sexta-feira, 30 de agosto de 2019

F1 2019: A segunda metade abre com GP da Bélgica

A F1 está de volta!
Hoje já tivemos os costumeiros treinos livres de sexta-feira e alguns detalhes já saltaram aos olhos: uma delas é que a transmissão que temos, especialmente da TV fechada, está sendo triste de acompanhar. Em canal aberto sempre foi um desconforto, dependendo do quão ranzinza você é ou está, medidas extremas como "modo mudo" do som são alternativa de muitos. Mas o tal do comentarista e narrador que paga de entendedor e que, numa "nova" porém não produtiva, ideia de reformular o jeitão de transmitir esportes, tem dados seguidos tiros nos pés, está no mínimo deixando muita gente sem paciência. E com razão.
Quem assistiu os TLs de hoje, devem ter percebido algo neste sentido: achismos, atenção voltada à coisa sem importância e a falta de precisão como se fosse uma conversa em mesinha de boteco. Acho inclusive que colocaria muitos por aí, administradores de páginas que comentam F1, com largas chances de serem melhores profissionais do que as opções que temos, hoje na Tv. Seguramente (e disso não tenho dúvidas) pior do que está, não ficaria.

As outras situações que essa sexta-feira de treinos trouxe para nós, certamente são mais importantes de comentarmos aqui como um "esquenta" para a classificação e corrida do fim de semana.

► As Ferraris estiveram nas P1 e P2 nas duas sessões de hoje, alternados: enquanto Sebastian Vettel fez o melhor tempo no FP1, Charles Leclerc liderou o FP2.
No primeiro treino os compostos de pneus eram: soft, soft, soft, soft, soft, soft e cada um deu 20 voltas na pista. No segundo treino, os compostos eram: médio, soft, soft, soft, soft, soft, médio, e Leclerc fez 28 voltas e Vettel 30.
Isso não indica muita coisa a não ser, testes de comportamento do carro. Já, já explico os porquês.

► As Mercedes no entanto, estiveram sem P5 e P6, no FP1, P3 e P4 no FP2. Em ambos os casos foi Valtteri Bottas, à frente de Lewis Hamilton.
Alguns podem achar que fizeram treinos discretos, pois haviam usados compostos de pneus diferentes da maioria - usaram pneus médios no primeiro treino. Bottas fez 25 voltas, trocou os pneus 4 vezes, enquanto Hamilton andou menos (fez 16 voltas) trocou os pneus uma vez mais que o companheiro no primeiro treino ambos com pneus médios. No FP2 adotaram mais voltas e um esquema de pneus semelhante ao da Ferrari: médio, soft, soft soft, médio. Bottas andou 28 voltas enquanto Hamilton andou 26, e ambos trocaram a mesma quantidade de vezes de pneus. 

Não cabe, então, a premissa de que as Ferraris estão reagindo, uma vez que a Mercedes não se deu bem no primeiro treino e também não superaram muito no segundo. No primeiro treino até poderíamos dizer que Hamilton não se vira bem com a administração de compostos médios. No segundo treino, ele ainda teve um problema com o capacete e estava vindo poeira nos olhos dele e ele parou para mudar. Isso não afetou em nada, e a questão de pneus padronizou-se depois, mesmo com o acréscimo dos softs intermediando os médios.

Enchi linguiça. Viram? Dá para ser comentarista da SporTv. Só falta uma coisinha: um comentário um tanto polêmico.
Lá vai: Acho que a  F1 deveria começar a supor pontos extras nos Treinos Livres. Assim, a Mercedes pararia com esse corpo mole que fazem nas 3 sessões e buscariam mais holofotes. 
Se fosse o caso, mas aí seria demais, poderia acrescentar o que eu realmente penso: Esse "corpo mole" é mais um dos blefes da equipe que revela uma certa arrogância e, pelo menos para mim, convicta humilhação com os demais, só por divertimento. Algo como "somos tão bons que não precisamos de treinos livres" misturado com "vamos dar um gostinho para a galera achar que podem alguma coisa". Na boa? Já deu! 
Esquemão básico que chama público sugerindo disputa ou novidade e as Mercedes, só gastam na hora do vamos ver. 
Então, na classificação a Mercedes vem forte e mais: vem tranquila também. Se não arrumarem uma posição ideal no sábado, na corrida, darão qualquer jeitinho, ou alguém dará o jeitinho por eles, especialmente se o maior necessitado de alçar posições seja o Hamilton.
Em breve ele muda o nome para Lucky Hamilton.

► Pelos comentários por aí, Alexander Albon já chegou à Red Bull perdendo (ou tomando - que acho um termo feio, mas muito usado, então vá lá) pouco tempo em relação ao Max Verstappen. Embora no primeiro treino tenha ficado com o P4 e Max com o P3, usaram basicamente os mesmos compostos de pneus e 18 e 19 voltas foram feitas, respectivamente.
No segundo treino houve uma distância P6 para Max, P10 para Albon. Os compostos de pneus seguiu o padrão softs entre médios, Max andou 20 voltas e Albon 7 voltas à mais que o holandês. A diferença nessa segunda sessão foi de 0.4 segundos entre eles, mas ó: nada mal.

Assim, Albon mostra um pouco que quando a pessoa tem uma promoção, a felicidade da conquista faz o trabalho render. Tanto que é real que Bottas ficou na frente de Lewis nas 2 sessões. Ali rolou um alívio, pois continua empregado e com a melhor vaga da atualidade. Tudo que Bottas tem agora é fazer valer esse contrato. Fingir demência e correr como um louco sedento por glória seria a minha melhor dica. Não interessa se Lucky Man vai dar pití. Faça o dele, mesmo que seja sozinho. Tem uma galera que queria estar no lugar. Talvez até, um seleto pessoal que mereça mais.

Com isso, dá para pensar também como está a cabeça do Pierre Gasly. No FP1 ele ficou em décimo oitavo com 26 voltas dadas. No FP2, ficou em décimo sétimo com 27 voltas. Nem vou adentrar nas ideias dos pneus. Se havia algo a oferecer, Red Bull cortou pela raíz com esse rebaixamento. Quiçá, ele não volta nem em 2020.
Em tempo, podemos imaginar a cabeça do pior dos mundos até agora nessa dança das cadeiras: a do "desempregado" Nico Hulkenberg. Assim, como um banho de água fria, a Renault literalmente demitiu o cara, no meio da temporada. Como é que tem sangue frio para correr por um pessoal que deu indícios de estar insatisfeito com seu serviço, selando com chave de ouro a contratação de um carinha que, sinceramente, não vai render nada? Não boto fé, mas é "neeeeeeeem" nesse Esteba Ocon.
Talvez seja birra pelo que fez ano passado em que acabou com uma das melhores corridas que poderíamos ter em Interlagos, dos últimos anos. Aquele incidente com o Verstappen, foi muita canalhice. O pós,  fingindo vitimismo com os empurrões do Max nervoso, selou a antipatia. 
Enfim...
Hulk no primeiro treino de hoje fez 23 voltas e ficou com o 11º tempo da sessão. Ricciardo, agora o primeiro piloto visível da Renault, teve o mesmo número de voltas, os mesmos compostos de pneus e o 7º tempo. Na segunda sessão, Hulk caiu duas posições, fazendo o 13º tempo, com 26 voltas. Ricciardo o seguiu com mesmos pneus e número de voltas, e caiu apenas uma posição, terminando a sessão em 8º. A diferença entre eles é também de 0.4 segundos. Nada alarmante, mas se pensarmos, isso pesa, inclusive para comentaristas "carniceiros" de plantão exemplificarem assim como a principal razão de dispensa de Nico da equipe Renault.

