segunda-feira, 13 de maio de 2019

Novelinha da F1 - GP da Espanha

Que a corrida na Espanha sempre foi arrastada, não é novidade para ninguém.
É (talvez unânime) que se saísse do calendário, pouca gente (ou ninguém) sentiria falta. 
Inclusive, pouco entendo do porque ela é usada para os testes da pré temporada. 
Mas vá lá. Existem várias de coisas que eu não entendo. 
Há muito que eu não faço questão de entender. 
E algumas coisas que eu até entendo, mas não adianta explicar.
O GP da Espanha está no segundo caso: não faço questão de entender.


Aos poucos estou deixando as coisas que me agradam, de lado, literalmente. Estou ficando preocupada com isso. Não há nada que me empolgue mais. Aprendi, aos poucos - e com exemplos  -que subterfúgios podem ser prejudiciais. Alguns, tornam-se obsessões graves que, dependendo de como você lida com elas, afeta todos aos seu redor. Eu me policio para não cair numa dessas.

Os meus dias de stress com a F1, está passando. O primeiro "estouro" foi na segunda etapa desse ano. GP do Barein. Mais uma corrida e circuito ruim que, fora do calendário, nem lembraríamos que existe. 
Queria verdadeiramente parar de escrever sobre a categoria. Não parei. Optei por fazer o maior número de piadas que eu pudesse a cada etapa que surgisse.
Já aviso, não consigo fazer piadas com o GP da Espanha.A coisa foi tão ridícula, que simplesmente, não tem nem como. Talvez essa seja a segunda crise minha, com a F1, esse ano.

Não ser obsessiva com algo é muito vantajoso, afinal posso ocupar a mente com outras coisas. É importante se certificar de que são úteis e faz bem para você, ou pode substituir por outro tipo de coisa que também torna-se uma obsessão. Os gritos e palavrões não são mais o caso de acontecer, quando assisto a F1. Eis um ponto positivo. Estou mais calma. 
Por outro lado, não tenho mais conseguido demonstrar reações positivas nem com as coisas que eu achava que faziam parte do meu descanso mental. E é aí que a preocupação toma conta de vez.
Não empolgo mais com certos tipos de filmes, que antes, me faziam sacrificar tempo e dinheiro para acompanhar no cinema. Chego lá e a danada da representatividade de algum tipo de personagem aparece e acaba toda a graça da coisa para mim. 
Séries boas, acabam rápido. As que eram boas e duram, ficam chatas ou sem graça. A política está interferindo até na sétima arte. Não se contam mais boas histórias simples, de pessoas (!!!) independente de cor, gênero ou sexualidade, simplesmente por contar. Se contam, ninguém dá a mínima, não estão nas plataformas de streaming, não viram franquias, ninguém importante faz uma adaptação... 
E o Futebol Americano? Então, ficou previsível: ninguém bate "o tal marido da Gisele", a gente toma antipatia, e a coisa fica pior quando principalmente, o time que a gente escolheu torcer, "só dá bola fora".
Especificamente, no máximo, só ouvir música é que tem me tirado "das trevas". E olha que não estou ouvindo um álbum inteiro, por exemplo. Ouvir música sossegada está menos constante, já que eu não tenho mais tempo nem para ler livros, para estudar, graças à ocupação: professora do Estado. Estar numa escola é sinônimo de desesperança. Cada dia mais, estar "trabalhando" nisso é ter suas energias sugadas de tanto negativismo e reclamações que brotam dos outros e são despejadas em seus ouvidos. Sua saúde mental clama por um esconderijo. 


O GP da Espanha foi uma verdadeira porcaria. Não há destaques ali.
Se sábado, foi um festival de oba-oba (fake) sobre a pole do Bottas, justificada de forma rasa e podre pela imprensa "especializada", no domingo, o domínio da Mercedes permaneceu o mesmo e nas mãos "certas". 

A história do refúgio na floresta do Bottas tem dois problemas: 
a) Todo finlandês que se prese, tem esses momentos de refúgio. É um povo muito dado à solidão/reflexão junto à natureza. Já conversei com finlandeses em chats quando adolescente, e queria testar meu inglês e eles me contavam isso como parte do dia-a-dia deles. Eram 3 pessoas, uma moça e dois caras. Eles sempre tinham momentos em que iam para uma ilha ou faziam caminhadas longas nas florestas próximas às suas casas. Podia estar o frio que fosse. 
Suponho ser um costume, dado os o DVDs de bandas finlandesas como Nightwish, mostrando isso. Num destes, Tuomas - o tecladista da banda - vai para uma ilha para estudar música, para pensar num novo disco, para ensaiar com os amigos... Não foi tramar um jeito de chegar forte nas paradas de sucesso e pisar na cabeça dos "concorrentes" com um novo hit bombástico. Foi trabalhar de forma tranquila. 
Os meus colegas de chat, iam fazer suas caminhadas, espairecer. As vezes ficavam dias e dias, em uma cabana, sem motivos aparentes.
A mídia usou algo comum para Bottas e seus conterrâneos como gatilho para nada mais que falar abobrinha. O que não é novidade.


