sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Diário de Bordo (parte 4): O Show!


Enfim Libra estava no palco. A banda de abertura mandou bem durante sua pequena apresentação. Queria muito reproduzir aqui as músicas cantadas lá, mas eu não conhecia a banda, a seqüência das músicas aqui não poderão ser comentadas. Havia algumas que as pessoas até cantavam, mas eu, na verdade, não conhecia (o que na verdade era uma pena, mas apreciei e gostei). O que sei foi que o álbum de divulgação do Libra era "Até Que a Morte Nos Separe" e me lembro do vocalista, que usa o nome Libra, ter comentado os nomes das músicas "Na Minha Pele", "Ninguém Ama Ninguém" e "Eletricidade".

São bons músicos. Libra é um projeto do vocalista e os demais músicos são contratados apenas para shows. O único por menor de tudo é letras em português. Metal condiz com a língua inglesa em suma, e cantar em português deu um ar estranho, mas confesso que a falta de costume é o maior pecado nesse ponto, afinal eu não acho estranho um metal cantado em finlandês ou alemão. Ouvindo o cd com mais calma depois pude ver que tudo se refletia numa simples falta de costume, mas ainda sim em inglês ficaria próximo e mais acessível.

A última canção do Libra na apresentação foi o cover de "Enjoy The Silence" do Depeche Mode. Particularmente melhor que a original, sem teclados frenéticos do Depeche e apenas com guitarras pesadas e a excelente voz do Libra, pude enfim cantar algo que sabia a letra e ficar mais a vontade.

A banda então se despediu e agradeceu. Eu lá do camarote senti que as pessoas aprovaram. Eu aprovei. Embora não seja a melhor banda do mundo, tem tudo para ser uma das melhores do Brasil. *Aviso aos headbangers brasucas que apoiam o metal nacional!!!!*

Eram pouco mais de 21:20hs da noite e estavam empurrando a bateria do Libra para fora do palco e tirando o grande pano com o escrito LIBRA para dar lugar a um maior ainda com NIGHTWISH - Brasilian Dark Passion Tour.

A bateria do Nightwish (bem maior que a do Libra) já estava montada. Alguns reparos até as 22:oohs precisavam ser feitas: foi colocado dois pedestais de microfone, dois murinhos à esquerda e direita da bateria onde ficariam, suponho eu, as toalhas e as garrafas de água e de cerveja e também onde esconderiam as guitarras e baixos.
Essa correria acontecia no palco enquanto eu e minha irmã pedíamos saquinho de batata frita (ok, era Ruffles!) e uma coca-cola para mim já que a minha irmã não bebe refri. Eu olhava para o palco, procurava alguma figura conhecida... Olhos tamanho G parecendo criança em primeiro dia de aula. (Minha irmã bateu algumas fotos minhas, maaaaaaaaas é melhor nem mostrar!!)

O teclado de Tuomas (líder e compositor da banda) foi disposto de acordo com a vontade dele: o que ficava de frente para o público tinha um boneco do personagem Jack Sparrow (o capitão pirata de Piratas do Caribe) e no teclado da lateral outro personagem, o Edward (do filme Edward - Mãos de Tesoura). Ambos interpretados pelo Johnny Depp, pra quem não sabe ou não lembra. Ora... Cada dia que passa sempre há algo que me iguala a Tuomas. Quisera eu escrever belas letras e composições como ele. ^^ Ele é um grande talento que por muito tempo terei como dizer (sem ser fã elouquecida e piegas, apenas justa) que é um cara admirável. Tem lá seus defeitos e fraquesas humanas, mas tudo é esquecido quando se ouve qualquer composição sua.

Uma moça entrou no palco para varrer e o público gritou para a coitada que saiu logo muito sem graça... (fãs... ¬¬*). Pregaram papéis com o Set List no chão. O técnico da guitarra, do baixo e dos teclados testou tudo mais ambos os microfones. Antes havia o teste com o técnico da bateria (não me cobre o nome... Eu não me lembro! :( Eu não vi muito bem e pode ser que não seja o mesmo). O teste dos microfones foi peculiar: palavras desordenadas em finlandês fez com que muito ser sub-humana chamada fãs loucos gritaaaaaar como se fosse alguém da banda. Empolgados... no mínimo.

Eu lá, no camarote, com cara de nada, sentada, olhando tudo. O camarote e mezanino estava pouco a pouco lotando até ficar completo. Lá em baixo, na pista mal dava para achar um buraquinho que fosse. Achar o meu amigo em meio a um monte de morceguinhos (criaturas de preto), seria sumariamente impossível. Levantei, comi, sentei, ri da minha irmã, testamos a máquina (nada de foto boa nessa hora...pouca luz!).