E para fechar, antes que apareça alguma coisa nova:

► Sergio Pèrez renovou contrato com a Racing Point por mais três anos. No primeiro treino esteve atrás do filho do dono da equipe e só no segundo mostrou ser melhor que ele, com a diferença entre eles sendo de 0.7 segundos. Tá. Não faz mais nada que a obrigação. Lance Stroll não é piloto de F1. Agora, três anos de contrato para um piloto mais apagado que esmalte transparente, é demais, "né não"?

► Medo do dia: Kimi Räikkönen andou, nestas férias, fazendo peripécias. Em vídeos saltando para piscinas e tal, eu logo pensei: "vai dar merda isso aí". Parece que o doido da Finlândia está machucado.
Marcus Ericsson achou de bom grado publicar essa no Twitter:



Só falta a Alfa Romeo dar de Renault e substituir Kimi tirando o pouco que tem de sarcasmo, ironia e falas "sinceronas" de piloto da F1 que temos disponível... 

Há também o capacete novo do Verstappen. Bem bonito, diga-se de passagem. 

Amanhã, com o treino classificatório é para valer. E a volta das ferias é em Spa! Minha pista favorita! Tomara que seja um resultado daqueles bem eufóricos. Spa merece e a gente também. 

Então, já sabem: segunda estarei de volta! Boa corrida à todos!
Abraços afáveis!

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

F1 2019: As atualizações de última hora

A F1 já está com data para retorno, nesse fim de semana que se aproxima (graças!) e já temos duas notícias que, para alguns são triviais, para outros - eu inclusa - dignas de notas.

Começo por uma que, em tese parecia improvável. Haviam rumores que davam conta da não permanência de Valtteri Bottas na Mercedes. 
Não é bem o chamado "sofrer por antecipação" que ocorreu com esse assunto, mas que pareceu que o pessoal que comenta e escreve sobre F1 estavam malucos para dar "um furo". Tanto que faziam especulações das mais estranhas até as mais propícias, sobre tudo que poderia ser razões dessa não renovação de contrato. Além disso, procuravam referências para cravar a notícia antes de sua suposta confirmação.

Dentre as possíveis causas - concretas ou não - era comum ler e ouvir alguém que dissesse que Bottas não renovaria por ser necessariamente inconstante e (de forma mais radical) ser ele mesmo incapaz de se equiparar ao desempenho do companheiro Hamilton e não sabendo usufruir do que é oferecido pelo carro da Mercedes.
Sim, esse pensamento é lógico e até mesmo crível. Se não fosse um pormenor: aquela coceirinha que nos invoca a pensar sobre privilégios e exigências do campeão mundial da equipe. Qualquer um, que esteja ao lado de um piloto que, ganhou cinco, completando em breve, o sexto título, vai sofrer com a questão do protecionismo.
E isso também é crível. 
Sem conclusão para isso, a gente fica no campo das opiniões. Tanto é que, escrevi um texto para meu amigo Bichinho de Goiaba esse ano, recentemente. No texto, eu "bati" em Bottas e depois, "assoprei "(ver o texto completo, aqui). Depois de tanto escrever, a minha opinião segue em sentido semelhante: Bottas pode ter algum potencial, mas ele é mascarado ainda pelo brilho que a equipe deixa reluzir fluidamente de Hamilton. Ele seria o melhor companheiro que o inglês poderia ter pois, a maioria concorda que ele não é grande coisa, nem mesmo é simpático o suficiente para que se tenha torcida e, não incomoda o inglês por mais que tente, se esforce. Falta base e a base que eu falo é apoio, especialmente, interno. 

E então, surgiram especulações de que Bottas havia mudado seu descrição no perfil do Instagram e Esteban Ocon, havia editado também sua descrição. O famoso ditado "procurando chifre em cabeça de cavalo" ativou e "criatura" já dava Bottas como desempregado... Até que uma revista francesa lançou Ocon na Renault e isso, deixou todo muido de sobreaviso.
Hoje, vieram notícias, uma após a outra, confirmando a vida dos caras: Bottas fica mais um tempo na Mercedes e Ocon será o substituto de Hulkenberg na Renault em 2020.

Com relação ao Bottas, pareceu surpresa, mas para mim não. Depois daquela coletiva de imprensa pós GP da Hungria, que Max e Hamilton jogavam Alonso um para o outro, Hamilton indicou em uma de suas falas, situações que poderiam ser usadas como fonte confiável para "dar furos" de notícias:  ao ser desafiado em ter Alonso como companheiro de equipe, disse estar muito feliz com Bottas e com seu trabalho na Mercedes e em seguida indicou que Gasly realmente não estava esquentando o assento da Red Bull - o que deixou Verstappen um tanto sem graça.

Usaram o Hamilton "anti ético" como fonte? Não. Perderam essa, jornalistas!

Já disse então que Bottas é o melhor companheiro que Hamilton pode ter, uma vez que sem apoio interno, trabalha sozinho e assim, não oferece perigo ao comumente destaque do inglês. Dito de outra forma: já está moldadinho do jeitinho que a Mercedes precisa, enquanto Ocon, que ainda que tivesse feito um belo trabalho ano passado para estar cobiçando de perto a vaga do Bottas na Mercedes, era, em todo caso, uma dúvida de como seria seu comportamento no "para valer". 

Quanto à retirada de Nico Hulkenberg da Renault por Ocon, acho inviável. A Renault tem, sob noções do "achismo" uma dupla de pilotos adequada para eles. Com Daniel Ricciardo e Hulk, eu, dirigente da Renault, focaria em evoluir o carro, tentando alçar esses caras em luta direta pela terceira colocação nos construtores. 
E o que fazem? Mudam essa estrutura, em um voto que, parece razoável para quem não gosta do Hulk e tem ampla simpatia pelo Ricciardo e voltam quase à estaca zero para 2020.
É provável que Hulk tenha um lugar na Haas, que tem seu dois pilotos, Kevin Magnussen e Romain Grosjean perigando nos deixar de vez. 
A escolha da substituição é resultado de uma série de fatores que não só desempenho. Dado uma corrida dessa temporada, especificamente o GP da Inglaterra, Hulk "gritou" com a equipe após a corrida, dizendo claros "Acreditem em mim, porra!" a resposta dos caras foram essas:
"Rua, meu anjo!"
 e 
"Oi Ocon, vem sempre aqui?"