b) Falar em refúgio, concentração e preparo físico e mental só coloca um abismo gigante entre Hamilton e qualquer outro piloto. Assim, podem procurar, qualquer um  quevai dizer que Vettel não tem maturidade para enfrentar alguém "melhor que ele". Por isso, está resignado, acabado, mentalmente descontrolado. E Bottas, ainda não era um Rosberg, precisou de ajuda dos deuses da floresta, dos trolls finlandeses, ou sei lá que entidade para superar Hamilton, o deus ungido, o Zeus do Automobilismo. 
Ora, me poupem. 



A hegemonia da Mercedes não tem explicação científica, mirabolante, como ontem o Burti até tentou falar de algumas adequações de carro que antes não eram justificadas, mas agora são os melhores acertos para a Mercedes. Não prestei atenção, confesso. Puro engodo. A questão é que a Mercedes está muito rica e quem mais tem, mais investe. Tem lá seus "teretetês" com a Liberty. Outro bom aproveitamento é que conta com a burrice gigante dos italianos da Ferrari. 
Comparei ontem no Twitter, de forma muito pejorativa, a Ferrari à doença de Alzheimer. Uma pessoa nesse estado, tem o "motor" funcionando, mas ninguém no "volante". 
Eu não estou criticando Vettel ou Leclerc, mas sim a administração da equipe. Desde que Kimi Räikkönen venceu em 2007, a Ferrari está patinando em termos estratégicos. Ali foi uma sorte danada. Falta gente inteligente para tocar a equipe, mas não faltou gente talentosa para tocar o carro. Por duas vezes, e talvez agora, pela terceira vez em 12 anos, a Ferrari tem a melhor dupla de pilotos do grid. Teve Alonso e Räikkönen. Teve Vettel e Räikkönen e agora tem Leclerc e Vettel. Como podemos considerar essa última dupla, se nada dá certo na equipe? Sabem administrar a coisa? Os pilotos talvez saibam (mas ainda são mais dois funcionários), mas os "coordenadores do barraco", certamente não. 
Toda vez que tem um festival de críticas aos pilotos da equipe, pode saber, a culpa não é totalmente deles. E esse assunto se repete, todos os anos em que eles nadam e morrem na praia. Esse ano, Vettel passa por aquilo que Alonso passou no último ano de Ferrari e Kimi passou em 2009 e 2016-2017. 


Agindo como baratas tontas a Ferrari deixa a porteira aberta para a Mercedes até fingir competição acirrada dentro da equipe. A corrida então foi decidida inclusive, na primeira curva pós a largada. Provando o quão inútil é a tal "concentração" em florestas, e o quão desnecessário está sendo as corridas, pois nada, NADA que acontece depois da primeira curva, define algo surpreendente.  
E não foi Vettel quem facilitou a vida do Hamilton, como verão em alguns sites. Bottas entregou sim. É o que acontece com quem fica no meio de dois carros. Se ele não sabe se safar dessa, até hoje, não sabe como dirige o seu companheiro, pode largar dessa e virar madeireiro lá na Finlândia. 
Poderia ter engatado à frente, jogado o carro contra Hamilton e esquecido Vettel. Mas ficou com medo dos dois. Essas opções quando ignoradas, dá errado. Foi estúpido. E adivinhem quem nunca é assim considerado?


A política sempre fez parte da F1, mas agora, ela fere o pouco que ela tinha de agradável. Ao contrário das outras dinastias, a do Schumacher, a do Vettel... Que era um festival de críticas, um festival de "que coisa mais chata, quando se trata do piloto da Mercedes, você vê uns gatos pingados criticando. Ninguém tem coragem de admitir que essa é a pior de todas as hegemonias e é muito por conta da figura do Lewis Hamilton. 
Eu ainda duvido muito que ele é assim o melhor de todos os tempos. Há tantas facilidades ao seu redor, que não consigo cravar isso. Acho que nunca farei. Mas para todo o resto, não existe nada que interfira no julgamento.

