sexta-feira, 20 de julho de 2018

Dica de Série: Versailles

Hoje, todo mundo maratona séries. De mamando a caducando, estão ligando Netflix, Amazon e TVs por assinatura à rodo.
Eu não tenho uma lista maior que as de livros para séries, mas vez ou outra sou fisgada por alguma das produções. Recentemente, aquilo que sempre evitei nas outras áreas do entretenimento (filmes, música ou livros) ocorreu. Há algum tempo antes, se render à modinhas poderia não ser tão ruim. Eu mesma me rendi à um certo livro que fazia muito sucesso entre as crianças chamado "Harry Potter" em meados de 1998 e acabei sendo da primeira geração de fãs do personagem, antes mesmo dos filmes fazerem parte da associação ao personagens entre os (preguiçosos) jovens de hoje. 
Mas quando me rendi à tal outra modinha chamada "Crepúsculo", aí o arrependimento bateu forte. A história não me agradou. 
Aconteceu isso sempre com filmes: se falavam muito sobre ele, eu demorava a entender o espirito da coisa, ou não entendia de maneira alguma.  Esse sentimento foi quase sempre certeiro quanto à música (especialmente pois, o tipo de som que escuto, raramente é modinha - e agradeço por isso, imensamente).

Séries, no entanto, eu tinha preguiça: ficar presa à uma história que não seja por livros, pode ser um pouco fatigante. 
Mas sempre amei sitcons; minha favorita sempre foi "FRIENDS". Depois de muito tempo, assisti "How I Met Your Mother" e segui achando "FRIENDS" superior. Se na minha favorita, hoje, através do Buzzfeed - ou seja,  das modinhas "lacradoras" (bleeerg) - descobriram um desgosto por Ross Geller, Ted Mosby é ainda mais chatinho, Barney passa a ser repetitivo da terceira temporada adiante e aquele casalzinho Lily e Marshall é muito chulé. Entretém, tem episódios engraçados, mas não flui tão propriamente como "FRIENDS". Mas há a turma de um e de outro. Brigar sobre qual é melhor, é chover no molhado. Ninguém chegará à um veredicto e prefiro não provocar quem venha me falar dos machismos, bullying e não seis mais o quê das séries. 
Gostei de séries que ninguém deu a mínima, como Ripper Street e Pushing Daisies. O povo fala em série com personagens gays só para serem (de novo???) "lacradores", mas nunca assistiram Vicious, que é ótima. 
Assistem à séries que dão algum toque de contexto socio-político para repetir o clima do termo acima (que me nego a repetir) como "Black Mirror", "Handmade's Tale" e outras que dão alguns tapas na cara da sociedade, mas são contraditórios no dia a dia e apenas revolucionários com um teclado por perto. 

Além disso, a grande atração das séries são atores e atrizes que seduz o público. Se for uma série com romance, minha nossa! Se fosse cinema, não haveria mais lugar nas seções e teríamos longas filas de dobrar esquinas. Se for aquelas de heróis jovens, ou crianças adolescentes em aventuras, também funciona. Alguns épicos, que fingem contar histórias antigas como aconteceu, funcionam bem, em algumas vezes. Não sem antes colocar um vasto elenco charmoso e com todos os dentes, e tomando banho, como é o caso das séries sobre realeza. Essa galera não se banhava todo dia, mas ainda assim, os retratos das séries rainhas com a pele alva e nenhuma mancha na pele... Mas aceito, embora seja rude para minha profissão: série é ficção, então vale os pozinhos mágicos.

Assisto à Game of Thrones. Confesso. É desmoralizante pois acho que sei o final desde o começo da primeira temporada. Vou para a última, ano que vem, pois se cheguei até aqui, vou terminar. Sou total a favor da tomada de poder pelos "vilões" da história, os Caminhantes Brancos. Me irrita um pouco os #teamDany e #teamSnow... Os fãs e a manifestação deles na internet é que detona o entretenimento. Se pensava que eles melhoravam a coisa, não é? Engano de vocês.