Ora, Renault, façam-me o favor!...

Abraços afáveis!


terça-feira, 27 de agosto de 2019

F1 2019: Summer Break Part II

Sabendo que alguns fatos ainda passaram em branco, usarei o texto de hoje, para aparar as pontas soltas e ainda não comentadas durante essa pausa da F1.

Não teve muita coisa noticiada, desde a minha última postagem, envolvendo a categoria. Digamos que foi insuficiente para muitos de nós, já que as semanas se arrastaram muito até que pudéssemos projetar o retorno das corridas para o começo de setembro. 
Em compensação, notícias cruelmente ruins na nossa vida social, pessoal e política, meus amigos...  Foram tantas que podemos inclusive usar imagem do Rocky Balboa todo arrebentado sentado no canto do ringue, com toda certeza, sem nenhuma vontade de levantar e continuar apanhando...


Sem querer ser aquela que vê o copo sempre meio vazio, deixo só avisado que estamos indo para o nono mês do ano. Faltam 4 meses ainda para fingirmos demência e mascararmos a ideia de renovação de energias com as festas de fim de ano. Na real, todos estão cansados, moídos e arrebentados físico e mentalmente falando. Nossos refúgios estão insuficientes, façam um ibope por aí e depois me contem. Tudo está muito difícil e estamos todos, cada qual com o seu caso, numa luta diária. 

Mas como quem vive de reclamação é SAC e Procon, deixamos de lado e vamos ao que nos trouxe aqui: F1 nas férias. 

Tópico 1: Rebaixamento de Gasly e promoção de Albon

Logo após a pausa da F1 e algumas declarações que acabaram sendo falsas, a Red Bull anunciou algo que já havia feito antes e agora virou moda na equipe - rebaixou Pierre Gasly à subsidiária Toro Rosso e de lá, promoveu Alexander Albon. 
A premissa era que Gasly estava com a cordinha no pescoço já que não acompanhava Max Verstappen em termos de desempenho. 
Gasly era assunto do paddock assim como o retorno do Fernando Alonso era (ou é, vai saber?!), e inclusive, podemos confirmar que a boataria corria solta com esses nomes envolvidos a partir da coletiva de imprensa pós corrida da Hungria, no dia 4 de agosto. Por sinal, na ocasião da minha última postagem aqui, comentei sobre essa coletiva envolvendo Hamilton, Verstappen e Vettel já sabendo do rebaixamento do Gasly. Achando de extremo mal gosto todo o comentário antiético de Lewis a respeito do companheiro de Verstappen, posso afirmar que, ainda que tenha se confirmado dias depois, mal gosto mesmo é como a Red Bull age com quem trabalha para eles do cockpit.
Saindo na defesa de Gasly, sem desmerecer Albon, serei pragmática: tirar do piloto as condições dele "mostrar serviço" durante uma temporada inteira, faz da Red Bull uma equipe desmerecedora de todo holofote que já teve e ainda tem, pelo trabalho muito bem feito de quem é ou foi compromissado com competir e correr vestindo a sua marca.
Dito isso, por mais que existam explicações "lógicas" para a troca, não justificam aplaudir essa atitude. 
Quanto à questão de desempenho, trabalho e afins da equipe, esperamos que mantenham o foco para continuarem fazendo de sua dupla de pilotos, carnes de pescoço para a Mercedes ter de mastigar. 

Tópico 2: Hamilton nunca entrou de férias tão tranquilo na sua era Mercedes

Estatísticas, números e outras "coisitas más" corroboram com algo que venho escrevendo em toda postagem pós corrida e estou até chata, por conta disso - a temporada não está boa e enchendo nossos olhos tanto assim. A gente está enlouquecendo com os shows dos caras que vão ficar em segundo e terceiro no campeonato, longe "pacas" do Hamilton. 
Ninguém se lembrará desses caras, passada umas semanas após o fim da temporada. Experimentem responder bem rápido, em 3 segundos, sem Google, quem foi o vice campeão em 2005 e a gente volta a conversar...
Apenas um desastre tira o título de Hamilton e da Mercedes no campeonato de construtores e isso, ainda não me soa agradável, mesmo que outros pilotos tenham protagonizados boas corridas e momentos nessa temporada. Usamos os coitados como ursinhos de pelúcias para nossas carências afetivas e falta de abraço.
A mesmice e a falta de equiparidade competitiva ainda estão ali, "sambando na nossa cara" e estamos achando que é "massagem relaxante".

Tópico 3: Hamilton se desculpou por duvidar da estratégia da equipe no último GP antes das férias

Vimos que Hamilton declarou, pós GP da Hungria, que duvidava que a Mercedes estaria fazendo a coisa certa em termos de estratégia, para que ele alcançasse o primeiro lugar que era de Verstappen. Até mesmo o holandês pareceu confortável com algo que eu não teria aceitado "nunquinha"! 
Diante de uma série de blefes que a equipe fez em mais de uma ocasião este ano, essa brincadeirinha não soa também de nada assim tão monumental, e algo totalmente arquitetado antes. A dúvida de Hamilton pairou num fato que ninguém crê que ele possua: insegurança. Em tese, metade da eficácia da estratégia era da equipe. A outra metade,  dele. 
Sabemos sim que o melhor carro "ever and forever" estava em jogo, então a estimativa de seu sucesso caía para 30% de sua responsabilidade total. Esse 30%, fez Hamilton titubear. E claro, reclamou. Rádio "coach" sempre esteve presente com um Hamilton atrás de alguém ou de vários "alguéns". Sem indicativos de "façamos isso, aquilo e aquilo outro" ele trava, baratina e, claro, "chora".
Além disso, seu ego manda muito. E quando o ego fala, a inteligência tira uma soneca. Ele deve ter custado a entender que daria muito certo, ele seria consagrado um "pilotaço" e além disso, ajudaria o seu companheiro capacho a se manter à frente de Verstappen na tabela da temporada antes da pausa do meio do ano.


Concluo o seguinte: ser campeão mundial, todos podem ser. Ser o melhor, é uma questão para poucos.

Tópico 4: Leclerc é melhor que Vettel? (?!?)

