quarta-feira, 27 de abril de 2016

2016: desajustando tudo

Este ano muita coisa estou deixando de fazer em prol da minha sanidade mental.
Vivemos tempos macabros. 
Onde quer que eu vá ou fico ouço e vejo muita gente reclamando da tal convivência ou mesmo da tolerância.
À começar pela nossa política. O Brasil é verdadeiro lixão no que concerne à parlamentares faz tempo. Presidentes que vieram a ocupar esse cargo desde 1989 foram reflexos de uma degradação à olhos vistos em termos de caráter e responsabilidade jurídica a cada eleição. O pior a gente vê agora com o raso papo de "escolhidos pelo povo". Se enganam em que algum momento, qualquer um de vocês tenham escolhido algum presidente que merece ser chamado por esse termo. (Eu não, pois votei nulo em todas as minhas eleições salvo uma vez para prefeito e arrependi amargamente). Foram todos ruins e a cada uma das eleições, em vez de melhorar, piorou. 
Hoje, a gente se depara com uma incoerência exacerbada de defensores de partidos por todos os lados. A imbecilidade reina a ponto de aplaudirmos cuspidas em plenários e restaurantes. Outros, boicotam os amigos e os familiares por defenderem radicais de direita que possuem uma tendência favorável à torturas e outros crimes contra a integridade humana. São os mesmos que desejam mortes cruéis aos tipos que são contrários aos seus pensamentos - superficiais - muitas vezes, de esquerda. Levantam bandeiras de heróis que são tão podres e sujos quanto ditadores nazi-fascistas. 
Se um fala mal das mulheres - eles xingam nas redes sociais. Se um outro que eles protegem ofendem a classe feminina, eles tapam os ouvidos e assoviam alto, disfarçando. Falam tanto em democracia ou mesmo na Constituição, mas garanto que se eu não li ela completa e muito menos sei ela de cor, porque todos parecem saber? 
Rouba-se direitos tanto quanto os panacas que estes cientistas políticos de botequim viram fazer discursos à dois domingos atrás. Tiram vantagem de tudo: desde o direito de ser mal educado numa manhã de segunda-feira porque quer, até passar na fila da loteria porque tem que levar a criança na escola. Desrespeita sinal de trânsito por mera pressa, estacionamento privativo para deficientes e idosos, reclama em fila de banco, trabalha com pouco caso, faz fofoca para prejudicar colegas de serviço, coloca som alto em fim de semana na orelha do vizinho de pirraça e coloca veneno para gato e cachorros da vizinhança. E aí?

Tudo que a gente precisa não é de heróis rasos, mas de um pouco de consciência individual, apenas. Não é mais questão de estar certo ou errado, é questão de pensar um pouco e se perguntar: "eu gostaria que fizessem isso comigo?" Mas quem disse que nessa piscininha dá pé? A maioria prefere usar as bóias e largar alguns poucos se afogando. 

Comecei meu mestrado ano passado. Esse ano, já cumpri todas as minhas disciplinas obrigatórias e me rendi à fazer um cronograma de estudos: pegar estrada pelo menos 3 vezes por semana e ficar de 4 a 5 horas grudada em um livro na biblioteca. Duas das quatro disciplinas que fiz foram legais, mas houveram dias que eu preferia ter ficado em casa, confesso. Neste ano enfrentei uma gripe, moleza e calor para ir só estudar. E os bolsistas? Não os vejo na biblioteca ou estudando em outro lugar. Vejo-os defendendo esse partido vermelho e seus componentes nas redes sociais. Sei bem o que eles fizeram para ganharem essa bolsa. A mesma coisa que os "mitos" políticos que nos fazem de bobo dia após dia.  
Uma coisa é certa: quando eu coloco a cabeça no travesseiro a noite, eu durmo com a mente calma. Minha parte está sendo feita: eu estudo sem ter bolsa como se fosse um emprego.
O mais interessante disso é que, apesar de ser muito ruim depender de família até hoje para ter as coisas, eu não reclamei nenhum dos dias que segui essa rotina de acordar me arrumar, almoçar cedo e ir estudar em outra cidade. É bom ter que trabalhar numa pesquisa que me agrada. Muita coisa fica para trás: tenho pouco tempo e grana para ir no cinema, ou tempo para ler um outro livro. É impossível guardar dinheiro para ir em um show, ou fazer alguma viagem cara. Mas a compensação intelectual dinheiro nenhum vai suprir. O resto a gente torce para arrumar tempo para fazer. A gente não pode dar de vítima em tudo, e não sou quadrada então é sempre tempo de me virar.

