segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Uma reportagem e uma pergunta

Decidi hoje fazer um esquema diferente para discutir as reportagens de F1 que vão sair daqui em diante, sobre novas contratações ou comentários de alguém envolvido com a categoria.

Faremos o seguinte: coloco a reportagem com o título. Se não souberem do que se trata, é só clicar e ler. 
Depois coloco a minha pergunta sobre ela e tento chegar à alguma conclusão.
Dessa forma, podemos estabelecer uma discussãozinha saudável, quem sabe?!


Para tal comentário besta, tenho duas perguntas:

1) "No GP de Abu Dhabi, tanto Sebastian Vettel quanto Kimi Raikkonen receberam uma carta de advertência da FIA por terem usado termos de baixo calão na entrevista do pódio, exibida ao vivo para várias emissoras de televisão. Segundo Ecclestone, o fato de os fãs se ofenderem com linguagem inapropriada é um fator que impede os pilotos de agirem naturalmente."

Sobre o trecho acima, pergunto: os fãs se ofenderam com as palavras "Giving me shit" do Kimi e "we didn't fuck it up" do Vettel? Sério?

Estamos criando um bando de "sissy" então, porque eu não vi nada de ofensivo.
Claro que podemos evitar palavras de baixo nível. No caso de Kimi, ele realmente está de saco cheio (posso escrever isso?) por cobrarem sorrisos e rostinho rubro de excitação dele. Não entenderam, definitivamente, que ele não fará coisas que sejam forçadas e nada espontâneo!
Olha que boa palavra, espontâneo... 
Se perguntarem ao Kimi se ele não sorri, ele pode agora dizer que não é espontâneo, que não significa que não está feliz por dentro, que é o jeito dele. 
Incomoda? Supere!
Que raio de categoria massivamente masculina é essa que se importa se o cara mostra os dentes ou não? Quem se importa, se ele fez uma corrida memorável ou ultrapassou carros fortes na Eau Rouge? Não é isso que queremos mais?
Agora se estamos esperando sorrisinhos fofinhos e encantadores, sem velocidade e magia em pista, algo precisa ser revisto. As meninas que curtem a categoria e de quebra pode admirar os caras pelo visual concordarão comigo: vai indo, se for só bonito ou atraente, perde a graça.

Tenho pra mim que a frase do Vettel foi mais um gancho do que Kimi disse. Meio que, se Kimi é "cool" posso também ser usando o termo que eu quiser. Sendo assim, usou sabendo que não haveria problema. Deve ter pensado que qualquer um poderia dizer "que não ferraram com tudo" (para ser mais meiga na tradução). Hoje, qualquer ser vivo pode falar "ferrar" e ninguém arregalaria os olhos. Já vi moças mais novas que eu falando coisas piores no meio da rua e fui a única que arregalei os olhos e reprovei a ação. Sim, porque mulher cuspindo 9 palavrões em uma frase de 10 palavras não é nada bonito. Mas, e daí? 
O mundo fala palavrão, nem só quando dá topadas no pé da mesa. 

Concordo com Bernie nesse ponto; hoje a cultura televisiva até que permite uns palavrões. Só que ele esqueceu do "piiiii" que entra na edição assim que a palavra sai. Ao vivo então, vai parar nos vídeos do youtube, e vira hit dependendo da pessoa que disser. É aquela: pode mostrar a bunda na TV, mas ai de você falar a palavra "bunda". Aí é ofensivo, aí rola processo, e corre o risco do Ministério Público te procurar.
Se fosse também pilotos dos anos passados (em que não havia essa bobagem de politicamente correto) ninguém ligaria. Eram personagens. E como tais, tinham personalidade e eram espontâneos. Estavam "p" da vida: diziam. Saiam no tapa com alguém: saiam. Falavam mal na cara do outro: falavam. 
Por assim mesmo, reitero: porque alguém se ofendeu com essas frases dos dois? 

2) “Olhem para a cultura televisiva hoje em dia. Os palavrões se tornaram parte de uma conversa normal. Não acho que a expressão espontânea de Sebastian foi grande coisa – foi apenas para poucas pessoas. Então, se você perguntar sobre a real diferença dos pilotos do passado e os de hoje, é que antigamente eles eram personagens, o que não é permitido agora”, concluiu Ecclestone.

Baseado na citação acima, pergunto: Porque à poucos dias Bernie disse: "Vettel é bom, mas não tem carisma?" (Ver aqui)
Depende só do Bernie, liberar os pilotos a serem quem são, acredito eu. Ele não falou que quer fazer muito mais pela F1 e não está afim de aposentar. Já tem uma dica então: vamos deixar de fazer da F1 uma frescura. Vamos podar jornalistas moralistas e vamos por regras que caibam e não que sejam bobagens. 
E... Há um que tem personalidade para ser lenda na F1 em pleno século XXI... 


Sintam-se a vontade para tricotar sobre.
Abraços afáveis!

2 comentários:

Ron Groo disse...

Liberdade eles tem, mas... Não convém usar, diria Bernie.

Manu disse...

ô Bernie chato, eu diria.

Abs!