sexta-feira, 9 de abril de 2021

Tabela da Primeira Etapa da Temporada 2021

Tenho novidade no blog: fiz uma tabelinha para, no final do ano, quando for fazer o balanço da temporada (se o blog sobreviver até lá) ficar mais fácil para discutirmos ou reapresentarmos o que rolou em cada etapa. 

Essa é a única novidade de todo o processo (por enquanto) tanto aqui do espaço, quanto em relação à categoria. 
No que diz respeito ao espaço, é possível que eu participe de projetos de amigos ou desenvolva algum outro com amigas. Neste último caso, pode ser que essa página mude, mas estamos ainda pensando no que pode ser feito para que todas as partes envolvidas fiquem confortáveis. 

Com relação à categoria... Bem. Mudaaaaaaaaaaaaanças mesmo, são mínimas. A começar pelos placares de classificação, que conferem poucas surpresas:


Esperava-se que os estreantes (fossem na categoria ou em outras equipes) ficassem atrás de seus companheiros. Confirmamos isso na Red Bull, na Ferrari, na Aston Martin e na Alpha Tauri, onde todos os "primeiros pilotos" se classificaram melhor que os companheiros "recém-chegados". Exceção à essa "regra": na McLaren, Daniel Ricciardo já mostrou as asinhas e na Alpine, Ocon sentiu o que é ter Fernando Alonso por perto.
A Alpine é um caso à parte; há outros fatores envolvidos. O primeiro deles é se tratar de Fernando Alonso, um bicampeão mundial. Segundo, que dirigir F1 não se desaprende da noite para o dia. Terceiro ponto? Bom, parece importante pensar que ele não iria voltar para a F1 para ficar aquém do companheiro de equipe. A quarta razão é que esse companheiro é Esteban Ocon. (Essa última é questionável, transita no âmbito da opinião e por isso, vocês não precisam concordar...)

Naquelas equipes em que as duplas permaneceram as mesmas, não surpreende o resultado das que estão nos extremos da tabela: Em caso de transparecer crise, a Mercedes não deixaria que Valtteri Bottas se sobressaísse em relação à Lewis Hamilton, logo na primeira etapa. Aí já seria demais! 
Já na Williams é bem provável que nada mude em relação à dupla George Russell e Nicholas Latifi. 
Na Alfa Romeo, a tendência é que seja uma alternância entre os dois pilotos. Não surpreende que o primeiro a ficar na frente tenha sido Antonio Giovinazzi. Não que seja melhor que Kimi Räikkönen, mas sim que o italiano não é assim tão ruim como dizem por aí.

Estes já são os previsíveis resultados que nos deixa confortáveis porém, pouco empolgados com a F1 2021 que tanto "prometia" ser "diferente". 
Ainda contamos que seja disputada, no entanto, não é isso que o primeiro sábado e  domingo mostraram para a gente. Grudem os olhos na tabelinha que fiz de classificação e corrida, e observem:


O pódio segue o mesmo do ano passado: Duas Mercedes e uma Red Bull.

A McLaren, que no ano passado foi a terceira maior força, parece continuar neste caminho nesta temporada. Ainda que eu estivesse torcendo contra, sim, a Ferrari melhorou - não porque Vettel saiu, mas porque agora não precisam mais se preocupar em "esconderem" as coisas do segundo piloto. 
Quanto às boas novas: é bacana que a Alpha Tauri se coloque entre os 10 primeiros, pelo menos com um dos carros, no modo "estamos aqui!".
A Alfa Romeo melhorou, isso é muito bom e torço para que permaneça em constante evolução. Nesse caso, a Haas dá sinais de ser a última e pior equipe de todas.

Ainda que a Red Bull se mostre um pouco mais próxima da Mercedes e isso ser um alento para quem achava que a Mercedes venceria o campeonato com cinco corridas de antecedência mais ou menos, pode ser que isso seja uma coisa a ser repensada. Haverá mais dificuldade para a Mercedes, mas ainda não é a derrocada ou crise que pintaram por aí. 

Tanto que dizer que a Mercedes é inferior é uma bobagem das grandes (e baseando-se apenas em uma só etapa) é que se assim fosse, Valtteri Bottas não tivesse feito uma sólida corrida e marcado a volta rápida.
Como é que se abre o campeonato, na frente, com um só piloto de suporte e um carro inferior, é uma das coisas que faz muita gente ficar que nem a Nazaré confusa:

Assim, o campeonato de construtores não começou dentro das expectativas dos "especialistas" de plantão. E eu que fui trouxa em seguir alguns comentários para traçar as minhas previsões, dei com os "burros n'água" em relação ao que esperava que fosse a Aston Martin e talvez a Alpine (mas nesse caso, não cravo que, longo da temporada, não ocorra alguma evolução em ambas equipes): 


Os 10 primeiros pilotos a marcarem pontos seguem na tabela abaixo que virá, toda corrida, completa até o último colocado, nas próximas edições. No final do ano, colocamos todas juntas para termos uma dimensão do que mudou do que parecia soar que fosse assim antes de chegarmos ao final da temporada, e etc.

Pode ser que em 2021 a gente se delicie com uma disputa grande para o vice colocado - algo que, no ano passado, ficou claro que, mesmo que Verstappen tivesse um carro inferior, ele quase, por pouco, não superou o Bottas. As pessoas atribuem à fraqueza do finlandês, mas a verdade é que Verstappen é muito bom, e melhor até que o Hamilton. Isso se vê, observando os detalhes.
Dá para contar com isso como novidade e empolgação.
É uma pena que Bottas não tenha equipe de apoio ou a situação poderia ficar realmente interessante. No entanto, a prioridade da Mercedes é tomar conta do octa de Hamilton e garantir que ele vença mais um ano. Bottas, se alguma vez foi considerado por eles, não está na lista de preocupações em 2021.