Estou mudando o que me convém. Apesar de não deletar pessoas das minhas redes sociais, eu deixo de seguí-las ou oculto certas de suas publicações para não ter rompantes de estupidez como elas. 
Em termos de entretenimento, pouco tenho feito, dadas minhas responsabilidades.
Pela quarta ou quinta temporada seguida estou dando valor à jogos da NFL. Arrumei um conforto legal. Ano passado parei de anotar tudo que acontecia nas corridas de F1. Esse ano, nem quem vence anoto no caderninho. Só anoto as pontuações numa planilha de Excel e se um dia der na telha, imprimirei e guardarei. Estou preferindo ver comemorações de Touchdowns do que ver pulinhos depois de corridas que no todo, são fáceis de vencer.
Minha mãe disse que durante o jogo da CL ontem, o Galvão comentou que esteve no aniversário do Massa e falou da confiança do carro. Bom para os fãs do cara, que tem as esperanças renovadas. Ruim para mim que já acabei com o estoque de piadas sobre isso.
É criatura que não entende lhufas do que faz na categoria dando palpite errado, que nem o Hamilton - piloto mediano que faz pose de celebridade e enche pouco nossos olhos de fãs de categoria. 
Ou piloto que a gente sabe que é bom, mas é ligado à uma equipe meio desajustada (que nem no título), tipo Mclaren. Ainda tem os novos que nem sempre tem o devido valor, porque falta ainda espaço para brilhar.
Ao todo eu pareço ser uma das poucas que gosto das corridas, mas detesto o que tem acontecido em volta dela, inclusive na parte administrativa. Ser fã de piloto é muito duro nessas horas. Deixei Kimi um pouco de lado, confesso. Uma porque, logo que ele não liga para as críticas, eu devo me importar menos ainda. Isso me trouxe mais leveza para encarar as corridas e acho tudo menos apocalíptico agora. Quando ele faz bom trabalho eu vibro, quando algo dá errado eu tento ver de quem é a culpa. Se for dele, claramente direi que ele pisou na bola. Mas como eu costumo gostar de atletas corretos no que fazem, pouco verei deslizes dele. 
Entre ele e Vettel, não vi problema na última corrida e segui bem e tranquila. Meu sofrimento foi ínfimo perto de alguns anos atrás. 
Agora a maioria de seus fãs são xiitas. Ou vão me dizer que aquele jantar dos pilotos teve alguma diferença na vida dos fãs do Kimi? Nenhuma. Por eles, a corrida de F1 é assim:


E o resto que contente-se em ser o resto. 

O povo está xiita com tudo. Os grupos terroristas islâmicos ensinaram bem essa galera. Só está faltando os cursos de homens/mulheres bomba que se acontecesse, garanto que ia faltar vaga com tantos motivos do pessoal se digladiar como trogloditas por comida, fogo e caverna. 

Mas vamos nessa, desajustando o que pode e vivendo com o que dá. Se não, a gente começa a arremessar pedra em avião logo, logo...

Abraços afáveis!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (#6)

