estiver com 40 anos. 
Vejam Kimi Räikkönen. Esse ano, ele completará 40 anos e tem mais um ano de contrato com a Alfa Romeo à vista. Se Kimi, que não tem lá muito saco para todo o holofote que a F1 proporciona, Lewis - que nasceu para ser celebridade - vai querer correr até os 50. E do jeito que está, creio que vai continuar assim mesmo, ganhando e todo mundo acreditando e confirmando que ele é o maior do mundo. 


A terceira e última questão é mais um "mimimi" grande, que possivelmente partilho com muitos. Talvez não por todas as razões que apresento.
A F1 quer introduzir uma medida de última hora para 2019: ponto extra para volta mais rápida. 

Uma bobagem. Volta rápida não é mérito, é circunstância: carro equilibrado ou mais leve. E de qualquer forma, para quê dar mais pontos ao Hamilton? 

Mas, vamos dar uma olhada peculiar para a reportagem do Motorsport Brasil- F1 deve introduzir ponto por volta mais rápida em 2019 - com destaque para o finalzinho da reportagem :

"Se um ponto extra tivesse sido concedido por estabelecer a volta mais rápida em 2008, Felipe Massa teria batido Lewis Hamilton pelo título mundial daquele ano.
Esse é o único exemplo desde 2000, onde pontos de volta mais rápida teriam alterado o campeão de pilotos."

Sem exemplos de quais corridas Massa tenha feito as voltas rápidas, que lhe concedesse pontos extras suficientes para bater Hamilton em 2008, e se esse é o único ano na qual pontos de volta rápida teriam alterado os resultados com relação aos nomes dos campeões mundiais de cada ano, lanço polêmicas:

a) Podemos então parar de uma vez por todas de dizer que se não fosse por Felipe Massa, Kimi Räikkönen não teria sido campeão em 2007;
b) Podemos parar de dizer que, em 2008, Massa perdeu seu campeonato por conta de uma mangueira que não foi retirada antes da hora, ou qualquer outra falha da equipe Ferrari;
c) Ponto extra de volta rápida, do jeito que a F1 está, não vai mudar em nada no campeonato

Vale lembrar que até o "troféu" da Pirelli para Pole Position é feito de brinquedo de cachorro ou de criança, então, não dão a mínima. 
Então F1: Vá dormir, vai?! 


É isso.
Abraços afáveis à todos!

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