Se alguém como eu, tem visto alguns comentários estrangeiros no Twitter, Tumblr ou outras plataformas, vão sacar o seguinte: há uma turma muito revoltada com Vettel, querendo escaldar a sua pele em óleo quente. Inclusive há tifosi louco da vida achando que Leclerc só está abaixo que o alemão no campeonato - pasmem! - por que a Ferrari ainda protege Sebastian, inclusive fazendo com que Leclerc erre de forma infantil em corridas cruciais. Esquecem completamente de todos os problemas que Vettel enfrentou inclusive, nas classificações de sábado.
Leclerc para mim, tem tudo para ser campeão mundial da F1, porém já começou com pé esquerdo: estar na Ferrari é ter muito mais trabalho que qualquer outra equipe, especialmente pois são  teimosos e obtusos em boa parte das decisões internas.
Esse extremismo é comum na equipe inclusive. Nunca há uma dupla confortável com eles e para eles. A lua de mel com pilotos novatos acaba rápido. Falando do tempo que acompanhei, Schumacher era ele e mais alguém - ou Irvine, ou Barrichello ou Massa. Substituído por Raikkonen, ele era do tipo nada afeiçoado à "oba-oba", mas deu certo estando lá, por cerca de 2 anos. Logo se voltaram àquele-que-nem-deveria-ser-nomeado e buscaram alternativas de substituição do finlandês. A alternativa era o nome que desestabilizou Schumacher. O casamento com Alonso ruiu ainda mais rápido. Tanto que trouxeram justamente o "Ricardão" para dentro de casa: Vettel. 
Não tenham dúvidas que se pudessem, teriam "pegado" Hamilton para eles. Estão dando aquela chance de pilotos da casa até que o filho do Schumacher seja capaz de vir para categoria. Temo inclusive que, não teremos muito nem de Mick, nem Leclerc, pois a Ferrari não precisa de pilotos, precisa de ordem na casa para voltar a ser grande. No ato, podem ter todos os melhores pilotos do mundo ao seu dispor. Não adiante ter uma geladeira cheia de legumes e hortaliças fresquinhas, carnes nobres, e uma dispensa recheada de temperos, especiarias, grãos e farinhas, se não tem um mísero conjunto de panelas, fogão e pior, nem saber cozinhar. 

Voltarei amanhã! Comentem aí que vou responder e recuperar o tempo perdido por aqui...
Abraços afáveis!

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

F1 2019: Summer Break Part I

Logo que se deu a bandeirada no dia 4 de agosto, abrindo então o Summer Break da F1, os assuntos  mais frágeis - digamos assim - brotaram tão rápido que havia algo abordado já na coletiva de imprensa dos três que subiram ao pódio no GP da Hungria.
Ali, naquela bancadinha, depois de já terem falado aos montes para a turma do cercadinho de repórteres, surgiram provocações que, é claro, dividiu opiniões. 

Fernando Alonso (ex piloto da categoria, mas não se sabe até quando) elogiou a batalha travada entre Max Verstappen e Lewis Hamilton nas últimas voltas do GP húngaro. 
Aproveitando a deixa, jornalistas contaram aos pilotos que protagonizaram o feito e incitaram opiniões sobre um possível retorno à categoria por parte do espanhol. Sumariamente ignorado o terceiro colocado que, obviamente, não fez parte da disputa, Sebastian Vettel poderia ter sido deixado de lado, mas sem demoras, tentaram "enfiá-lo" a qualquer custo numa resposta totalmente desnecessária. 
"Jornalista-Nero", sempre acha legal e quer por fogo no parquinho. 

Até aqui, o que escrevi são fatos. Daqui adiante, o texto lança luz ao que apenas foram percepções de como a conversa entre os três e os membros da coletiva foi "interpretada" em seguida.

Uma passada de olho rápida nas redes sociais indicou os "feelings" com esse recorte da coletiva: Alguns (talvez fãs do espanhol) intensificaram uma possível "dor de cotovelo" nos (poucos, vale destacar) comentários de Vettel a respeito de Alonso pessoa e profissional. Outros, focaram exclusivamente no que foi dito pelo alemão (aparentemente incomodado) sobre a possibilidade de retorno de Fernando à categoria. Estes, já sacaram uma arma e atiraram: "Vettel mostrou que houve mesmo contato do Alonso pela sua vaga na Ferrari".
Como essas pessoas percebem essas coisas em simples frases ditas, é um mistério para mim.

Assistir ao vídeo dos comentários de Verstappen, Hamilton e Vettel isoladamente, ajudaria muito mais do que simplesmente ler uma reportagem sobre o acontecido. Tanto que cada portal especializado tratou o momento com algum adjetivo. Um deles - o que uso de fio condutor para o texto de hoje - escolheu o termo "hilário" para avaliar os diálogos. (Ver aqui o diálogo descrito pela página Motorsport).
Não seria esse termo que eu usaria. Achei cômico apenas um dos momentos dos diálogos, quando Max refletiu sobre uma paternidade prematura, e foi só isso. Nem assim, ri de gargalhar, e olha que eu sou uma pessoa "besta" no dia-a-dia.

O recorte 1 que faço é a forma como o texto já se apresenta sugestivo. 
Parece - para quem não assistiu à coletiva - que Lewis responde empolgado ao elogio do ex rival. Na verdade, ele não esboça nenhuma reação de excitação e usa de uma já manjada artimanha para devolver o elogio à Alonso. 
Ano passado, na véspera ou logo após o aniversário de Kimi Räikkönen, houve uma coletiva em que Lewis mencionou que antes de estrear na McLaren, ele jogava com o carro do Kimi nas corridas simuladas. Na coletiva pés GP da Hungria, o inglês voltou com o mesmo padrão de resposta, mudando apenas a personagem e a situação, mencionando ter ficado maravilhado com as corridas na Renault de Alonso, antes dele mesmo ter entrado na categoria.

Seu jeito de "agradecer" e devolver elogios parece saudável para quem não tem malícias. Mas nas duas situações, ele levantou os caras e derrubou na mesma sentença: deixou-os como verdadeiros velhos caquéticos e ele, jovenzinho "pimpão" (idade é um tópico que vai se desenvolver ainda mais com os outros da coletiva) que passa todo o tempo dele, pensando em corridas, até mesmo nos momentos de recreação. 
Além disso, ele se acha tão "última bolacha/biscoito do pacote" que claramente divide a F1 em duas partes: "antes de mim e depois de mim". Ah, cara...!

Ninguém se importou? Não.
Então, poderiam se importar com a ideia dele questionar a idade de Alonso e dizer que não sabia o "quão velho" ele estaria? Poderiam. Até porque, Alonso é só 4 anos mais velho que Lewis. Idade, na F1, não deveria ser parâmetro para aposentar-se ou dar-se como acabado. Além disso, se esse assunto viesse de Verstappen, não seria tão esquisito, dado que a diferença de idade entre eles é significativa: Max é 17 anos mais jovem que Fernando. 