Desafio dos 30 filmes: Dia 6 - Um filme ruim com um diretor bom


É bem raro que eu alugue um filme porque eu goste do diretor. Geralmente a escolha é devido à trama ou quando tem pelo menos um ator que me agrada. 
Em muitas listas, a crítica especializada desce a lenha em filmes como "Indiana Jones e a Caveira de Cristal" de Steven Spielberg, "Star Wars - Episódio 1" de George Lucas, "Gangues de Nova Iorque" de Martin Scorcese e até "Planeta dos Macacos" do Tim Burton.
Falo sem medo de ser feliz: são filmes meio fracos em alguns pontos, mas muito longe de serem filmes péssimos. Talvez o Indiana Jones, com ruim roteiro e desenvolvimento cheios de clichês casa. Mas tem bons atores, e além do mais: o que se esperar de um filme como esse se não uma tentativa daquilo que fez dele, um clássico?
Há filmes que eu não gostei, como por exemplo "Prometheus" de Ridley Scott. Esse lance de gente "hospedando" alienígena dentro da barriga, colocando-os para fora e depois sair fugindo dos seres hostis, além de ser meio nojento, já é assunto batido. 
Outro que não gostei foi "Avatar": cansativo, enrolado, e colorido. Por pouco, o sanduíche do almoço não voltou do estômago com aquele tanto de cores azul, verde e rosa fluorecente. Fora que a história em si, pode ser resumida em duas frases. De qualquer maneira, não há filme na minha lista de favoritos do James Cameron. No máximo "Exterminador do Futuro 2" e por conta da tecnologia e só. "Titanic" é piada, convenhamos.

Não gosto dos filmes de Woody Allen. São filmes do dia-a-dia. Quando com atores bons, eles ficam meio abobados. Quando com atores excelentes, eles ficam com todo valor e beleza do filme.
Na mesma medida, não tive boas experiências com filmes do Pedro Almodóvar.

Bem, lá vamos: gosto do Peter Jackson. E das listas que andei pesquisando para ver se alguém já falou sobre a minha escolha, só citam como seu pior filme o "Um olhar no paraíso". Este mão é um filme ruim. O roteiro é baseado num livro de mesmo nome, e na verdade é muito triste o que acontece com a personagem - principalmente pela forma com que ela morre. O filme não é nada ruim, então não sei porque surgiu em alguma crítica negativa...

Mas vá lá. Peter Jackson. Vi muitos, praticamente todos. Nenhum me entendiou mais com o "King Kong".


Diretor entusiasmado com o projeto e fã do filme de 1933 

Empresa de efeitos especiais espetacular (a WETA) 

Atores como Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody e nosso querido Andy Serkis topam viver os personagens do longa 

Roteiro estruturado com diretor e duas companheiras na escrita 

Bela fotografia e cenários 

Dinheiro e bastante dinheiro do estúdio (que aceitou rápido o projeto que estava engavetado a muito tempo, por conta do ganho de 13 Oscars) 

Tudo isso consta. 
Há alguns miseráveis furos, quase imperceptíveis de quando você está mergulhado na trama: o que acontece com o povo da ilha da Caveira? Como o macacão chega até NY?
Estes dão para relevar uma vez que é um filme de aventura com o tom romântico-dramático da moça com o animal. 

Mas - Meu Deus! - 3 horas e 7 minutos de filme com um macaco desproporcionalmente grande (acho inclusive, maior que nos outros longas) aparecendo, assustando uma turma e se apaixonando por uma loira que cabe na palma de sua mão? Já temos dois filmes com a mesma temática, ou seja, era preciso alguma grande novidade. 
Sim, há uma épica luta de Kong com um dinossauro igualmente enorme. É uma bela cena de efeitos, que deve ter custado um tempo danado da galera da WETA e ficou bem feita. Mas deve tomar pelo menos uma meia hora do filme - se já não bastasse ser longo ainda exagera em uma parte de bichos que só fazem em tentar se matar em meio à muitos rugidos.
Se a maioria de seus filmes tem apelos despretensiosos, depois dos 13 Oscars, PJ escorregou na casca da banana do Kong - uma banana proporcional à criatura - e se revelou muito megalomaníaco com o longa. Não tinha necessidade. 
Depois, deu uma diminuída com "Um Olhar no Paraíso", mas a trilogia d' "O Hobbit" pode ter sido exagerada a ponto de que condensou muitas  partes legais do livro e outras, estendeu para acabar dando 3 filmes.  Eu teria sumido com a perspectiva da paixonite do anão com uma elfa inexistente no romance. Mas né... Deixa estar.

PJ que me perdoe, mas se seu King Kong fosse mais ligeiro eu até não iria criticar. Juro que não.

E vocês, têm algum filme que acharam ruim mas se surpreenderam pois o diretor é famoso por boas obras?

Abraços afáveis! Bom fim de semana à todos!!!