Já dou início à minha campanha de chamar Lewis de octacampeão nas próximas postagens. Não resta dúvidas de que ele conquistará mais um título pela Mãecedes. 

Sobre a terceira força é bacana que seja o retorno da McLaren. Preferiria que a Ferrari não retornasse tão fácil à ter resultados promissores. A lógica que manda é que pode torcer contra um piloto russo ou piloto que disse algo que te desagradou, mas torcer para contra uma equipe que não é do tipo fairplay, aí é fora de cogitação! Parece que estamos até falando de Big Brother, não de um esporte...
Quanto às equipes que não comentei muito, faltou dizer que é uma decepção que o carro mais bonito do grid, ainda não tenha dado as caras, mas espero que a Aston Martin apareça melhor nas próximas corridas, mas não aposto mais em pódio à não ser para o filho do dono, Lance Stroll, e ainda por circunstâncias diversas. 
Quanto a Haas, a tendência é que ela seja pior em resultados até mesmo que a Williams. No que depender de Mazepin, o cheque do seu pai será mais usado para consertar o seu carro do que para evoluir a equipe. Pobre Mick Schumacher que caiu nessa teia. 

Próxima etapa é ainda, no dia 18, isto é, sem ser neste, no próximo fim de semana. 
Voltaremos a nos encontrar antes disso!

Abraços afáveis e cuidem-se!

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Notas Ácidas (ou não) da F1 (1)

Pensaram que eu os abandonei? Não, não... Tive uma semana acumulada de afazeres acadêmicos, mas deixei vocês em boas mãos: O texto do Ron Groo deve ter agradado vocês na medida certa para não sentirem falta dos meus comentários jocosos sobre a primeira etapa da F1. ...
No entanto, eu não consigo deixar de comentar umas coisinhas à respeito do primeiro GP da temporada 2021. 
Prometo fazer jus ao título e fazer notas mesmo!

Nota 1:

Mesmo que o Nelson Piquet tenha falado em entrevista na nova casa da F1 na TV aberta (a Band) que estava feliz em ver o pessoal lá, largando a "Globo Lixo"...
Bem... Ainda que a emissora não possa ser absolvida destes termos baixos, fato é que - como se esperava - a transmissão da Band pode até ser mais comprometida com a categoria, com entrevistas exclusivas, e uma cobertura bem eficaz. Porém, quantidade não é sinônimo de qualidade. Basicamente foi a mesma coisa que a Globo vinha fazendo (mesmo que de forma reduzida) sobretudo no que diz respeito à qualidade de informações. 
Não demorou muito tempo para que eu torcesse o nariz para algum comentário ou não ficasse com o coração acelerado enquanto transmitiam treinos livres, classificação ou corrida. Nestes último caso, meu coração não acelerou por conta de ultrapassagens ou voltas rápidas dos carrinhos em pista, mas sim, pelo baita stress causados pelos gritos do narrador. 


Tradução livre: "Chega!"

Nota 2:

Ainda sobre a transmissão, nem tudo é comentário negativo: por sorte temos uma equipe competente para fazer as coisas acontecerem e colocarem pingos nos is nas informações que realmente são importantes. Esse parece ser o caso de Felipe Giaffone no estúdio, Mariana Becker e Julianne Cerasoli no paddock. 
Felizmente eles são parte de um todo e que, na calma e informação, eles acalentam o nervos acelerados para... Bem... Para nada.

Nota 3:

"Para nada"? Oras, estou ficando maluca? A corrida foi ótima, com muitas disputas bacanas e até uma baita ultrapassagem nas voltas finais que determinariam a liderança!
Eu poderia até concordar plenamente se não tivesse, logo depois do undercut promovido pela Mercedes, previsto o resultado final. Houveram umas disputas bacanas de meio e fim de grid que deixaram a gente satisfeita. "Pero no mucho". 

Seria triunfal, entendem? Depois de uma pré temporada soando como se passassem por uma crise, era previsível que a Mercedes tentasse artimanhas nas primeiras etapas, depois de se verem sem pole position fácil e gestada nos Treinos Livres.
Nas corridas, eles fariam qualquer coisa em termos de estratégicas que denotassem "falta de rendimento", mas teriam uma "carta na manga", um grande diferencial: o piloto!

Logo após o undercut da Mercedes, minha mãe virou para mim e disse: "Não é possível que vai dar Hamilton de novo!?"
A resposta foi a seguinte: "Claro que vai. No fim, o Verstappen vai se aproximar e vai haver disputa. Duas coisas podem acontecer: ou Max vai perder o traçado e sair da pista precisando devolver a posição, ou vai haver um toque e Max vai levar a pior - ou por punição, ou por quebrar alguma coisa no carro."

Ela duvidou. 

Eu não.

Nota 4: 

Interessante que, depois da Mariana Becker comentar, após a ultrapassagem de Sebastian Vettel em Fernando Alonso, que Seb sempre gostou de disputar posição com o Alonso, pois o espanhol dava o espaço exato para que a disputa fosse dura, mas limpa.
Engraçado também que realmente, não me lembro do Alonso não dar espaços para seus adversários em pista. No entanto, ele é o velho chato e arrogante que está de volta aí, sabe Deus para quê.

Isso tudo nos leva a pensar o outro lado: estão numa boa a saber que a curva 4 é um ponto em que podem escapar 29 vezes do extra pista. Podem até usar disso para fecharem os adversários, provocando a saída da pista numa ultrapassagem. Agindo dessa forma, a fama fica ruim para o adversário que teria "se beneficiado do extra pista para conseguir a ultrapassagem". 

Imaginando o cenário, não seria assim que o jovem e impetuoso piloto Max Vertappen da Red Bull conseguiria superar um heptacampeão mundial como Lewis Hamilton.

