quinta-feira, 14 de maio de 2020

F1 2020: Sem corrida, mas um pouco de dança das cadeiras

Quinta-feira, dizia a boca pequena, seria o dia do anúncio do substituto de Sebastian Vettel na Ferrari.

Desde o anúncio de que o alemão não faria parte da equipe mais em 2021, as especulações tomaram conta das redes, principalmente, o Twitter.
As fichas estavam sendo colocadas na mesa de apostas. Umas (empolgadas?) fichas foram colocadas para Lewis Hamilton, um pilha enorme veio para Daniel Ricciardo (torcida masoquista, essa...) e algumas também para Carlos Sainz (não sem algum protesto).
Ao longo da terça-feira, as apostas foram mudando e até "breaking news" falsos brotavam tanto que deviam causar minis ataques cardíacos nos fãs dos pilotos envolvidos.

Algumas reportagens cortaram logo a brincadeira: na terça-feira mesmo, Sainz era o mais forte candidato a ocupar o lugar de Vettel, faltando apenas o anúncio. Na quarta, tudo indicava que Ricciardo iria para a McLaren.

Hoje, as confirmações: 


E: 


Enquanto lamenta-se uma, empolgamos com a outra. 
Creio que qualquer um que tivesse aceitado a oferta da Ferrari, não teria feito bom negócio. A equipe se tornou um antro de destruição de carreiras. Se torram a paciência dos italianos, ah, é pé na bunda e se tropeçam, podem até levar um pé na cara também. Tudo depende das circunstâncias nas quais está saindo:
- Os topetudos saem com uma péssima reputação. 
- Os "nem aí", saem dando de ombros pois, "não estão nem aí" mesmo. 
- Os dedicados,  saem de mãos abanando, e muito humilhados. 
Sainz pode ter feito besteira. Assinou para ser segundo e não será campeão mundial. É mais uma opção que nunca veremos acontecer. Lamentamos, mas a escolha foi dele. Paciência.
Não tem vantagens nessa contratação, a não ser que você seja fã louco do Charles Leclerc e queira casar-se com ele.  Leclerc parece ótimo piloto e deu muitos sinais disso no ano passado. Mas ainda tem muito tempo para virar fato, e nesse ninho de cobras... 

Esse cenário, de ter a vaga da Ferrari não parecia descente para um dos caras mais simpáticos do grid: Ricciardo. "Ah, mas na Ferrari ele teria chances de ser campeão". Não, não teria. Ele é bom e tal, mas na Ferrari, o cara tem que ser fenomenal e isso, não existe.
Ano passado, com o o atritos entre Vettel e Leclerc, o lema demorou, mas não tardou em ser jogado na cara deles: Nada (e nem ninguém) é maior que a Ferrari.
As chances (mínimas) de serem competitivos são dadas, mas erros de pilotos são os únicos inadmissíveis. Não vai ter ninguém passando a mão na cabeça deles e em alguns casos, a imprensa se assegura de não aparecer nenhuma alma que os console.
Assim sendo, para durar na equipe, só sendo medíocre e puxando muito saco alheio. Trabalhar para vencer um campeonato, toma tempo, exige concentração, e nada deve interferir, inclusive, pressão de chefe megalomaníaco. Fazer tudo isso e ainda ter tempo para ser idolatrado, só o Michael Schumacher conseguiu. E olha que quando surgiu um tal de Fernando Alonso, nem ele se aquietou lá dentro.

Ricciardo pode ter acertado mais que Sainz, ainda que a McLaren não seja aquela que temos saudades. Ele tem a chance de poder reerguer a equipe ao lado do promissor Lando Norris. Creio ainda que terá muito mais chances de pinçar vitórias, do que se se mantivesse na Renault. 
Coloquem aí um plus: será uma dupla cheia de risadas no paddock. Já estou ansiosa por conferir e pode contar com eles como única razão que me mantenha assistindo corridas da F1 em 2021, pois ao que parece, estarei totalmente sem piloto para "torcer" ou dar "preferências".

Adoraria ver Lewis Hamilton na Ferrari. Mas já expus no post passado, as razões pelas quais ele não iria para a Scuderia. Está aí um elogio para fazer à Lewis (que diria?): ele parece inteligente em não querer nem passar perto da equipe. Porque será? 
É bem óbvio que ele sabe que lá, não tem "faremos tudo para você" com a facilidade que ele tem na Mercedes. Uma chiada que ele dá e a equipe se molda em seu torno. 
Na Mercedes, nada é maior que a equipe, a não ser que se chame Lewis. E é por isso que ela vence à sete anos o campeonato de construtores (mesmo que em um deles, escapou um Nico Rosberg, por sorte, se certificam sempre, de não passarem por isso, de novo). 
Se esse raciocínio não for adotado pela Ferrari, fica apenas a tradição, o nome. Os títulos, não voltarão.

O que lamento muitíssimo mesmo é a partida (prematura) de Sebastian Vettel. 
Sim, há ainda a vaga na Renault, e especula-se até que Valtteri Bottas não chegue num acordo com a Mercedes.
O cenário dele na Mercedes seria altamente espetacular, no ponto de vista esportivo. 2021 passaria a ser um ano muito bom para os fãs da F1. O resultado positivo em favor do Vettel, faria tanto hater espumar de raiva que eu iria ter "barriga tanquinho" de tanta gargalhada que daria. Mas confesso que não gostaria muito de ver, como sempre a Mercedes fazendo com que Lewis tivesse todos os seus privilégios.
Por isso, acho que a Mercedes nem vai se dar o trabalho. Para ela, Vettel é apenas um jeito de conseguir duas coisas primordiais na equipe, em tempos de campeonato suspenso e número de corridas reduzidas por conta da pandemia - usando Vettel eles conseguem duas coisas à favor deles:
1º) Negociando a extensão de contrato com Lewis, eles ameaçam trazer o Vettel para rivalizá-lo. Com os "gritos" nervosos do Hamilton, eles garantem manter Bottas, desde que ele aceite ficar sob redução de salário para "ajudar a equipe" a dar um carro que ele possa conquistar o oitavo título.
2º) Ameaçando substituí-lo por Vettel, Bottas aceitaria as exigências contratuais e passaria a ser um resiliente piloto que faz tudo sem poder reclamar das imposições da equipe para favorecer Lewis.