► Para acompanhar as outras escolhas 1, 2, 3 e 4:  
Dia 1: Um filme que lembre a sua infância ; 
Dia 2: Um filme que você considera um clássico ;
Dia 3: Um filme com final surpreendente ;
Dia 4: Um filme que te faz chorar ;
Dia 5: Um filme com um vilão inesquecível .

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tag Musical: Músicas que vocês escolheria para (#6)

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 6 - Para malhar em casa ou na academia


Se eu estivesse fazendo essa tag uns dois anos atrás eu iria pular fácil porque eu não fazia exercício algum.
Hoje, confesso, morro de vontade de fazer exercícios físicos com algo mais adequado ao meu gosto musical. Não preciso explicar, vocês sabem bem o que toca nas academias da vida: um som dance/eletrônico e algumas vezes um pop mal feito. Foi na academia que frequento que ouvi incansavelmente aquela música chata da Taylor Swift, "Shake it Off". 


 De fato, vamos "hate, hate, and hate..." de tão grudenta que é!

Mas enfim. Eu começaria minha sessão de treinos com músicas boas, dançantes, empolgadas... E treino, exercícios, pesos e não sei o que mais me lembra Rocky Balboa...



Rsrsrsrsrs...
É isso. Excelente quarta feira e feriado para todos!!
Abraços afáveis!

♫ Outras escolhas:
Número 1 (Música que escolheria para usar como despertador);
Número 2 (Música que escolheria para ajudar a dormir);
Número 3 (Música que você escolheria para ler um livro);
Número 4 (Música que você escolheria para um dia de sol).

segunda-feira, 18 de abril de 2016

GP da China em fotos


E assim começou a festinha lá na China.
E alguns se preocuparam com a não presença de Kimi. E eu teria ficado surpresa se ele fosse.
Aquele boneco ali, o Hamilton não briga por direito nenhum e de repente aparece na boca livre. Tá certo...
Mas jornalistas provocam não é? Então trataram de perguntar se o Iceman se arrependeu de não ter ido e na lata ele disse que não. Estava à trabalho pela equipe em Taiwan. 
É uma jantinha simples gente. Nem era um jantar com o Papa...


***

Ai está. Kimi estava mesmo trabalhando pela equipe. 
Aquela mesma que não liga se ele termina em primeiro ou em último. E vai sim, usar resultados ruins como argumento para não ter contrato ano que vem.
Aí sim eu perguntaria se ele não se arrepende de ter assinado contrato com eles à 2 anos atrás.


***


Quatro nórdicos e um alemão. 
A FIA escalando só os loirão


***


"- Queria ter seu topetão Hulk..."
"- E eu queria os seus títulos, Vettel"


Que topete? 
Esse:


***

Vettel em cosplay de Gollum:






***

Se isso for uma secada de bumbum está válido. 
Com aquela tábua em casa, quem sou eu para julgar?


***




***


Torturando bonecos e Vettel incentivando 


***


Com essa cara nem dá para estar no modo "singing in the rain"




Apareceu, Mr. Lauda?


***


Sorriso de Rosberg.
 Kimi com cara de Kimi


Sorriso de Ric. 
Kimi com cara de Kimi


Kimi com cara de Kimi dando entrevista


***

"- Tá bom Vettel, eu entendi que não foi de propósito.
Agora tira a mão do meu capaceteeee!"


***


Enquanto os dois lá trocam mini-farpas,  Rosberg fica que nem pinto no lixo: sexta vitória consecutiva e um rosto contorcido de alegria


Abraços afáveis!

GP da China: Ok, mas não tanto

Um dos carros que nos desmotiva a assistir as corridas largaria em último. Procedia? Sim, mas sabíamos que, em virtude da tecnologia, ele chegaria a pontuar. 
Este era Hamilton, mas e Rosberg? Este, largava na pole, e em virtude das largadas mequetrefes, não ficou em primeiro quando apagaram-se as luzes vermelhas e sim, o segundo da classificação trabalhou bem. Quase víamos diante de nossos olhos o primeiro vencedor depois de tanto tempo com as caretas dos pilotos da Mercedes. Este era o garoto sorriso, Ricciardo.
Se não fosse a sorte que tem batido à porta da Mercedes à 3 corridas seguidas, certamente seria Ricciardo no lugar mais alto do pódio, ontem. Se não bastasse acontecer coisas erradas com os carros que saltaram à frente dos carros da Mercedes na corrida da Austrália e do Barein, na China, o pneu de Ricciardo foi para as cucúias devolvendo o P1 à Rosberg, logo na primeira volta.