A narrativa estava se montando, percebem?

Nota 5: 

Que narrativa seria essa? Oras, a de que a Mercedes não tem o melhor carro e que o diferencial é o piloto do carro 44. 
Lembram que comentei que a Mercedes estava só preparando terreno nos testes pré temporada? Está lá no post de apresentação dos carros.
Era fato que eles estavam escondendo o jogo, fazendo um teatrinho. Se desse algo errado, bastava deixar que uma das equipes se aproximassem deles (no caso, a Red Bull) e apostassem todas as suas fichas para chegarem no limite e começarem na frente. Isso deveria ser feito logo, antes que eles "descobrissem" o que estava "dando de errado" e resolvessem "o problema" num passe de mágica.

A mágica virou, para a mídia especializada, um toque do feiticeiro Lewis Hamilton. E essa é a narrativa vigente que perdura, e até, nos embrutece, afinal é um falácia.
Eu até entendo porque isso acontece. Somos, constituição, propensos à paixões cegas. E é mais fácil confiar que não está rolando um jogo de enganação e optamos, inconscientemente, pela "suspensão da descrença" total em relação aos ilusionistas da Mercedes. Faz o espetáculo ser mais emocionante!

Podem conferir: Logo depois da corrida, orgásmicos tweets diziam que "nunca foi só o carro" e que a Red Bull pode ter o melhor carro da temporada, mas ela não tem o Hamilton.
Analistas sacaram as suas análises "Como Hamilton venceu com um carro inferior", enaltecendo o octacampeão mundial.
O octa, inclusive, já usa e abusa do novo-velho discurso: "quer calar os críticos".
Quem são eles, se não um pequeno grupo sem importância? 

Alguns poucos até colocaram os termos de que a Red Bull se aproximou da Mercedes, mas ainda não era superior. De que adianta? O destaque dos portais é sempre outro lado. A Red Bull estava muito mais forte e já sacavam a chamada: a equipe vai vir superior nas próximas etapas. 


Torcemos para que isso aconteça, mas nem dá para criar expectativa de que vai ser um ano "diferentão".
Faltam 22 corridas...

Nota 6:

Por falar em longa temporada, sugiro que Nikita Mazepin faça um banho de sal grosso antes de entrar novamente no carro da Haas. A praga está correndo forte e o que é pior: não é nem pela sua suposta falta de qualidade enquanto piloto. Tomaram implicância por seu caráter (supostamente) nocivo. 
Ééééé... O que se publica nas redes sociais ecoa na eternidade é o novo "o que os olhos não veem..."

Nota 7:

Por falar em praga, a Ferrari ainda guardou uma das grandes na mala de partida de Sebastian Vettel e sem perceber, ele deixou ela escapar na Aston Martin e ela sempre volta para ele, seguindo seu cheiro.
Por ter saído da equipe também tirou dele certa "imunidade" por vestir vermelho. Seb tomou punições e 5 pontos na carteira em dois dias. Todos os erros cometidos foram admitidos pelo piloto e nem assim, as decisões foram abrandadas... 

Tradução livre: "Eu não devo mostrar misericórdia"

Nota 8:

Essa vai em tom de pergunta: porque é que Sérgio Pérez, Daniel Ricciardo e Carlos Sainz tem as suas performances ditas como um pouco ruins em relação aos companheiros, por estarem "em adaptação" com os novos carros, mas isso não se aplica para o caso de Sebastian Vettel?
Aceitaria se a resposta fosse que estes tiveram performances muito melhores que a do alemão. Mas eu sei que não é isso. Em uma só corrida, já se coloca na mesa que o problema não é o carro, mas Sebastian em si. 

Implicância pura e simples? Sim ou com certeza?

É fato que Vettel tem errado mais do que deveria, mas as críticas e a depreciação em relação ao seu talento estão muito além do bom senso. Existe uma explicação lógica para as falhas na primeira etapa e sim, deve-se levar em consideração a adaptação, o pouco tempo de ajustes na pré temporada e principalmente, o resultado da corrida está relacionado ao mesmo problema que enfrentava na Ferrari: a traseira da Aston Martin é instável. 
Mas parece que dar chances para Seb se reencontrar é muito difícil e dói. 

Nota 9:

Ainda dentro do assunto performance: O que dizer então, de Esteban Ocon ter apresentado resultados muito inferiores em relação aos de Fernando Alonso? Tanto em classificação quanto corrida, o francês deixou a desejar.
Apesar do espanhol ter se retirado com problemas no freios da corrida do Bahrein, Ocon não fez nada mais de especial e ainda poderia ter uma boa desculpa para o fracasso: ter sido atingido por Vettel quase ao fim da corrida.
Baita decepção esse Ocon, heim? ...


... O que não é novidade nenhuma...

Nota 10:

Grandes momentos merecem destaque, então, reservei os comentários finais, aqui na última nota.

A Alfa Romeo esteve muito melhor em relação ao ano passado (tomara que continue assim) e Yuki Tsunoda criando uma hype danada em torno dele.
O pequeno ser parece realmente bom, desmistificando toda a fama de asiáticos na F1, com uma só corrida.

No entanto, ainda temos muito chão aí: são 22 corridas ainda para acontecerem. A melhora da Alfa Romeo pode ainda da em nada (na torcida por não ser bem assim). 
Quanto ao Tsunoda, sou partidária de dar tempo ao tempo, mas a dupla da Alpha Tauri parece bem bacana e digna de observação constante.

Nesse contexto, era para estarem falando muito bem de Mick Schumacher, mas aquilo que se previa em relação à ele, já começa a dar os seus primeiros sinais na mídia especializada: Se comenta que ele não é bom quanto o pai e que teve uma estreia morna tendendo ao decepcionante.
Aqui, eu me nego a bater tambor para maluco que exige que a sua performance seja extraordinária à bordo de uma Haas. 