Não vou escrever mais nada além dessas duas coisas: O Burti disse, logo que o SC estava de saída por conta de uma doideira do Norris contra Stroll algo que afirmou ser novidade para esse anoe pergunto à vcs, se é mesmo: relargadas pós saída de SC só admite ultrapassagens depois da linha de largada...? 
Assim sendo, nem adianta torcer por SC nas próximas corridas. O carro mais potente e da frente, nunca será ultrapassado numa circunstâncias dessas. Ponto para a Mercedes e ponto para Lewis.

Por fim, Reginaldo Leme disse para o gaguejante Galvão que dobradinhas, pela quinta vez seguida, no começo do ano, é inédito. Nunca houve essa situação antes.


Uau. Como a F1 está boa, hein gente? 

Abraços afáveis!

4 comentários:

Robson Santos disse...

Boa noite Manu!

Pow, como assim nao vai mais fazer piadinhas???? Espero, sempre apos as corridas, seus comentários "afáveis" e sarcásticos, acompanhados dos gif's.

Nao vou mais ver isso??

:(((

Carol Reis disse...

Ah também não sou tão impressionável assim com o Hamilton, não. Ele teve uma carreira fácil a vida inteira e quando encontrou gente da altura dele, ou próxima a ele, não se saiu assim tão dominante e nem parecia ter a mesma segurança que demonstra atualmente. Quase perde o campeonato p Massa em 2008, numa época em que a Ferrari já tava capenga, foi ofuscado pelo Button na McLaren e quando chegou na Mercedes, sofreu com o Rosberg na cola dele.

Aliás, fico imaginando como deve ter sido p Rosberg e p qualquer piloto 2 que tenta um lugar ao sol. Não deve ser fácil passar por cima de uma equipe que te coloca em segundo plano. O desgaste mental deve ser imenso, pq vc passa a ser visto (e talvez até hostilizado) por todo mundo na equipe como aquele funcionário que não colabora. É fácil chamar o sujeito de covarde por ter se aposentado, mas ngm sabe o que houve atrás das cortinas em 2016.

No começo do ano perguntaram sobre a falta de obstáculos em sua passagem na fórmula 1. Em um ponto da resposta, ele menciona Rosberg e Bottas como pilotos que fizeram frente a ele. O Rosberg até vai, mas na parte do Bottas nem ele mesmo acredita. O finlandês tá lá só p recolher o cheque e pronto.

Voltando ao inglês, p mim o Hamilton de verdade é aquele que chamou uma das peguetes dele de oompa lumpa.

Carol Reis disse...

Aliás, já que falei de Mercedes e pilotos queridinhos da equipe, aproveito p mencionar a cara de cu do Toto Wolff com a vitória do Bottas em Baku, que se transforma em um sorriso falso quando percebe que está sendo filmado. No instante 5:26 -> https://www.youtube.com/watch?v=8eE9bofwhhs

Deve ser uma droga quando vc é um piloto de corrida ávido por vitórias e seu chefe não gosta quando vc faz bem o seu trabalho. Tem que ter alguma dose de coragem p enfrentar uma situação assim. Mas o Bottas não é esse tipo de piloto, então o Toto pode ficar tranquilo.

Manu disse...

Calma Robson, só não deu para fazer piadinhas sobre o GP da Espanha. Não houve nada ali que rendesse nem mesmo uma piada digna da Praça é Nossa. Nos próximos GPs, se me ajudarem, volto sem dúvidas com meus sarcasmos. rsrsrs...

De fato, Carol, concordo com vc. O pessoal chama Hamilton de genial, mas a comparar com Vettel por exemplo, que teve como principal rival, um Alonso motivado e com um carro ainda relativamente guiável, é tosco pensar que Hamilton é considerado melhor tendo Massa, Button e Rosberg como pilotos que mais atrapalharam sua carreira. Não desmerecendo os caras (apenas o Massa, talvez, seja de fato, fraquíssimo), mas Button e Rosberg não eram rivais de alto nível. No máximo, caras com certo talento e racionalidade para administrar corridas. E simpatia suficiente para conquistarem parte da equipe. De resto, não mais do que um campeonato na história da F1 com o nome deles.

Sabe, é andar em círculos, mas essa mania do pessoal de endeusar figuras altamente desagradáveis, parece doença, afinal está se alastrando não só na F1, mas em qualquer seguimento. É frustrante.

Sobre o Bottas, creio que, se ao menos ele estiver de bolsos cheios para esse teatro, tem lá as vantagens. Agora se ele está se virando sozinho, sem ganhar nem um apoio, como bem vemos corroborando com as caras de nojo do Toto para suas vitórias, aí é degradante. Por mais que ele não seja o cara mais simpático do mundo, fazer isso com um piloto seu, só mostra o quão nojenta essa equipe é. A Mercedes ganha da Ferrari nesse quesito em disparado.

Abs aos dois!