Na mesma largada, o companheiro de Ricciardo, Kvyat, decidiu que deveria ser agressivo. E foi. A consequência da sua tentativa resultou em pouquíssimo espaço para Vettel que tirou o pé para não colidir com ele, mas acabou tocando no companheiro, Kimi. O que tinha feito um bom terceiro lugar na classificação, acabou sem muito o que fazer. Vettel se safou bem, caindo algumas posições. Kimi já levou a pior, tendo que carregar o carro para os boxes e batalhar para recuperar-se na corrida depois do incidente.

Assim como Bottas na corrida passada, ao tocar com Hamilton, esse bololô entre Kvyat-Vettel-Raikkonen não só foi como é incidente de largada. Mas como no Barein, Bottas atingiu Hamilton, houve punição ao carro 77, para não ter choro do carro 44. Dessa vez, Vettel limitou-se a pedir desculpas via rádio pelo toque, dizendo o que vimos: que não houve espaço.
A Ferrari não se importou. Os comissários, muito menos. Na verdade, porque não tinha mesmo porque. Mas a equipe sim, ela vibra com as ultrapassagens e poles do Vettel. Com Raikkonen vocês podem ver: a reação era basicamente a mesma da narração de ontem. Há vibração com as ultrapassagens até do Hamilton, mas quando Kimi passou o inglês e o Massa sem tomar conhecimento, eles mudaram rapidamente de assunto. A Ferrari é a mesma coisa. Indiferente ao que Kimi faz, e vibrante ao que Vettel faz. É a Ferrari. Quem não está acostumado?

Quem se importa com isso? Os fãs do Kimi, e talvez nem todos. Mas fato é que nem ele sofre com isso, a gente aprende a não sofrer também. 99% de seus fãs acham que Vettel foi "falso". Eu tenho a seguinte postura: é corrida. Esse negócio de tolir pilotos nas suas investiduras de ultrapassagem só prejudica um grupo menor, e geralmente é a turma dos não queridinhos. Se Vettel pediu desculpas na hora do incidente, conversou com o Kimi assim que saiu do carro, e ainda cobrou de Kvyat - tomando uma má resposta - de que ele mergulhou muito forte e poderiam ter colidido, ele quis 3 vezes parecer falso aos fãs do Kimi e chorão aos olhos dos demais fãs da categoria? Não me lembro dele ter ficado assim quando prejudicava Webber.
E sendo fã do Kimi, sei que o Homem de Gelo não chora mágoas. Não vai voltar aquela largada e punições não dão fruição à competição. Tem que seguir em frente, porque chorar, sabemos, não leva a lugar algum. Ainda mais que ele não é um dos queridinhos.

No fim das contas o que arriscou teve pódio. O que se desculpou teve pódio. O que se ferrou teve um P5 e ultrapassagens e uma recuperação de corrida, excelente. Acho que isso basta para que a gente fique feliz com o desempenho de seu piloto favorito, em virtude de tanta má sorte.

Mas não é o suficiente para ficar feliz com a corrida como um todo. Sempre as melhores coisas acontecem, se não no meio do grid, do segundo lugar para trás.
Não me interpretem mal: acho que Rosberg merece vencer pois, é bem difícil ser subordinado em uma equipe que diz ter jogo livre, mas não tem. Porém Vettel fez uma boa corrida, Kvyat arriscou na largada e apesar de não ter conseguido se segurar depois que Vettel se aproximou, ainda assim teve uma corrida significativa. Ricciardo teve uma má sorte, mas teve também a melhor corrida de recuperação dele, assim como Kimi. Certamente estes são os 4 nomes principais dessa corrida.
E o meus desafetos, Massa e Hamilton? Bem, entre seis ou meia dúzia, um defendendo e um atacando, mostrou que os dois são do mesmo nível, sambando na pista e tomando "passões" de velhinho aí, que tem gente que diz que não é mais útil à Ferrari. 