A questão que fica em dúvida é se Bottas vai querer passar mais um tempo na sombra do Hamilton Não á melhores opções para ele. No entanto, ele age como capacho, mas não tem saco de filó. Pode ser que a sua demora em se acertar com a equipe indique que ele estuda a possibilidade de sair de lá, mesmo que não tenha mais carro competitivo. Tudo é uma questão de achar que se diverte em outra equipe e se livra de gente chata. E isso, pode ser louvável só para o particular. No profissional, denotaria fraqueza. 
Creio que só assim a Mercedes poderia levar a sério a contratação de Vettel, mas não sem antes certificá-lo que ele não atrapalhará o dono (desculpem! rs) o primeiro piloto. Diante das melhores contratações fechadas, mesmo que Lewis não quisesse ficar na Mercedes de 2021 em diante, ele vai aguentar pelo menos, mais um ano lá, com o octa garantido e aí sim, pensar numa transferência ou aposentadoria em 2022, quando as regras mudariam mesmo...

As notícias ainda falam em três possibilidades para ocupar a vaga "solta" da Renault:


Sobraria ao Vettel correr numa equipe que só não é mais "baratinada" que a Haas. Ele toparia? Talvez não. Ele está bem com cara que depois de tanto chute na cara, ficar em casa, com os filhos, seria melhor e mais tranquilo. Mas ele é um dos poucos que tem paixão pelo que faz, então, poderia aceitar na esperança de que surgisse algo melhor no futuro. 
Alonso é cotado para qualquer vaga solta. Nunca dá para saber se é porque de fato ele procura as equipes, ou porque ninguém se esquece dele.
Nico não fez nada de escolha em relação à sua vida profissional. Saiu pois não sobrou vaga, literalmente. Não deveria voltas, já que a Renault fez um boa cachorrada com ele em 2019. Mas, o Ricciardo deu uma bela rasteira neles e agora Hulk não parece tão ruim, mais não é, people?
(E pensar que eu "desenterrei" o cara antes mesmo de seu nome brotar nas redes sociais...)

Mais especulações? Claro. O pessoal parece que está se divertindo com isso.
Se eu estou?Em partes. Acho que 2020 foi a minha última chance de ver Kimi Raikkonen de perto, e o novo Coronavírus, e fatores financeiros, me impossibilitaram de realizar o plano. Em 2021 não vai sobrar interesse que me leve à um GP aqui no Brasil.
Pena.

Comentem suas apostas, sensações e previsões. Voltarei com qualquer informação nova assim que anunciada.

Abraços afáveis!

2 comentários:

Eduardo De Campos disse...

Mais um texto maravilhoso. Sobre a Ferrari, Nélson Piquet já disse porque nunca conversou com a equipe. Se ganhasse provas e campeonatos com a Brabham, a manchete no dia seguinte diria" "Nélson Piquet vence com a Brabham".Já se fosse com a equipe italiana, seria: "A Ferrari é campeã, com Nelson Piquet...". Além disso, numa entrevista ele disse que o comendador Enzo Ferrari estava gagá e que a FIAT só estava esperando sua morte para tomar conta de vez da equipe. Adivinha? Após sua partida, o logo da FIAT foi só aumentando de tamanho na carenagem rossa, assim como o números de ações controladas pela fábrica.
Bom...eu fiquei desapontado com a ida do Sainz pra lá. Eu queria o afrosenna soberbo lá, enterrando sua carreira e revelando que só é um piloto pouco acima da média, se não tiver o melhor equipamento. Resta agora torcer pra Mercedes dar uma patriotada e querer um alemão de verdade sendo campeão por uma equipe alemã. Rosberg não conta, pois é só meio viado, digo, alemão. Até o Nelsinho Piquet também é...rsrs
Ia ser a glória ver o blessed subindo mas tamancas e reclamando de um boicote da equipe. E o Alonso dizendo que agora ele sabe como a vida é dura...
Podia ir o Vettel pra Mercedes e o Bottas pra Renault.E o Hulkenberg? Deixa ele enterradinho lá na Kova(lein...rs) dele. Não sei porque você o desenterrou, mas sei porque colocou essa palavra entre "aspas" aí no seu texto...kkkk

Manu disse...

Pois Nelsão estava certíssimo!!!

Adorei a sua colocação sobre com relação ao Rosberg! kkkkk... Mas vou parar por aí porque se não aparece defensor dele por aqui...
Adoraria o Vettel na Mercedes, mas com o Hamilton lá é impossível. No fim, ficará a ideia de que o alemão é frouxo demais para estar em pé de igualdade com Lewis. E Miltim foi esperto em não cogitar a Ferrari - perder a mordomia? Never!

Sentirei falta do Vettel... Essa é a verdade.

Ah, mas "desenterrei" Hulk porque achei que ele não estava "acabado". Tem tanta coisa (muito) pior no grid... rsrsrsrs...

Abs!!