22 horas em ponto. Tudo escuro no palco. Começava um Intro. Eu senti um leve arrepio (quem ligou ar condicionaaaado??) O telão ligou e por ele vi o baterista Jukka Nevalainen a postos na bateria. Marco Hietala (baixista e vocal), Emppu Vuorinen (guitarrista) e Tuomas Holopainen entraram ligo em seguida. Tuomas começou os primeiros acordes no teclado de "Bye Bye Beautiful"(faixa do novo disco Dark Passion Play com a nova vocal Anette Olzon).

E lá estava Anette de regata e calça preta e um belo cinto. Nada de roupas bem elaboradas como da antiga vocal Tarja. Era Anette e sua voz.
Não era preciso ser gênio para saber que ela sairia bem numa música que ela interpretou em estúdio. A prova de fogo dela seria: música da antiga vocal, e qualquer falha na voz, fosse a música que fosse. A antiga vocalista tinha um grande lírico voizeirão. Falhar era sinônimo de nunca, faltar fôlego? Digamos que as vezes, mas eu se digo isso aqui serei crucuficada pelos fãs da mesma. Mas ultimamente ela cantava com pouco caso. Pra mim isso é fato.

Anette: voz limpa e mais hard rock tendendo ao pop, algo no ar soava como Abba (tá...deve ser porque ela é sueca como as moças do Abba)... A tia Anette tinha uma energia contagiante no palco. Empolgada e cantando feliz. Uma bela introdução de show.
Seguia-se "Whoever Brings the Night" também do álbum Dark Passion Play e composta por Tuomas (como sempre!) e melodia do meu querido Emppu, guitarrista pulguinha do metal, meu hobbit metaleiro. Pulguinha; pois ele não sossega no palco, anda e corre e pula para todo canto. Hobbit; porque ele é pequeno como essa que voz escreve. Minha grande inspiração em muuuitas coisas. ^^
A música é ótima, Anette mostra um lado menos meiguinho e mais uma vez se saiu absurdamente bem.

Cumprimenta o público. Anette, simpática, fala "Obrigada" sem absoluto sotaque. Anuncia "The Siren" do álbum Once (cantada pela vocal Tarja) composta por Tuomas e melodia de Emppu novamente. Amo essa música! Diferente em sua estrutura, com solos de guitarra intrigantes como "Whoever Brings The Night". Deveria ter um ar místico e Tarja dava um tom, à Sereia, meio intrigante, meio poderosa. Anette deu o ar místico ao seu jeito, sem copiar Tarja em nenhuma passagem. Encaixou como se ela fosse a protagonista, a Sereia. Ficou melhor que a original. Com perdão da Tarja, mas ficou muito mais arrepiante. (Um dia mostrarei a diferença aqui entre as tais versões.) Marco divide o vocal com Anette em "The Siren", mas ele dispensava apresentações ao vivo. Marco é sempre Marco!^^

Depois seguiu-se mais um dueto entre eles agora com uma do cd Century Child "Dead To The World". A música em si é boa mesmo por Marco que canta mais passagens e bota toda sua vontade nos refrães que eu, um pouco longe do palco, cantava como hino, assim como todo o resto que assistia. A multidão pulava e cantava junto desde o início, mas nada como uma música antiga para um fã.

Voltávamos a Dark Passion Play agora com "Amaranth", primeiro vídeo a ser lançado pela banda como divulgação de cd. Simples e singela. Marca de Tuomas. Mais uma vez Anette bela e simpática. De som até aquela hora Jukka mandava ver ( e muito bem como sempre) na bateria, Emppu corria de uma lado a outro dividindo as corridas com Marco. Tuomas era mal mostrado no telão, mas de onde eu estava via que ele se mantinha no seu cantinho fazendo o Show acontecer.

Numa dessas pausas Anette brincou com o público. Emppu ofereceu cerveja para ela e ela virou de costas para beber explicando que isso não podia ser feito na visão do público (risadas! - quem veria a dona Tarja fazer isso hã?Não não...). Em meio a brincadeira Anette ressaltou que houve pouco tempo para saber como se dizia coisas em português. "Obrigada" ela repetia e dizia que os meninos aprenderam uma coisa a mais que ela. Marco então "cuspiu" a frase o que causou um abertura de boca do tipo "aaaah" de susto e uma risada junto com minha irmã. Ok Marco, valeu! Nojento... mas valeu!^^ *Quem quizer postarei a frase num vídeo na próxima*

Após Amaranth, "Ever Dream" do Century Child vinha à tona. Anette se saiu impecável. Uma música sentimental que ela começou olhando para Tuomas à frente do teclado dele.