GP de madrugada é ruim. As pistas não nos chamam a perder o sono por elas. 
O GP da China não é sempre ruim, e esse foi ok, mas nem tanto... Nem tanto...

Abraços afáveis!

sábado, 16 de abril de 2016

Postagem rápida: Hans Landa e GP da China

Tópico 1: Ron groo me lembrou bem e percebi meu deslize rapidamente: faltou mencionar um personagem na minha postagem anterior sobre vilões inesquecíveis. Hans Landa não é bem o vilão de Bastardos Inglórios, apesar de algumas crueldades, especialmente com a família de Shoshanna. Ele é certamente um antagonista, e que, mais do qualquer personagem daquele filme - e muito mais que Brad Pitt - é extremamente inteligente e cativante. Quase não queremos que ele sofra retaliação ao fim do longa. 


Christoph Waltz é o que há! 

***

Tópico 2: GP da China.
Já tivemos o treino essa madrugada e a parece que a sorte de Hamilton está demorando a sorrir para ele esse ano, o que sinceramente, amigos e amigas já é lucro, uma vez que cansamos das suas ceninhas - sejam elas pitís quando ele não venceu, sejam elas de comemoração por corridas fáceis. A melhoria ainda não está grande, pois ainda é um carro da Mercedes que mantém hegemonia - com Rosberg (o injustiçado de tanto tempo, inclusive na Mercedes).
Ele larga na ponta nessa madrugada, enquanto Hamilton larga na outra ponta - lá no fim, por problemas mecânicos. 
A classificação antiga, por mais mequetrefe que fosse, retornou mesmo com os choros da FIA.
Ao lado de Rosberg larga Ricciardo e Räikkönen completando o 3 primeiros. Atrás Vettel, Bottas, Kvyat, Pérez, Sainz, Verstappen e Hulkenberg completando os 10. Só depois Massa, Alonso (que retornou ao cockpit, mitando no rádio), Button. Grosjean, Ericsson, Nars, Magnussen, Gutierrez, Palmer, Haryanto, Wehrlein e Hamilton.

Se mantermos as empolgações baixas, a corrida pode até ser melhorzinha como foi Barein. Será que contamos com uma melhor empolgação uma segunda corrida seguida? 
Eu vou manter assim, esperando pouco e deixando gravar, porque a minha ideia de perder sono pode me fazer ficar muito mal humorada no domingo.

Desejo a todos uma excelente corrida. Volto segunda! 
Abraços afáveis!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (#5)

Desafio dos 30 filmes: Dia 5 - Um filme com um vilão inesquecível

Correndo novamente o risco de esquecer algum filme para essa tag, lá vamos nós em mais uma escolha. Mas, como sempre, não dentro do convencional.

Existem inúmeros vilões inesquecíveis: Scar do Rei Leão, Bruxa Má do Oeste, Malévola e outras tantas bruxas ou vilões das animações, uma infinidade de personagens de filme de terror como Freddie Krueger, Jason e afins, , os Coringas, os arqui-inimigos dos super-heróis todos...
Drácula, Lestat, Agente Smith, Megatron, Ultron, Biff Tannen, Amon Goeth - de A Lista de Schindler -, Hannibal Lecter, Alex Delarge de A Laranja Mecânica e tantos outros, são antagonistas para os leves, os bárbaros e até sádicos.

E eu vou escolher quatro, dois bem vilões, vilões e dois que possivelmente não estariam em nenhuma lista dos maiores da história do cinema. Quatro e não um só por um motivo simples: os vilões, muitas vezes, roubam as cenas.

É o caso (sim, clichê...) de Darth Vader:


Personagem de um dos filmes de ficção científica/fantasia mais interessante de todos os tempos, Vader era apenas Anakin Skywalker, um jovem aprendiz jedi que se transforma em um assassino cruel, que assassina muitos, além de seu tutor e mestre. É o responsável pela traição da Ordem Jedi passando ao lado negro da força. Chefia uma tirania contra os jedis, mesmo sendo pai do mocinho da trama, Luke Skywalker. É o vilão talvez mais popular do mundo do cinema que mesmo sendo cruel com inocentes, tem um empatia enorme por fãs da saga e meros atentos aos filmes de George Lucas.
Seus trajes, aparências, voz e - quem diria! - trilha sonora, o coloca num pedestal de maior ícone da cultura pop, sem sombra de dúvida.