Jamais prometam isso para si mesmos: "comecei, vou terminar..." É chato. Comecei a tal "Westworld". Metade que assiste, é só pela forma como os capítulos são apresentados: sem um cronologia certa, são propositalmente feitos para confundir as mentes como se fosse um truque de mágica: confusos e com pontas soltas de um episódio para outro, flashbacks e personagens falando frases difíceis, o seu cérebro desfoca no necessário e quando algo importante é revelado, você se surpreende.
Assim, metade que está assistindo, está amando a série pela colagem "perfeita". Eu estou adivinhando tudo, antes de acontecer. Sou inteligente? Não, só sou acostumada com vais e vens dos filmes. Essa série é de um irmão do Christopher Nolan. É típico. Ele pega uma noção simples e troca de ordem na hora de contar. Hoje as pessoas sofrem de memória curta e uma dificuldade extrema de ler e interpretar as coisas. O simples ato de mudar momentos de uma história de ordem, dá um nó no cérebro que, com a conclusão, a pessoa fica confusa, mas achando tudo genial. Gostamos de ser ludibriados, essa é a verdade.
Ainda não terminei a série. Empaquei no terceiro capítulo da segunda temporada e só estou à caminho do oitavo episódio porque estou sendo obrigada a terminar de ver. Já desconfio do final dessa temporada, tenho pouco apego pela história, e cheguei no impasse: não queria ter dado ouvido à modinha e começado a ver. 
Aqui em nossas terras, o povo não teria se ligado tanto à série, mas creio que se não 90%, 80% assiste porque tem Rodrigo Santoro. 
É melhor nem comentar, né?* *Nada contra, é um ator fantástico, mas nacionalismo do brasileiro me dá coceiras...

Certamente, nunca ouviram falar da série Versailles. Sim, pois, não é famosa, tem até ter um elenco charmoso, mas mesmo tendo elementos que atraem a população geral, não é uma das mais conhecidas. Tem todos os pontos que poderia fazer dela, uma "Sense8" da vida, com legiões viciadas, suplicando por conclusões na internet caso tivesse sido cancelada. Tem o Rei Luis XIV em seu auge no palácio de Versalhes, daí o nome. Tem luxo, paisagens belas do local, como se você estivesse lá. Tem um figurino caro, elenco bem apessoado, e detalhes ricos. Tem sexo, e muito sexo. Não podem reclamar: o rei e suas amantes aparecem nus em quase todo capítulo da primeira temporada. Existe detalhes das relações homossexuais do príncipe Philippe de Orleans. E tudo isso se estende às temporadas seguintes. Há intrigas, e tramas envolvendo motins contra os levantes da realeza. Tem História, luxo, enredo bem costurado e uma das séries mais fiéis ao relatados nos livros fontes. 
Porque pouca gente conhece? Vai saber...?! Há coisas que nem o marketing forte funciona. Uma das causas, suponho, é o fato de ser de produção de um canal desconhecido: Canal +, um canal francês.


Se eu indico? Sim, fortemente. Só não indico para quem tem menos de 15 anos. Pode ser conservadorismo meu, mas é assim que é.
Se quiserem assistir, são apenas 3 temporadas, o último capítulo foi ao ar na BBC inglesa essa semana se não me engano. Um começo, um meio e um fim, sem demoras, capítulos inúteis e muita riqueza de conteúdo. Um elenco primoroso e não falo das aparências. 30 capítulos, 10 em cada temporada, muito bem feitos. A dica tem direção, para quem tem tv por assinatura: GNT play
Alguns sites de torrent possuem a primeira e a segunda temporadas completas, mas a terceira está ainda no capítulo 4, aguardando legendas em português para os outros 6 capítulos. Quem souber francês ou inglês, pode assistir os links em sites como esses, com a opção online. 
Deixem suas impressões na página do blog, caso decidam "maratonar" a série!

Volto segunda, com comentários do GP da Alemanha. Animados?
Abraços afáveis!

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