No entanto, o "bicho pega" mesmo é quando Hamilton continua a falar, sem saber a idade, reiterando sobre o possível retorno do Alonso para a categoria  *abram bem os olhos para lerem abaixo * da seguinte forma:

"Não faz muita diferença para mim, porque estou aqui para lutar com quem quer que seja"

Será que cataram a ferradura? Porque depois desse coice, passou voando uma pelos jornalistas...

Vestappen foi mais meiguinho, por incrível que pareça. Lamentou não ter tido a oportunidade de competir com o espanhol e demostrou empolgação num possível retorno de Alonso, para claro, implicitamente, poder combater com ele.

Hamilton interrompeu para jogar Alonso - como se fosse uma batata quente - para ser companheiro de Verstappen. Parecendo aquele papo de 5ª série de meninos arteiros, como se dissessem: "Gostou? Leva para casa!"
Max - não bobo - devolveu dizendo que Hamilton tinha experiência nisso e tentou desviar o assunto.

É verdade que Vettel poderia ter ficado quieto, mas não se conteve em fazer piada: para ele, Alonso poderia ser pai de Verstappen. O menino, acabou caindo muito na armadilha de Vettel, fazendo as contas e chegando a conclusão que dava para ser pai aos 17. Sagaz, Vettel mandou aquela piadinha universal que faz muito homem por aí ficar pensativo: 
-"Falando por experiência própria?";
- "Eu não sei. Não que eu saiba", terminou Verstappen.

Querendo sentar de novo na janelinha, Hamilton quis que os holofotes se voltassem para ele e questionou a idade de Max. Brincando, mas não ainda em tom de arrancar alguns risos (a não ser dos puxa sacos de plantão), ele ironizou o fato de ser o mais velho nessas coletivas. 
Que obsessão com idade, hein rapaz? 

Mais uma vez brincalhão, Vettel amarrou a ideia de que, se ele e Lewis começarem a ser batidos por pilotos que nasceram nos anos 2000, seria hora de parar. Vettel pode até ter sido inteligente no comentário, só não contava que Max poderia ser melhor, remendando que "não era assim tão jovem".
Nesta frase, Vestappen deu os primeiros indícios de ser o melhor debatedor do tópico de todos eles, apesar das piadinhas de Vettel. Só com essa simples frase, ele deixou entrelinhas está em uma boa fase, a ponto de ser o responsável por acabar com o tempo deles inclusive. 

Dito isso, Max deu razão ao que já foi comentado pelo Rosberg e refutado por grande parte dos entendedores de F1. Verstappen está sendo mais piloto que Vettel - um tanto resignado - e está, sem sombras de dúvidas, muito melhor que Hamilton que só se destaca por ter o melhor carro e a melhor gerência de equipe do grid. 

O segundo recorte da conversa vem logo em seguida, quando o jornalista percebendo que havia tomado outro caminho, recolocou Alonso na roda e levou à Vettel a pergunta que o fez estar em maus lençóis para alguns comentadores, se não, todos que acompanharam o desenrolar.
Ele disse que não ligava para o retorno do Alonso e mencionou que talvez o espanhol não gostasse muito dele. Do nada, ele cortou esse raciocínio - talvez por perceber que tinha cometido um erro -  e continuou dizendo que havia respeito entre eles e que talvez Fernando estivesse entediado por ter escrito o tal elogio. 

É fato que ele perdeu totalmente a razão na fala. Que Alonso não parecia gostar dele, isso sempre me pareceu visível, pelo menos do jeito que a mídia encenou com eles enquanto eram rivais, com Vettel na Red Bull e Alonso na Ferrari na ocasião. Algo que precisamos também analisar é que, apesar disso, ele não ofende Alonso sobre sua suposta idade, nem mesmo indica que "se voltar, vou chutar a sua bunda", como Hamilton indicou com a "frase de coice" que destaquei no meio do texto.

O que Vettel quis fazer e fez mesmo foi criticar o elogio do Alonso. Elogiar a disputa de Verstappen e Hamilton? Uma que aconteceu por outros fatores, mais dada a estratégias do que disputa e gerência de corrida?... Oi?!?
E se Vettel pensou como eu, não foi a melhor disputa do ano. Já vimos outras boas batalhas, uma delas, sim com Max, mas contra Leclerc na Áustria. Essa foi de longe - pelo menos para mim - muito mais empolgante. Vettel, ainda chateado por não ter "ganhado" um elogio gratuito, depreciou o comentário do espanhol, muito mais por não estar incluso no evento, e por já ter dado de ombros para tal questão. 
Talvez percebendo o tom de crítica, Verstappen se consagrou dono do debate afirmando que talvez Alonso devesse voltar como gestor de redes sociais e afirmou que Alonso sempre tinha sido legal com ele e que, se o espanhol procurava outras formas de correr, era legal, pois é um piloto bom e competitivo.

Tentando embarcar de novo no bote da alegria - e claro - deixar para Vettel a fama de rancoroso, Hamilton decidiu elogiar Alonso e dizesse que se houvesse vaga boa ele deveria voltar sim, já que precisamos dos "melhores pilotos nos melhores carros"... 
Como responder à isso, se o cara acabou de colocar uma pedra no peito de todos aqueles que estão com carros ruins por falta de vagas nas equipes de carros bons? E mais, tem uma vaga boa do lado dele, já que Bottas não está tão combativo assim...
Para isso, tínhamos Verstappen, que devolveu o Alonso "batata quente" que o inglês havia designado no começo da conversa, para ele. Retomando aquela premissa "gostou, leva para você", Hamilton usou Bottas como muleta, se dizendo satisfeito com o finlandês e atacou o companheiro de Verstappen, Gasly, como se fosse um completo inútil e já não sofresse pressão o suficiente dentro da Red Bull.

Vestappen, por mais que as pessoas não gostem, foi ao menos, correto, dizendo que "não quis dizer isso", e no fim, Vettel é que levou a pior, completando que "não tinha certeza" que não quisesse mencionar tal situação.

A saber agora que Pierre Gasly estava mesmo com a corda no pescoço na equipe, que Verstappen sabia disso e declarou o quão sem graça ficou diante a menção sem tato do Hamilton. E pior, à saber: o carro da Red Bull não é o melhor, e a Mercedes seria o lugar ideal para um piloto como Alonso, se espremermos e passarmos na peneira tudo comentado sobre o tema.

Hamilton deveria ser o grande vilão nesse balaio de gatos, mas foi na verdade Vettel que se queimou toda vez que abriu a boca. 
Hamilton não foi cordial com Alonso como as reportagens sobre a conversa indicaram. Ele, além de ter ficado obsessivo com a idade de Fernando - nada a ver com a questão posta pelos jornalistas - acha ainda que se bateu uma vez, baterá sempre. Divertido, não? Pode ser, mas ainda assim, nada respeitoso. Vettel pode ter soado rancoroso, mas não disse que bateu Alonso duas vezes, em forma de indireta. 