Com ele, mais recentemente e pela figura que é não só em termos de história na mitologia, mas dos filmes recentes, trago Loki:


Loki é o Deus da Trapaça na mitologia nórdica e então tem algumas maldades à cargo de alguma travessura em benefício próprio. Não há dúvidas de que em muitas mitologias ele é um dos deus es mais complexos, que vez ou outra causou problemas a curto prazo com os seus pares, nas histórias contadas pelos povos nórdicos. Seu senso de estratégias para arquitetar as artimanhas ganha de 10.00 0 a 0 de qualquer vilã de novelas das 8 - não precisava nem dizer isso, rsrsrsrs...
Recentemente temos a presença de Loki nos filmes Thor e Os Vingadores, interpretado pelo achado inglês Tom Hiddleston. Suas frases invocando servidão dos povos para ajoelharem perante ele, levantam lembranças de governantes tiranos. Mas a beleza da interpretação e dissimulação que o ator executa tão bem, faz com que ele seja o oposto do que deveria: ser odiado pelos espectadores? Nada, acabou virando um personagem com uma legião de fanáticos.

Minhas outras escolhas vão ser uma mescla de vilões que tem um lado bom que anda junto com um remorso ou ódio arraigado. 
Vai ser super fácil que vocês encontrem qualquer pessoa fã de Harry Potter ou de o Senhor dos Anéis que dirão que os vilões máximos para eles será Voldemort e Sauron.
De fato, Voldemort é uma espécie de Hitler: um homem vil, de origem relativamente pobre, que nega a sua origem e prega por uma pureza racial sem fundamento sob o ponto de vista humanista. Ao contrário de Hitler que usava essa pureza como uma forma de persuasão, Voldemort é uma figura mais complexa e além: no mundo dos bruxos ele instaura essa pureza e força das famílias puras bruxas com o fim máximo da soberba e poder. Muito poderoso e inteligente, neste mundo, ele subjuga todos à seu favor e os que não são, pagam com a vida. 
Uma profecia o leva à Harry Potter - o salvador desse mundo. A ganância pelo poder term a sua derrocada pelo amor, amizade e lealdade incrustado no personagem de Harry.

Mas o meu vilão especial nem é Voldemort nesse mundo mágico. Busco uma maior complexidade e vejo aí, o professor Snape como esse alguém mais interessante. Dos 6 anos que Harry passa na escola, são 6 anos sofridos nas mãos do professor. Ao meio da trama, descobre-se o convívio com os pais de Harry - James, o pai era muito cruel com Severo, o típico bullier de escolas. Lily, a mãe, já tinha certa afeição ainda que remota, pelo futuro professor. Ao final de tudo Snape não se revela totalmente bom, mas com uma ponta de humanidade, pois, pelo amor que sentia pela mãe de Harry, o protegeu da melhor maneira que pode, sendo todo o tempo, o agente duplo entre os dois lados do mundo mágico.


É admissível, obviamente que Sauron é um grande vilão dos escritos de J. R. R. Tolkien. De fato, muito complexo. Mas depois de algum tempo de estudos, o personagem ficou bem analisável a ponto de que eu consiga definir melhor as suas complexidades. Sauron não é um vilão comum. Ele é pupilo de Melkor, uma espécie de Lúcifer na mitologia tolkieniana. Sauron se corrompe, mas, semelhantemente ao Loki, ele é trapaceiro. Ele não é nascido maldoso. Assim como Melkor, sua malícia é fruto de uma escolha, uma espécie de aptidão. E assim como Voldemort, ele corrompe o mundo em que vive em troca de ter poder e a liberdade dos seus, sob seu comando e sua vigilância constante.
Vader, Sauron, Voldemort e Loki buscam o poder, o controle de povos e situações. São os vis personagens dados à uma cegueira típica que lhes garante o poder a qualquer custo - muito semelhante ao que acontece com reis tiranos das histórias que conhecemos. Uma frase do livro 6 do Harry Potter ("O Enigma do Príncipe") há um trecho bom para retratar isso, na fala de Voldemort: 

 "A grandeza inspira a inveja, a inveja engendra o despeito, o despeito produz a mentira. (...)"

