quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Responder o quê?


Eu não sei quanto aos homens, mas as mulheres tem uma mania irritante de pedir conselhos.

Ok. Confesso que conheço homens que pedem conselhos também. Alguns até já me pediram, mas ainda assim foi mais fácil responder algo do que quando MULHERES pediram conselhos.

Tenho 21 anos. Pela minha concepção, são muito pouco para me tornar uma criatura propícia para "dar" conselhos. 21 anos não significam experiência. Não no meu caso.

Temas variaram em relação as coisas que tive que ouvir e opinar. Prefiro dizer que é "opinar" até mesmo porque conselho só se encaixa por determinada ocasião igual ou apenas semelhante a qual passou.

Seria constrangedor relatar os temas que já tive que dar uma resposta seguida da apocalíptica pergunta: "_ O que você acha???"Mas posso dizer que eu já ouvia coisas que eu nem pensava que alguém ia me perguntar...

O que passa em minha cabeça é sempre a mesma coisa, quando o tema é cruel: "_Sei lá!!" Outros eu visualizo a cena e mando ver na resposta com início de "eu acho...".

E lá se vai a mania de dizer a melhor coisa que pode, porque o "sei lá" é um tanto mal educado.

Algum tempo perguntei à minha irmã do porquê as pessoas gostam de me contar certas coisas.

Primeiro ela disse que acha que sei ouví-las bem e por isso me procuram. E eu sei dizer, quando acabam de contar, o que elas querem ouvir.

Aí que está. Concordo que sei ouvir, mas quanto a saber o que a pessoa quer que eu fale, é difícil. Consegui isso umas duas vezes quando amigas ( já as conhecia a algum tempo), tiveram problemas com seus relacionamentos. Resolveu? Sim, com uma delas. A outra, muito orgulhosa, me fez falar as coisas sinceramente e daí acabei, no fim, não falando o que ela queria ouvir exatamente. Ela saiu do relacionamento, arrumou um novo namorado e até hoje não solucionamos o passado com o ex. Acertei num ponto: falei que o problema era com ele e não saberíamo solucionar se ele não se abrisse. Ele não conversou com nenhuma de nós e deu no que deu.

Obviamente não sou um ser sábio que tem frases lindas daquelas de colocar no diário, agendas e afins, e ainda com uma moral como contos de história.

Outro ponto que acho que sou procurada é que me preocupo com a vida dos que me cercam. Daí perguntar: "Oi, como vai a vida?"; desencadeia uma série de: "nada bem!". Meu segundo erro: não fugir do assunto e ficar preocupada com a gravidade do "nada bem!"...

Hoje foi isso. Mais uma vez a Manu foi procurada para resolver a vida difícil amorosa de alguém. Hoje um relato sobre relacionamento recente (muito recente) se seguiu e sobrou a mim dar uma resposta para resolver o impasse.

E respondi "não sei"pela primeira vez, talvez. Não conheço a garota tão bem a ponto de saber o que ela quer ouvir. Ela entendeu o meu lado e perguntou outra questão: se fosse o mesmo cara só que se declarando para mim, o que eu diria?

Queria que minha mãe não tivesse me educado. Nessa hora queria ser uma estúpida mesmo. Vejam bem... Devem fazer pelo menos 11 anos que ouço: "o que você acha???" E lá foi eu pensar e na cabeça aparecer os letreiros: "olha minha filha, se um cara desse me coagisse dessa forma, de duas uma - ou eu saia correndo ou responderia não!" Desculpe mas não fui com a cara do menino. O argumento dela foi "entenda meu lado: eu estava carente!E agora ele parece querer algo sério..." Como então, eu responderia que ela merecia algo melhor sendo que com isso ela se sentiria um zero à esquerda? E como eu falaria: "Carente? Olha nem se eu tivesse subindo nas paredes..." Apenas perguntei: "você gosta dele?" E a resposta imediata foi: "não, acho que não!"

Ora, porque deu esperanças ao indivíduo? Mas não perguntei. Preferi dizer: "conheça-o melhor e deixe que o tempo responda sua incógnita..."

Se fosse o contrário, eu aceitaria essa resposta? Definitivamente não.

O tempo tem sido cruel em certas partes. Se a palavra fosse "circunstâncias" daí declararia guerra mesmo. As circunstâncias propícias aparecem para os outros. O tempo anda ao meu lado, mas sempre que pode, põe o pé na minha frente para tropeços. Nem por isso perco a lógica. Levanto e sigo. Uma hora ele vai errar e vai voltar a ser um amigo menos sacana.

Mesmo assim. Se eu soubesse uma resposta boa para ela, acho que eu teria uma situação melhor pois teria resolvido as minhas dúvidas também, não??

O pensamento que fica? "Querida: deixa acontecer... Minha bola de cristal quebrou! E não encontro quem conserte!"


Bjos a todos!

5 comentários:

Análise F1 disse...

Resolver a vida dos outros não é nada agradável mesmo.rsrsrs

Bjão.

Cristiano Matheus disse...

Manu...

Quando você chegar aos 40 anos, você escreve um livro de auto ajuda e fica rica!!!

Mas... agora ser conselheira é uma faca de dois legumes... uma você acaba infuenciando pessoas e se isso não era o que ela realmente queria, a culpada fica sendo você que atrapalhou a vida de quem lhe pediu conselhos!!!

No entanto, existem pessoas que tendem a fazer outras se abrir. Eu como tenho cara de NERD, muita gente acha que sou psicólogo.

Tive uma colega que contava tudo que fez durante o dia e... indidizia a mim e meus colegas a falarem. Resultado: ela manipulava nosso grupo e criou até intrigas!!!

Você deve ter o dom de dar conselhos, mas lembre...

"Se conselhos fossem bons, não era dado e sim vendido!"

Boa sorte e cuidado

Bjão

manu disse...

É isso Cristiano! Vc me deu uma boa dica. Vou escrever livros de auto ajuda hehehe!
=**

Camilla disse...

Oi Manu!

Pois é... várias vezes já me vi nessa saia justa de conselho, o que é mto complicado. Tbm prefiro não opinar, pq no fim a gente acaba percebendo q cada um é cada um, e temos q seguir o nosso coração na verdade.

Talvez, como vc disse na postagem, as pessoas te procuram pq vc sempre se preocupa em saber. Igual eu...rsrs... "Oi, tudo bem?"

Mas faz parte... quem é q nunca procurou por uma saída com base na opinião alheia?

Bjão!

Fernando Kesnault disse...

Manu, uma vez dissestes que era da região onde moro é verdade?? Moro em Uberlândia. Não estou (ou estou??) a precisar de conselhos mas estou em um novo rumo de minha vida e o que é pior sem a minha princesinha todos os dias ao meu lado (e isso dói muito) tô a pensar em ir embora, não sei...