É um tanto chata essa mania destrutiva que as pessoas tem de insistir que Alonso é um "demônio" como companheiro de equipe. Será que é mesmo ou é só pilha da mídia? 
Claro que ele deve ser um cara rigoroso e talvez bem teimoso, mas daí o "crápula" que todos pintam me parece muito remoto de ser real. Até porque, ali, ninguém que é santo sobrevive muito tempo. 
E Hamilton finalizando o assunto trazendo a tona a situação do Gasly, acabou sendo o seu terceiro ato deselegante do dia, depois de vender o Alonso como presente de grego para o Verstappen. 

Já que Vettel frisou algo que não foi a mídia que fez, mas sempre pareceu propício - que Alonso não parecia gostar de Vettel - eu esperei que o espanhol desse alguma declaração sobre isso, inclusive, tirando parte dessa minha dúvida, negando tal fato. 
Por sorte, demorou, mas não tardou que alguma notícia saísse e indicasse a resposta resoluta do espanhol para essa declaração suspeitosa: 
"Me sinto mal que ele pense assim. Ouvi isso, mas definitivamente não é verdade, me sinto mal que ele se sinta assim", apontou. "Sempre nos respeitamos e tivemos um relacionamento agradável. Talvez é por causa da imprensa, a situação, mas repito que é o oposto". (Fonte: Grande Prêmio)

Com essa resposta - e fiz bem em esperar um pouco para concluir o texto - dá até para redimir Vettel por ter sido um tanto "bocudo" na conversa que deu tanto pano para manga. Embora tenha demorado, Alonso não agiu no "quem cala, consente".  
E o mais importante: Ficou claro, pelo menos para mim, que as aparências das relações da F1 são tão reais quanto sangue prateado e mágico de unicórnios alados. Você até consegue imaginar, desenhar e fazer uma história usando isso. Porém, amiguinhos e amiguinhas, não é palpável. 

Vai ter parte dois desse "Summer Break"? Vai! Por enquanto já escrevi muita abobrinha para um dia só (rsrsrsrs...). Mas voltarei, e em breve!

Abraços afáveis!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Últimos dias para votar no próximo Faixa a Faixa

O último Faixa a Faixa aconteceu quase um mês atrás. Se ainda não acompanharam o que foi escrito, segue o link: Faixa a Faixa: Into The Wild.
Dia 16, próximo, completa um mês que deixei a última enquete, e aproveitando a pausa da F1, darei uma chance para fecharmos a votação nesta sexta-feira, com o intuito de preparar a postagem para a próxima semana, certo? 
Há um voto apenas das cinco opções em questão e eu não vou dar spoiler para não influenciar as escolhas, mas se for isso mesmo, será bem legal de comentar pois é um disco que gosto bastante. 

Sim, eu sei que há algo acontecendo nessa mini off season na F1, mas antes, vamos à enquete:




Prolongado o tempo de votação, verei ainda o que ainda é legal de se fazer quanto às próximas postagens com os comentários de discos, pois parece que não está sendo mais tão atrativo, dada a pouca adesão aos votos, nas últimas postagens. 

Ainda essa semana, retomo com os principais lances da F1. Há algo a ser comentado e vocês já estão sabendo hehehehe...

Abraços afáveis!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

F1 2019: Comentando o comentário do que foi comentado (rsrsrsrs...)

Primeiramente, quero saber se gostaram do meu título de postagem de hoje: 

"Comentando o comentário do que foi comentado"


Claro que é uma brincadeira e que só por ele, não dá para saber o conteúdo da postagem. 
Na verdade, meu intuito era comentar sobre as declarações dos nossos "bunitinhos" Max Verstappen, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, na coletiva de imprensa pós GP da Hungria sobre a tal pergunta (capciosa) à respeito de outro "bunitinho", o Fernando Alonso. Vou "decantar" as ideias a respeito disso e fica para o fim da semana, quem sabe?

Hoje, é o seguinte: meu colega de NFL, companheiro de zueiras do grupo de Facebook, Diogo, comentou algo do meu texto sobre a corrida da Hungria no domingo passado que me deixou intrigada com meu pensamento na ocasião. 
Um texto que nem ia sair, dada a minha indisposição com o evento, acabou surtindo um bom efeito na maioria das pessoas. 
Mas claro, levantou questões. Quando se escreve sobre algo e se compartilha, levanta-se questões. E quanto mais se escreve, mais indagações e opiniões contrárias e discutíveis surgem. Eis o caso: Diogo lançou a seguinte ideia sobre o meu comentário no texto anterior a este, sobre o Bottas - 


Só contextualizando para quem está com preguiça de ir até o texto anterior: A estratégia da Mercedes que tanto deu um "gás" na última corrida, foi uma ajeitada da Mercedes para tentar dar mais glória ao seu piloto e também, garantir o segundo lugar para Bottas - evitando que a Red Bull saísse da primeira metade da temporada, com esperança de se aproximar deles já que e Verstappen saltaria para segundo na tabela de pontos. 
Daí eu lancei essa opinião, que gerou o comentário do Diogo:


Nitidamente, eu precisava repensar a afirmação. 
Não que esteja totalmente errada, mas precisou de um pouco mais de substância para, claro, não mudar a opinião do Diogo, nem mesmo de quem concordou com ele. Talvez, reformular, de modo que outra conclusão fosse tomada.

Sigo achando sim que, ninguém se importa em ver o lado de Bottas. As críticas quando veem para ele são pesadas e talvez, sem razão de ser. Jamais saberemos se ele merece ou não. Isso depende muito do que se entende como pilotagem de alto nível. 
Aparentemente, para Lewis Hamilton isso é fator que ele lida de forma tranquila. Ele anda numa fase de tão boa, que está imune à qualquer tipo de crítica. Fãs ou não fãs, aceitam qualquer atitude, fala duvidosa, falsa e chorosa dele, sem alarde. Talvez um meme aconteça, mas logo, a gente parte para outra coisa mais engraçada.
Tranquilo! O que o cara tem feito em termos de representatividade para o esporte, levando um público diferente para as corridas e protagonizando disputas que fizeram com que o veículos de transmissão tivessem altos pontos de ibope, calando a galerinha que dizia que a F1 era esporte que ninguém ligava, é incrível. 
Ora galera, não só ele, mas também o Verstappen e Leclerc foram assunto de pedreiros na minha casa, esses dias em que estávamos em reformas. Se isso não é uma coisa boa que a F1 atual precisa aproveitar ao máximo, desconheço o que deve ser bom, então!
Além disso, apesar dos meus protestos, temos uma temporada razoável, ainda não próxima ao ideal, mas isoladamente, foram de 3 a 4 boas corridas, que apesar de seus resultados, trouxeram momentos que ficarão para a história da temporada. 