Tradução do cartaz: "Nervosa"

Comentem o que escapou das minhas notas e que acham que foi importante que mencionasse aqui!
Abraços afáveis e cuidem-se!!

segunda-feira, 29 de março de 2021

Temporada 2021: Greande Prêmio do Bahrein

Aconteceu, ontem, a primeira corrida do ano de 2021!
Foi um fim de semana empolgante e a corrida, cheia de detalhes... Para abrir com chave de ouro, as colunas pós corrida da temporada aqui na página, convidei meu amigo de longa data, Ron Groo, para escrever um texto bacana para mim. E ficou ótimo, como eu já esperava que fosse. ^^
Confiram!

***
Grande Prêmio do Bahrein - por Ron Groo

Era uma vez uma categoria de automobilismo que vinha sob um domínio massacrante de uma equipe.
Equipe essa que tinha apenas um piloto e não precisava de mais...
Ganhava corridas com larga vantagem, sem oposição imediata e nenhuma sombra sobre seu horizonte.
Seu piloto, quebrando recordes atrás de recordes, já começava a ser questionado: “-E se tiver um adversário à altura?”.
O fato é que sim, ele tinha adversários à altura, mas infelizmente, o carro dele não.
Bastou uma pequena mudança no regulamento ao fim da temporada 2020 para que os outros diminuíssem um pouco a distância para o carro multivencedor.
E quer saber? Foi o bastante.

A Mercedes não andou para trás como dizem.
Continua um carro rápido, confiável e vencedor.
Para se ter uma ideia, apenas uma equipe conseguiu encostar nela em termos de performance na corrida de abertura de 2021: a Red Bull.
Ainda que as distâncias em termos de tempo na qualificação tenham ficado apertado entre vários times, na corrida (que é o que importa) o ritmo garantiu – com folga – que o time alemão ficasse na frente de quase todos.
Quase?
Quase... Porque faltou falar sobre isso com Max Verstappen.

O holandês dominou os treinos, fez a pole, largou na frente e ficou lá até tomar o undercut do Hamilton.
Mas com o carro bem ajeitado e o arrojo de sempre, ainda contou com mais um dia normal na vida do companheiro de equipe do Hamilton para garantir que a briga ficasse apenas entre cachorros grandes.
A estratégia estranha de paradas da Red Bull foi que garantiu a emoção no fim da prova.
Como nos velhos tempos, diferença sendo tirada  na pista segundo à segundo com tempo para encostar no líder e com voltas suficientes para garantir um bom pega com uma ultrapassagem segura.
Infelizmente, a ultrapassagem não foi segura e teve problemas com track limits, mas não apagou o brilho da disputa. Embora lhe tenha custado a vitória.
Se o fim trouxe o cara de sempre ganhando, o meio mostrou que as forças se equilibraram.
Mais um detalhe... 
Sérgio Perez ficou parado no fim da reta na volta de instalação, isso fez com que a corrida caísse de 57 para 56 voltas.
Será que com uma volta a mais o Max não teria ultrapassado o Lewis?

Mas a corrida não se limitou à briga entre os dois ponteiros e nem à burrice do segundo piloto do carro preto...
As diversas ultrapassagens no pelotão intermediário (o tempo todo), as performances bacanas do retornante Fernando Alonso (abandono por falta de freio), de Kimi Raikkonen (11, apesar do carro), Sérgio Perez (quinto, mesmo largando dos boxes.), Leclerc e sua Ferrari...
As performances seguras e constantes das duas McLaren e das Alpha Tauri também animam.
Mas no quesito estreia de respeito tem que se falar obrigatoriamente do japonês Yuki “Tsuname” Tsunoda.
Nunca um nipônico estrou tão bem na categoria, sem desconfianças e com um resultado tão bom: nono lugar e dois pontos.
Já o piloto russo... Bom, que trouxa! Eu ia dar zero para ele, mas ele mesmo se deu o fim de semana todo. Rodou em todos os treinos, na corrida, no banheiro depois que abandonou... Se não fosse o patrocinador master do time, não chegaria ao meio da temporada.
Sem “se”, sem “mas”. Foi um Corrida com C maiúsculo e um final de prender o folego.
Um segundo round para daqui quinze dias na pista um tanto apertada (e ultrapassada para os F1 atuais) de Ímola. 

***

Eis o resumo mais que perfeito para nossa página! Os textos do Ron sempre são diretos ao ponto e recheados de verdades. É o meu presente para vocês, fã do automobilismo e que acompanham a minha página, mesmo com a minha ranhetice escorrendo pelos textos que posto.
No entanto, já prometi não estressar e me controlar. Ao longo da semana, faço minhas notinhas e posto um infográfico do Grande Prêmio. 
Deixo aqui o meu muito obrigada ao Ron Groo por mais esse favor (essa semana estou devendo ele 'muitão' pelas ajudas!)

Feliz temporada nova, meu povo!
Abraços afáveis!

quinta-feira, 25 de março de 2021

Carros e Pilotos da Fórmula 1 em 2021 - Parte C: Equipes de Ponta

Chegamos ao fim das apresentações com as últimas equipes, as "de ponta". Talvez esse momento tenha sido muito aguardado, ao longo do dia. Ou não! Vocês sabem mais (e melhor do que eu) boa parte do que será relatado, aqui, imediatamente. 

► McLaren


Carro: MCL35M - Motor: Mercedes. 
Começando por aquela que acabou sendo a terceira força do ano passado e deu muitos sinais de que está voltando à velha McLaren de tradição da categoria depois de quase 10 anos em queda. 
Em 2021, o olhar para eles justifica porque os deixei para o post de equipes de ponta: eles fecharam um acordo importante e voltarão a usar motor Mercedes. 
É por isso que a mudança do carro, não parece visivelmente muito diferente em relação ao ano passado. A aposta dos desenvolvedores foi adaptar ao "novo" motor. 
Agora vai? Ainda não sabemos. Uma projeção (talvez muito "tiro no escuro") é que a McLaren disputará a terceira colocação de construtores com a Aston Martin. 