É baseado nisso que fomos/somos subjugados por monarcas, políticos, chefes, superiores; os vilões da vida real. 

Mas assim como em Harry Potter eu procurei um vilão mais complexo, que tivesse uma anulação momentânea de seu pleno ódio pelas circunstâncias vividas, em O Senhor dos Anéis:


Em várias circunstâncias do livro (e filmes), questionamos se Gollum/Sméagol é mal. Como Gollum ele é uma criatura ruim, que não pensa nas consequências e é capaz de matar para conseguir o que quer. Como Sméagol ele deseja ser o que era, um hobbit normal, salvo e livre de suas perturbações.
Sméagol se torna Gollum a partir de um evento: seu primo Déagol encontra um anel brilhante enquanto eles pescavam. O Anel desperta nas pessoas um certo sentimento de posse e Sméagol e Déagol brigam pela posse do objeto. Smeágol sai vitorioso, assassinando o primo.
Dali em diante ele se torna obsessivo com o Anel, foge da sua vila, e se refugia em uma caverna e aos poucos se torna Gollum, o alter ego ruim criado a partir da obsessão com o novo objeto.
Nem Freud conseguiria criar um personagem como esse. As cenas dos filmes em que o duplo discute entre si a forma de recuperar o Anel de Frodo mostra a incrível complexidade do personagem. E ele quase, pela sua dependência com o Anel, coloca tudo a perder quando o objeto está para ser jogado nas Montanhas da Perdição. No trajeto, metade das agruras que Frodo e Sam passam é provocada pelos planos malignos de Gollum.

Essas são minhas escolhas.
Abaixo estão as outras 4 tags do Desafio de filmes. Fica com vocês agora, as escolhas dos seus vilões inesquecíveis.

Abraços afáveis e bom resto de semana!

PS: Para acompanhar as outras escolhas 1, 2, 3 e 4:  Dia 1: Um filme que lembre a sua infância , Dia 2: Um filme que você considera um clássico , Dia 3: Um filme com final surpreendente e Dia 4: Um filme que te faz chorar.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tag Musical: Músicas que você escolheria para (#5)

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 5 - Ouvir em um dia de chuva





(Então dizer "Hello" no telefone cantando não é novidade, viu, dona Adele e fãs da Adele? #ficaadica)


Abraços afáveis e excelente sexta-feira!!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Fotos do GP do Barein

Meigo e aconchegante né?
Até a hora de alguma coisa errada acontecer e o Arrivabene se tornar o irmão gêmeo, Arrivamale



***
Kimi estudando uma forma de sabotar o microfone e pinicar dali


***

Bottas conversa com Massa no modo "no", "yes" e "maybe"


***

Hulk viu que Kimi grudou chiclete na grade


***

Guti contando as fofocas da Haas

I'd like to HAAS you a few questions...


***

Essa corrida, vindo do Kimi, pode ser muita coisa...

Mas dizem que ele foi tirar água do joelho no box do Magnussen


***

Festival de óculos escuros e sorrisos amistosos


***

#TeamButton and #TeamBanana



***

Webber é um repórter coercitivo hein?


***


Alonso é mesmo uma péssima pessoa. Como pode alguém ficar pesaroso pelo abandono de corrida do companheiro? Onde já se viu??


***

Arrivabene e seus braços-tentáculos


***

A felicidade está aqui

Não tenha, Meryl, ela está! 

***

Kimi rezando um pai-nosso para parecer champanhe na garrafa


***

Ah, tá! Depois o fresco do paddock é o Rosberg?


(Ainda busco saber se a próxima foto é deste fim de semana...)

Se isso for olhar convidativo para um strip-poker...
Eu tenho duas respostas, à sua escolha, Kevin:
A)


 ou B)


Abraços afáveis!!