Desviei do foco do texto. A questão é o Valtteri Bottas. 
Eu defendi seu lado na postagem anterior, não o colocando num patamar de nulidade. Tanto que disse que ele poderia ser o melhor companheiro que Lewis Hamilton já teve. Não poderia provar. Ainda não vemos o ápice de Bottas, em situação plenas de igualdade com um hexacampeão. 
E então fui alertada: "claro que não é o melhor, e nunca será!!"
Ainda bem que eu escrevi "talvez", se não a coisa ficaria muito feia para o meu lado... rsrsrsrs...


Porque tive uma ideia descabida como essa? Inclusive, como acabei me esquecendo que Rosberg foi o único que quebrou a dinastia Hamilton? 
Posso garantir que não foi por uso de drogas vencidas. Sou careta, e fiz isso - o que parece ser bem pior, no fim das contas - totalmente sã e sóbria.
Deixo para vocês fazerem um bem feito "facepalm" para mim antes de seguir com o texto, rsrsrsrsrs...


Vou tentar me redimir nessa. A questão que fica é que falta em Bottas o que Nico Rosberg tinha de sobra: quem o respeitasse muito dentro da Mercedes e alguns bons anos de casa, antes da chegada do Lewis. Bottas veio da Williams e lá teve como "treino" para se portar em disputas internas com  companheiros que nada mais são do que dois pilotos médios - dois vices eternos.

Sobre "bater" os companheiros, talvez nem mesmo Rosberg possa se vangloriar, embora tenha trabalhado e aprendido alguma coisa sendo companheiro de Schumacher até Hamilton chegar. 
Sim, fez um ótimo campeonato em 2016, mas foi por pouco que venceu naquele ano. 
Jenson Button talvez mereça esse rótulo. Nesse caso, com carros medianos, consigo enxergar as coisas de forma menos insegura.  Button esteve,  nos 3 anos que foi companheiro de Hamilton, muito próximo, deixando escapar uma visível diferença apenas no primeiro ano de McLaren. Acompanhem:

Em 2010, Lewis ficou em quarto com 240 pontos, Button marcou 214, ficando logo na sequencia na tabela. Para um recém chegado à equipe, uma diferença de 26 pontos é muito razoável.
No ano seguinte, Button se deu muito bem, finalizando o ano em segundo na tabela, com 270 pontos. Já Lewis, caiu total de produção, ficando apenas em quinto, com 227. 
Se antes, no ano de estréia, Button perdeu por 26 pontos, no ano seguinte em mandou 43 para Hamilton resolver no divã com o seu psicológico. 
Em 2012, último ano de McLaren e último com Button, Lewis ficou à 2 pontos do compatriota: 190 contra 188 de Button, fechando a tabela em quarto e quinto, respectivamente. 

Rosberg? Já começou a ter problemas logo no primeiro ano do Lewis Hamilton na Mercedes: 
Em 2013, a diferença entre eles foram de 18 pontos, com Nico em sexto e Hamilton em 4º.
Depois, que passaram a ser, primeiro e segundo na tabela, a diferença aumentou de forma assustadora: em 2014 foram 67 pontos que separou um do outro. Já em 2015, foram 59 pontos.
A troca de ordem ocorreu em 2016: Nico venceu naquele ano, superou o companheiro, e aposentou-se no fim da temporada. Porém, o que coloca Rosberg como "o cara que superou Hamilton" o suficiente para ficar com a marca reproduzida à exaustão, foi na verdade, bem menos do que se espera: Nico fechou a tabela com apenas 5 pontos à mais que Lewis.

Nem sequer vou entrar na temporada de 2007 em que Hamilton era companheiro de Alonso, nem mesmo, indicarei os pontos nos dois anos que dividiu espaço da equipe com outro finlandês, o Heikki Kovalainen - que nem é ruim assim. Só à título de curiosidade, parece bizarro o primeiro ano de Kova na McLaren, em 2008, ficando em sétimo na tabela com apenas 53 pontos. Hamilton, naquele ano conquistou o seu primeiro título, mas teve apenas 98 pontos. No ano seguinte, Kova marcou 22 pontos, e Lewis nem foi tão monumental assim, fazendo míseros 49 pontos. 

Cometi um erro por precipitação no texto passado em relação à Bottas. Se tivesse me lembrado de todos os números dos principais companheiros de Hamilton, teria sido mais prudente. É certo que devo ter mostrado excessiva empatia pelo Valtteri. 


Bottas não é (possivelmente) o melhor companheiro que Lewis teve, mas é - até o momento - o  companheiro ideal para que ele se destaque sem se preocupar com a disputa interna, algo que acontece com todas as demais equipes e pode ser divisor de águas, dadas as devidas proporções. 
Colocado nesses termos, fica bem melhor, não?

Então, é isso! "Comentado o comentário que foi comentado" (rsrsrsrsrsrs...) desejo a todos, um resto de quarta-feira produtiva e até a próxima postagem!

Abraços afáveis!

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 12: GP da Hungria

Talvez a minha coluna de hoje seja um tanto esquisita. As razões são nobres: consegui dois textos depois do GP da Alemanha, um sobre a corrida e um sobre o que estaria por vir. Vocês já leram bastante semana passada, perdi a "criatividade". Além disso, vocês viram a corrida, sabem o que aconteceu.
A outra razão é que, não quero ser a dona "reclamona" da vez.

Sobre as duas primeiras razões, é fato que ler mais um pouco sobre a corrida e constatar se eu acertei algumas previsões no texto anterior à esse, não há mal algum. Até porque avisei que voltaríamos ao normal na Hungria e voltamos, já que o que está no topo da tabela, permaneceu inabalável, exaltado como nunca.

A segunda razão é que, se escrevi muito na semana passada, podem estar cansados da minha ladainha. 
Acompanharam a corrida e pelo que andei sondando, não dá para enfiar aqui no texto, um sentimento que me acometeu e me levaria a ser a "reclamona" da última razão.
Mas já adianto, não senti a empolgação que vocês sentiram com a corrida de ontem.

Até porque, no texto anterior levantei a possibilidade de Hamilton partir para o recesso com 250 pontos no bolso. E isso estava muito propício mesmo com a pole inédita de Max Verstappen e só o P3 para Lewis.

É notório que houve uma luta para conseguir a primeira colocação. Não sou também idiota a ponto de não admitir que houve disputa que, no caso, chegou a empolgar especialmente quando Max impôs uma força para além do equipamento para manter o P1, no meio da corrida.
Mas devo admitir que, vencer corridas por meios de estratégias não está dentro daquelas que gosto mais. Acontecem, com os meus favoritos? As vezes. Mas... Sigo impassível com a minha opinião à respeito de Lewis. E é aí que devo parar, pois todos irão me odiar por qualquer comentário que faça à esse respeito.

Volto então, ao texto que publiquei antes deste. Lá levantei o comparativo com 2018, que estava chato, mas que havia uma melhoria, já que indicava um maior equilíbrio, embora, transformado em completo embuste. Não são apenas 3 ou 4 corridas que pode fazer a gente achar que a F1 está perfeita.