Em termos estéticos, eu até gostava do lance laranja e um toque de azul. Mas agora, não mais. Não deveria dizer, mas esse é o terceiro carro mais feio do grid, para mim. O outro, com certeza é o da Ferrari.

Achei a apresentação do carro também, muito enjoadinha. Houve um "arquivo confidencial" para o novo membro e uma brincadeira envolvendo música e estúdio um tanto vexatório. Aí, apareceu o carro e a gente fez cara de "tudo isso para a mesma coisa do ano passado?"





Mas não deve ser isso. Deixo para o olho clínico de vocês apontarem as melhorias e o que pode não dar certo...

Dupla de pilotos da McLaren: Lando Norris (4) e Daniel Ricciardo (5)

Lando está entrando no seu terceiro ano de piloto da equipe. Foi escolhido logo que a McLaren começou a retomar o jeitão das competições. 
Quando ele virou piloto oficial, por exemplo, em 2019, a equipe vinha de um 2018 em que foram a sexta força do campeonato. Em 2019, firmaram o quarto lugar no campeonato de construtores. 
2020 então, foi divisor de águas, e Norris teve algumas dificuldades para acompanhar Carlos Sainz, sobretudo em ritmo de corrida - pois aos sábados, eles ficaram quase que empatados. O ano anterior pode ser considerado um ano de muita aprendizagem... No entanto...

Desafio de Lando em 2021: Agora, ele terá um dos melhores pilotos do grid (e também um dos mais simpáticos) como companheiro de equipe. O esforço deverá ser dobrado ou corre o risco de ser ofuscado diante de Daniel Ricciardo.

PS: Em termos de declarações, é o seguinte - Lando não é mais um menino. Deve assumir as suas falas e pensar antes no que elas implicam. Pedir desculpas e depois sinalizar que foi tratado injustamente e ainda, criticar outros pilotos - de personalidade - do grid, como exemplos de figuras que são consideradas "engraçadas", não é bacana e muito pior do que se tivesse mantido a fala "ofensiva" sem retratação. Deve tomar uma postura mais enfática e escolher a melhor forma de dizer o que pensa, ou se abster.
Sobre alguma coisa relacionada à alguma fala de teor misógino, recentemente... Já vimos esse filme. Não significa nada além de um costume que vai demorar muito para derrubarmos. Não será da noite para o dia, mas deve ter um embasamento menos raso do que só o acusatório. Para finalizar: decepciona, mas não surpreende. 

Daniel Ricciardo estreou na F1 em 2011, pela Toro Rosso. 
Em 2014, subiu para a Red Bull e dizem por aí que foi o motivo principal da saída de Sebastian Vettel de lá, pois teria sido (há controvérsias com o termo) "engolido" pelo australiano.
O casamento durou um tempo, mas não rendeu títulos: os melhores resultados foram dois terceiros lugares, em 2014 e 2016.
Em 2018, ele anunciou a ida para a Renault. e por lá ficou até o ano passado.
Sempre muito bom - ou é porque gostamos dele, e não enxergamos defeitos? - Ricciardo parece que vai se dar muito bem na McLaren, mesmo que o carro não seja lá essas coisas.
Veio para completar na equipe, depois da saída de Carlos Sainz Jr. - outro que também já trocou de equipe, pela quarta vez. 

Desafio para Ricciardo em 2021: Se adaptar à McLaren, continuar o bom trabalho oferecendo sólidos resultados. Não parece ser difícil para ele, não é? 

Pilotos reserva da McLaren: o belga, Stoffel Vandoorne - que já foi piloto da McLaren em 2016, na corrida do Bahrein, substituindo Fernando Alonso que havia sofrido um acidente no GP anterior. Em 2017 e 2018 foi piloto oficial, não sendo considerado para uma chance sem viver na sombra do espanhol bicampeão. Atualmente ele disputa o campeonato de Fórmula E na equipe Mercedes EQ- Fromula E Team.
Outro piloto que pode ser reserva é Nick de Vries, inclusive, companheiro de Stoffel na mesma equipe da Fórmula E. Na Fórmula 2, ele foi o quarto colocado em 2018, correndo pela Prema Racing. Em 2019 correu pela ART Racing. 

► Red Bull


Carro: RB16B - Motor: Honda
Forçando na tradição, a Red Bull não se preocupa em mudar o visual, apostando nas melhorias do que não deu certo no ano anterior, reforçando e atualizando aquilo que deu. No caso, depois do que vimos em 2020, pode ser que agora, eles realmente venham muito fortes, a ponto de deixar o pessoal da Mercedes de orelhas em pé. 
Além disso, atualizaram o motor Honda, que precisa funcionara com os conceitos da equipe melhor do que tivera funcionado na McLaren, por exemplo. O problema deles, talvez nunca tenha sido a Honda e sim o carro. Com isso pensado, eles apostaram fichar os pontos que comportavam mal em 2020 para não acontecer o mesmo em 2021. 


A frente do carro, para esse ano, por exemplo, parece o da Mercedes. Outro fator que buscaram fazer para combater a equipe papa-tudo, é conseguir resultados também com o seu segundo piloto. Por isso, foram atrás de alguém de fora da escola RBR, como fizeram quando contrataram ark Webber, no passado. 
Ele nunca foi solução para sustentar a Red Bull na frente das demais. Tanto que nem sequer foi vice quando Sebastian Vettel foi campeão 4 vezes com o mesmo carro. Mas, pode ser apenas um detalhe essa ideia toda...