Um descanso rápido e banquinhos e violão. Marco cantaria "The Islander" do Dark Passion Play composta por Tuomas e melodia do próprio Marco. *Aqui ao lado no set list desse blog pode-se ouvir esta canção.* Um dos pontos altos do show.

O ponto mais supra sumo viria logo em seguida. O épico "The Poet And The Pendulum" de Dark Passion Play de míseros 14 minutos estava vindo. A música é do tipo que tem orquestra, bela letra, belas vozes, corais e momentos pesados também. A mais bela composição de Tuomas. A obra prima. Ele se superou mais uma vez. As lágrimas quando se ouve uma bela orquestra estavam em mim. Era muito bom ouvi-la ao vivo. Ainda mais sabendo a natureza de sua letra.
Empolgante.

"Come Cover Me" do álbum Wishmaster dado comoum dos melhores discos da banda e por muito headbangers veio para acalmar um pouco e exaltar o público. Anette se saiu bem mesmo, mas era uma melodia fácil.

Hora de descanso da Anette, e hora dos meninos tocarem sozinhos. Eu preferiria "Master passion Greed" a música mais pesada de Dark Passion Play e seria a que eu fosse bater cabelo, hahahaha!
Mas a opção foi o cover do Megadeth "Symphony of Destruction" com Marco cantando. Marco é tudo. O "tio viking" que eu adoro. Mas o destaque era de Emppu! Tocar Symphony of Destruction sendo ele só um, sendo que a orginal conta com outro guitarrista além do Dave Mustaine, ora ora?!... E ele se saiu mega bem!!! Fecha a boca de quem fala que ele não dá conta do recado. Com estudo e diversão simples, gostando do que faz, se chega lá. E como chega!
(Mais perto do palco meu amigo tirava melhores fotos! *abaixo*)


Anette volta(com a mesma roupa viu dona Tarja!) e canta "Sahara" outra de Dark Passion Play que Anette canta de modo não muito convencional, mas te transporta à um verdadeiro deserto. Ali eu estava convencida. Anette é uma grande intérprete.

Saída de todos do palco e o povo pede bis. O retorno é triunfal. O público gritava "Wishmaster" a principal música entre os fãs ("Nemo" é coisa de modistas e emos!). E de volta tocariam "Wishmaster" . Tuomas provocava o público com os acordes da mesma. O povo gritava!!!!!!! E mais uma vez Anette triunfou. Wishmaster era o divisor de águas para ela como vocalista. Ela foi ela mesma e foi agradável. Ali marcava para mim defitivamente: Anette era simpática e era do Nightwish.
Estava no fim, tudo excelente, som e vocais. Anette oferecia "a angel!" e começava "Wish I Had an Angel" de Once. Eles se despediram, alguns gritavam "Anette". Eu estava feliz. Tirei algumas fotos finais deles enquanto saíam.

Saí de lá deslumbrada. Até minha irmã que não é fã, saiu empolgada e dizendo que tinha sido bom.

Talvez não tenha sido o melhor show da minha vida. Fui à poucos, à dois grandes. Da banda Angra e agora do Nightwish. Saí com a sensação de dever cumprido. De emoção recompensada. De dinheiro de ingresso bem gasto. De certeza que sou fã de uma excelente banda. E de certeza que volto na próxima: CUSTE O QUE CUSTAR! ^^

"Once I had a dream... And this is it!"

*continua parte 5 - a volta para casa!







4 comentários:

Cristiano Matheus disse...

Olá Manu...

Como foi de festas!?

Feliz ano Novo, e muito metal em 2009...

E sobre o orkut, já decidiu!???

Garanto sigilo absoluto!!!

Até mais...

Andie disse...

MINUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!

caraleoooo!!!
Imagina a vibe de ver o Tuomas? ♥
As músicas dele são realmente lindas,acho que o NIGHTWISH não sobreviveria sem ele.

Quanto fôlego pra escrever,hein?Espero que não deletes esse blog pra manter sempre essas lembranças tão importantes conosco.Afinal,foi tua primeira grande aventura em SP!!!

Beijos e te adoro.
Se tem uma fã aqui,essa sou eu.

manu disse...

É Andie, foi Maravilindo ver mestre Tuomas a poucos metros. A sensação de estar no show foi uma excelente e revigorante sensação.

Custei a escrever tudo, ainda falta a parte da volta.

^^

Fernando Kesnault disse...

Manu, pela divisões apresentadas por você e pela própria redação, pode pensar em escrever enredos de telenovelas ou seriados, heheheh.