Há quem goste muito de números. Cheguei a ver um comentário no Twitter, ontem, de um desconhecido em um perfil conhecido, que dizia que a corrida da Hungria mostrou talentos notórios, dado o resultado. O exemplo que o distinto ser buscou foi o seguinte: "confirmamos o talento de Max e Lewis, dadas as posições de seus respectivos companheiros de equipe"...
Houve até perfis estrangeiros que se rebelaram com a ultrapassagem de Vettel sob Leclerc alegando que a Ferrari protegia o alemão. 
Numa corrida discreta, a Ferrari errou no pitstop de Vettel e mesmo assim, as pessoas entendem que há um protecionismo. Daí para achar talentos em uma corrida marcada pela estratégia que além de arriscada, refletia na tabela, exatamente o "manter da mesmice" que tanto nos incomoda é só uma questão de "timing".

Explico. Projetei que Hamilton chegaria à 250 pontos, certo? Acertei de forma tão cravada, que eu deveria começar a comprar bilhetes de loteria, para ganhar umas notinhas. 
O P2 não mudava muito em relação à sua temporada. Estava fazendo voltas rápidas, portanto, um ponto a mais, e ele fecharia a primeira metade do ano com 244 pontos. 
A questão era o segundo colocado. Naquele finalzinho de corrida, juntou duas coisas: o interminável rádio coach trabalhando com Lewis, destacando a sua insegurança e clara falta de noção administrativa de corridas, para alcançar a vitória e encher ainda mais o balão do ego; além da Mercedes precisar resolver a questão do segundo carro.

Bottas não é um piloto medíocre. Fez uma escolha ruim e é, até que se prove o contrário, como todos os outros companheiros que Hamilton já teve, ocasionalmente retratada como "fraco". Há uma teoria que eu não posso provar: talvez ele seja o melhor companheiro que Lewis já teve. Por isso, diversas coisas impróprias acontecem e anulam seus feitos positivos conquistados anteriormente. Por ser um cara com um nome pouco conhecido, ninguém se importa em procurar ver o seu lado com um pouco mais de empatia. 

Na largada Bottas foi pressionado, tanto por Lewis quanto por Leclerc. Uma avaria nas asas móveis,  parada longa no pitsotp e todo um trabalho para remar de volta tronou-se realidade. Diante disso, Bottas estava por si naquela corrida. Ninguém em sã consciência, conseguiria gerir a corrida dele e de Hamilton, de forma que não prejudicasse um mais que outro. No ponto de segundo, Hamilton monopolizou a atenção da equipe dali adiante.

O trabalho que feito nas últimas voltas pela equipe era efetivamente para o ego do Hamilton ser alimentado e para tirar o incômodo da Red Bull no sapato da turma do Toto Wolff. A estratégia não faria efeito sistemático nos pontos de Hamilton: seria 244 e não 250, uma diferença de 6 pontos que, só de observar o segundo colocado, já podemos constatar que não ameaçaria o inglês. A estratégia seria eficiente e muito provavelmente necessária que desse certo para Lewis ficar feliz, e para a equipe como um todo, já que Bottas poderia marcar 2 pontos, na hora da decisão arriscada. Naquelas configurações pré estratégia, Bottas ficaria com 186 no campeonato, enquanto Verstappen, com a vitória, marcaria 187. Era perigoso demais ir para as férias tendo a Red Bull tão "perto" assim. 

"Perto" é até ridículo de escrever, por isso, uso as aspas. A ideia da Mercedes era sutilmente óbvia: não ligavam para o Bottas. Pensavam ser melhor o companheiro de Lewis à mais 50 pontos dele, que um piloto de outra equipe que não poderiam controlar. 
Assim, Bottas teve rapidamente a atenção da equipe, apenas como um escudo, uma isca. É para isso que servem os segundos pilotos das equipes grandes, e na Mercedes, essa prioridade não parece afetar os torcedores (claro!) nem mesmo, nós, que acompanhamos a F1. Agora se acontece na Ferrari, mesmo de forma totalmente inusitada, falta voz para tanto grito. 

Comparar companheiros de equipe sempre foi estratégia argumentativa inclusive para nós, que gosta de lançar uns textos ou debater nas redes sociais com amigos. Assim como política, quase nunca chegamos à um consenso. As vezes, se uma das partes não é razoável, se trava brigas feias. 
O desconhecido que acha que Hamilton e Verstappen aparentaram mais talento pois Bottas e Gasly fizeram corridas ruins tem um monte de seguidores. 
Posso duvidar dessa premissa, hoje, mas certamente, já usei para construir alguma opinião. Então, nas meias verdades, de acordo com a cabeça de cada um, busco me abster sobre isso, já que juízo de gosto, fala alto e não requer entendimento racional para se estabelecer.

As configurações dos 5 ponteiros, comparados no meu texto anterior, para mostrar que, diante as boas corridas, os pontos ainda eram só próximos do segundo colocado para baixo. 
Pior é, depois de uma nova corrida, agradável a quase 90% dos fãs, a tabela não mudou: 

Hamilton - saltou de 225 para 250 pontos;
Bottas - de 184 para 188 pontos;
Verstappen - de 162 para 181 pontos;
Vettel - de 141 para 156 pontos;
Leclerc - de 120 - 132 pontos.

Poxa, achava que estar certa, era uma sensação boa...

A estratégia acabou deixando Hungria, tão morna quanto qualquer outra corrida. Não, não pior que o GP da França. Aquela sim, foi a pior de todas. Mas desde este GP, tivemos competição que insisto em dizer que é pouco significativo. Existem pontos importantes e que nos enche os olhos, mais que ano passado? Sim. Mas parece um tipo de miragem: vemos um mar laranja da torcida apaixonada do Verstappen, uma disputa aqui e ali que parece ótima e bem feita. Destaques, novos/velhos pilotos fazendo a gente admitir que só não larga de assistir a categoria por conta deles. Sim, claro que há. Sou "reclamona", mas sou justa, acima de tudo. A questão é o que vai para o que ficou marcado na história. Os números finais que serão usados para pedidos de aposentadoria e dúvidas sobre talentos. Não acontece isso?

A F1 vai para as férias deixando o líder do campeonato à 62 pontos do segundo colocado. Ano passado, Hamilton deixou Vettel sonhar, distante apenas 24 pontos. 
Infelizmente, não consigo acompanhar vocês nessa empolgação de só algumas corridas boas. Acho essa diferença, muita coisa para que eu me sinta feliz e contemplada com o esporte que mais gosto de acompanhar. 

Abraços afáveis!

PS: Estou estudando umas ideias para os próximos textos aqui no blog. Assim que tiver tudo pronto, conto para vocês!
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