Pilotos da Red Bull: Max Verstappen (33) e Sérgio Pérez (11)

Max é do tipo de piloto que fala muito o que pensa e irrita um pessoal na mesma medida. Mas o cara faz. E não dá para negar que ele é uma das melhores coisas que apareceu nessa era híbrida da F1.

Ele é rápido, ele é agressivo (e em alguns momentos, passa da conta)... Mas faz jus a ser mantido na equipe e, por não baixar a orelha para nenhum companheiro,, não deve fazer isso agora que tem um do tipo "experiente". Diga-se de passagem o fato de ter entrado muito jovem na categoria, não é fator que depôs contra. Quando mudou-se para a Red Bull no meio da temporada em 2016 e ficou em quinto na classificação geral, era o seu segundo ano na F1 e isso era um feito notável.

Não estão convencidos? O cara foi o terceiro por 2 anos consecutivos, perdendo só para os caras da Mercedes. Você pode não gostar de sua pessoa, mas não dá para dizer que não é bom piloto. 
E não é uma questão de proteção da RBR: simplesmente se não tiver um carro competitivo, ele sai. Mas ele tem que fazer o dele. E nesse tempo todo, ele está fazendo.
Em 2020, por exemplo, ele somou 214 pontos, apenas de 9 pontos para Valtteri Bottas, na Mercedes.

Desafio de Max para 2021: Precisa manter o bom nível e fazer um bocado mais para dar uma canseira na Mercedes, Ah, claro, vai ser uma prova de fogo também - é a primeira vez que vai ter um piloto muito experiente como companheiro (no entanto, não é melhor...)

Pérez ficou com cara que ficaria à pé ano passado. Mas a sorte sorri muito para esse mexicano: outros pilotos, até melhores, nunca tiveram duas chances boas de se manterem na categoria. O que muita gente atribui à talento, pode ser mais pelo dinheiro que carrega de patrocínio.

Esse caso, não parece ter sido o mote da Red Bull. Ela, em tese, estaria à caça de alguém que marque pontos próximo do nível  que Max, para rivalizar a Mercedes de forma efetiva. Desde Daniel Ricciardo, eles não tiveram segundo cara à altura. Podem até ter tido, mas a cobrança por grandes resultados, fizeram Daniil Kvyat, Pierre Gasly e por último, Alexander Albon, ficar atônitos. Contraproducente, não concordam?

Eu não sou fã de Sérgio Pérez. Mas é isso: Ele foi promessa na Sauber, por isso, ganhou vaga na McLaren quando ainda era boa - não fez nada que fosse assim "especial" por lá. Saiu para correr na Force India e foi dispensado da mesma (com nome de Racing Point e com outros donos), no ano passado. E com ele, levou dinheiro embora que sr. Lawrence Stroll pode "desprezar". 

Desafio de Pérez para 2021: Mostrar que foi uma escolha acertada da Red Bull, e dar muitos pontos para a equipe ser um verdadeiro incômodo para a Mercedes. (E me convencer, de uma vez por todas, que é bom mesmo, que nem os especialistas apontam...).

Piloto reserva: Alexander Albon. O bônus de ter sido dispensado, é prestar serviços à eles e também, à equipe B, a Alpha Tauri.

► Mercedes


Carro: W12 - Motor: Qual será? Não tenho ideia...
Os "bonitões da bala chita" começaram assim: fizeram mistério sobre o carro para ninguém "copiar" suas inovações. Ninguém criticou.
Nos testes de pré-temporada, mostrou alguns problemas que deixou todo mundo tenso. Ninguém aprendeu ainda que isso é uma tática velha de "sandbagging". 
"Ah, mas desta vez, está esquisito..." 
Pode ser. Meus palpites? 

a) Como o discurso dos problemas nos testes antes do início da temporada já estava manjado, decidiram fazer algo mais intenso, para ver se o pessoal cairia de novo;
b) Fingindo problemas, é mais fácil lidar com os adversários (que ficam "relaxados", achando que eles realmente tem problemas) e também, escondem os pulos do gato que vão implementar nos carros (sobretudo o 44) durante a temporada;
c) Simularam os possíveis problemas para estarem precavidos durante todo o 2021.

Só vamos confirmar um destes pontos, no sábado e no domingo. Lá na terceira etapa, a gente confirma todas as três.




Apesar do verde com preto ter ficado lindo no ano passado, esse cinza claro na traseira e esse vermelho combinado deixou bem feio. Top 3 carros feios: 3 - McLaren, 2 - Mercedes, e claro, disparada, 1 - Ferrari.

Sim, a Mercedes é favorita. 
Sim, acho que 2021 vai "dar bom" para a equipe e sim, é octa do Hamilton, sem dúvidas. 
Adoraria dizer que estou errando, mas a única coisa que me move a assistir a nova temporada é acreditar que, pelo menos, pode ser que não seja muito fácil para a Mercedes esse ano. 
Agarrada a isso, dá até para confiar, por exemplo que, Lewis não vencerá com 5 corridas de antecedência. Será na penúltima e ele ainda via usar essa "demora" como justificativa para exigir mais coisas na renovação de contrato. 

Pilotos da Mercedes: Lewis Hamilton (44) e Valtteri Bottas (77)

Agora que vocês conhecem o Valtteri Viktor Bottas intimamente (que assistiu Drive To Survive sabe do que estou falando) pode até ser que tenham criado elos afetivos e simpatia pelo moço de bela voz. (Ainda estou pensando se vou incluir "bela bunda" para me referir à ele, mas isso é palhaçada já... )
Falando sério: Bottas, desde que chegou na Mercedes, ele tenta, mas não adianta - ele não tem o carinho da equipe que Nico Rosberg tinha a seu favor. Depois que o alemão fez, em 2016, duvido que qualquer um tivesse chances de rivalizar o Blessed Man, Big Lewis lá dentro.

Está certo que aprece que ele é pouco combativo. Parece ainda que é ruim. Mas acho que só parece. 
Por mais que ele não seja meu finlandês favorito, sinto que devo dar créditos à ele: não é mau piloto. Só cortam as asinhas dele, o tempo todo pela bancada de proteção do octacampeão mundial.

Desafio de Bottas em 2021: Em 2020, ele bateu de frente com a equipe algumas vezes. Deixou no ar que ele não é prioridade e sequer são interessados no que ele faz para Toto Wolff e cia. Em 2021, ele precisa deixar isso às claras. E atacar Hamilton quando puder, sem pedir "permissão". Se não puder, que deixe rádios evasivos que indiquem esse impedimento como ordem de cima. Ninguém gosta de ordem de equipe... (Ou ninguém deveria gostar...)

O Drama Queen, quer dizer, a Prima Donna... Desculpem, o Blessed... Gente!!!! Lewis Hamilton - agora acertei! -  está indo para seu 14º ano na F1 e seu 8º título da carreira.
E não tem essa de "ou não". Ele é o único que pode contar com o ovo dentro da galinha. Assinou mais um ano porque tem garantias disso. 
Não me venham com essa! A única dúvida dele é para 2022. 

Já estou até antevendo ele discursando que está com dificuldades de guiar o carro para sinalizar que a pole, a vitória ou o recorde batido, teve um sabor especial.
E vai ter gente de novo, falando que ele é o Maior e o Melhor da F1 sem dúvidas. 

Desafio de Hamilton em 2021: Não existe. Ele é quem desafia o desafio, e não o contrário. 
O cara é perfeito!

Piloto reserva da Mercedes: era o Stoffel Vandoorne. Mas pode ser o George Russell também, como não oficial, já que desconsideraram essa possibilidade no ano passado. 

Por fim, as minhas apostas do ano, brevemente, para fechar é o seguinte: Creio que a Mercedes experimentará uma dificuldade pequena esse ano. Não a ponto de causar desespero, mas o suficiente para nos dar chances de ver "coisa nova" acontecendo.
Acredito que haverá umas dobradinhas e até vitórias do Bottas. Talvez até, mais poles do finlandês, em relação à 2020. Mas Lewis seguirá superior.
Quando a Red Bull, creio que se aproximará forte da Mercedes. E deve ser importante a participação do Pérez nesse sentido. Mas Verstappen deve ser, de novo, superior apesar da "experiência" do mexicano.
Quanto à terceira força, torço para que seja a Aston Martin. Mas pode ser a McLaren também, ou até a Alpha Tauri... Só dispenso que seja a Ferrari. Eles precisam de mais um ano de meio de grid para tomarem vergonha na cara. Mas isso pode não acontecer e tenho plena consciência disso.

Quanto a pilotos: torço muito pelo retorno do velho Vettel, que Kimi faça boas corridas e que Ricciardo se dê bem na nova casa. Também torço para que Verstappen quebre a hegemonia da Mercedes mais vezes e que Mick Schumacher se dê bem no seu ano de estria, apesar das adversidades. 

Se faltar algum comentário, acrescento no próximo post. 
Antes de terminar, uma sugestão de leitura, para quem ainda não leu: Meu amigo Marcio Kohara fez um texto sobre a nova fase da Fórmula 1 na Band - isto é, na TV aberta - e sobre a categoria. Um texto muito bom que eu vou linkar aqui novamente, pois é importante que leiam pois corrobora com o que eu penso sobre a atual F1: Sobre a F1 atual e sobre a F1 na TV aberta

Estou com umas ideias e projetos. É possível que mudaremos algumas coisas por aqui. Mas não vou prometer nada. Dependo de um acerto para poder contar para vocês.
No mais, agradeço quem passou por aqui e dividiu o dia 25 de março comigo. Obrigada mesmo!
Comentem o que quiserem e puderem. Eu gosto muito de "ouvir" vocês também!

Abraços afáveis e fiquem bem! It's race week!!!!

Carros e Pilotos da Fórmula 1 em 2021 - Parte B: Equipes de Meio de Grid

Depois do almoço, temos agora mais 4 equipes para comentarmos e darmos continuidade ao que inciamos hoje pela manhã.
Em tese, a parte B são as que ficarão no meio do grid em 2021. Alguma delas pode se destacar bastante, a ponto de disputar até mesmo, a terceira grande força do ano. Apostas? 

► Alpha Tauri


Carro: AT02 - Motor: Honda
Sétima colocada no ano passado, a Alpha Tauri apareceu batizada com outro nome e foi assunto em Monza, com a vitória surpreendente de Pierre Gasly.
Para 2021, pode ser uma das equipes que menos temos o que dizer se as formulações irão funcionar ou não. Acho que é melhor vocês lerem o que a Julianne Cerasoli comenta sobre a equipe para entender as questões mecânicas da ex Toro Rosso e entenderem porque pode ser que fiquem que nem cachorros caídos de mudança ou não durante a temporada: clique aqui para ler a matéria sugerida. 
A meta é começar a alçar a equipe para sexto ou até mesmo, quinto lugar no campeonato de construtores. Para isso, apostam em pilotos novos - tanto de idade, quanto na categoria. 

Em termos estéticos, a equipe postou num azul escuro muito bonito com branco e acabou sendo um dos mais bonitos do grid, superando a Alfa Romeo (na minha opinião). Essas duas estão no Top 3 das mais bonitas. 

Dupla de pilotos: Pierre Gasly (10) e Yuki Tsunoda (22).

Pierre Gasly tem uma trajetória de idas e vindas:
Está na F1 desde 2017 como piloto reserva; passou a ser piloto oficial da Toro Rosso em 2018 e no meio da temporada foi anunciado que na temporada seguinte, iria para a Red Bull se tornando companheiro de Max Verstappen. Isso indicava que tinha feito um bom trabalho na equipe B e então, tinha uma chance melhor.
Em 2019, tudo mudou: em meados de agosto ele foi rebaixado para a Toro Rosso, sob a justificativa que seu desempenho não era o que esperavam. Subiram Alexander Albon para ser companheiro de Max, e Pierre foi se juntar a Daniil Kvyat que também já tinha sofrido um rebaixamento em detrimento de Verstappen.
Em 2020, Gasly conquistou a sua primeira vitória na carreira, em Monza. Com ela, especularam que ele subisse para a Red Bull de volta. ... Algo que não aconteceu, nem mesmo com a insatisfação na RBR em relação à Alex Albon.

Mantido na equipe, o desafio de Pierre para 2021 é um só: ser o dono do pedaço; usar a sua experiência para liderar a equipe diante do novato Yuki Tsunoda.

PS: Não consegui uma foto "oficial" chiquetosa do Pierre, assim como não consegui do George Russell no post passado. Acabei usando uma da "livery" da Alpha Tauri. Se alguém tiver alguma aí, de 2021, manda para mim, nos comentários, por obséquio?


Yuki Tsunoda não vai apresentar o Bom Dia e cia da SBT, nem está na F1 para "crescer". 
Chega de piadas... O japonezinho foi contratado pela Alpha Tauri depois de chamar atenção no campeonato da Fórmula 2 em 2020. Ele competia pela equipe britânica Carlin e foi o terceiro colocado na temporada!!
Além disso, deve ser um divisor de águas com relação ao comportamento do motor Honda. 

Yuki é o primeiro piloto nascido nos anos 2000 no grid, o que faz com que os nossos cabelos brancos se multipliquem por 2, instantaneamente.

Desafio de Tsunoda em 2021: chamar a atenção pelo talento e não pela estatura (rsrsrs, não resisti!) e mudar a fama dos fãs da F1 mais antigos em relação à pilotos japoneses. 'Cês sabem, não precisa explicar. Ou precisa?

Piloto reserva: Alexander Albon! Caso grave: estava na Red Bull e não foi nem rebaixado. Virou reserva imediato. Mas, pelo menos está empregado...

► Ferrari


Carro: SF21 - Motor: Adivinhem!
É bem possível que a Ferrari, depois de 2020, tenha chutado o pau da barraca. Nada, absolutamente nada justifica essa pintura horrorosa e essa falta de qualidade no photoshop das fotos. Que pouco caso é esse, meu povo?!
Se a coisa está nesses moldes para releases de carro e fotos dos pilotos, não dá para esperar que a temporada seja melhor que 2020. Eu já estou achando que se for a mesma coisa, já é lucro.

Não que eu me importe: nada me pede para prestar atenção na Ferrari. Gostava do Charles Leclerc, mas perdeu muito do encanto. Nunca fui interessada no Carlos Sainz Jr., substituo de Sebastian Vettel. Agora, passo a ter pena dele por ter caído na conversa do pessoal da Scuderia. 
Sem ligação com Räikkönen (ou Vettel, das quais tenho simpatia), passaram a ser irrelevantes para mim.

Há mudanças importantes no bico do carro e a traseira parece mais estreita. O que salta aos olhos é esse degradê fajuto da pintura e o verde da patrocinadora Mission que ficou deslocado. Não queria dizer isso, mas é um dos TOP 3 carros mais feios da temporada, sem dúvidas.



Dupla de pilotos: Charles Leclerc (16) e Carlos Sainz Jr. (55)

Leclerc em dois anos de Ferrari, desbancou Vettel em um piscar de olhos: Encantou e arrebatou o pessoal da equipe e os fãs do automobilismo. Em 2019, ele conquistou pelo charme e meiguice.  No ano passado, já não era mais discutível o seu talento e ele poderia até ser mau criado, que todo mundo babava colorido. 
Muitos colocaram nele, toda a responsabilidade de guiar a Ferrari para o sucesso e confiam 100% em sua capacidade para isso. 
A questão é que, para os fãs do automobilismo, o entusiasmo foi tanto que quase ninguém percebeu que Charles teve momentos de erros e erros perigosos. 

Eu brinquei algumas vezes sobre isso no ano passado. Conversando com amigos sobre F1, um deles (alô Márcio Kohara!!) disse que ele era uma espécie de "maníaco da primeira curva". Foi a brecha que eu necessitava para chamá-lo algumas vezes assim. 
É errado, eu sei. Mas não muito longe da realidade. Quando perceberem isso, o encanto terá acabado e a Ferrari, já vai estar dando o seu jeitinho de acabar com a sua carreira.

Desafio de Leclerc para 2021: sem Vettel por perto, é hora de assumir de vez que é o líder e primeiro piloto. Ele já sabe disso. Resta saber até quando a mão na cabeça vai durar...

PS 1: Não tinha percebido, mas eu também não tenho foto de 2021 do Leclerc, assim como não tinha do George Russell e do Pierre Gasly. Mandem para mim, se encontrarem!
PS 2: Adoro o seu nome completo! Vocês sabem como é? Aqui vai: Charles Marc Hervé Percival Leclerc. Mamis quis colocar todos os nomes que tinha direito, foi?


Achei que Carlos Sainz Jr. era do signo de gêmeos. Fui checar e descobri que não. Fiz isso pois, só a astrologia para explicar porque o bicho gosta tanto de mudanças. (Embora eu seja geminiana e não goste tanto delas assim como dizem os fãs de signos...)

Um resumo: Ele entrou na F1 em 2015, como piloto da Toro Rosso sendo do programa de jovens da Red Bull.
Em 2017, anunciaram a sua ida para a Renault no ano seguinte e não esperaria subir de cargo, ou seja, se tornar piloto da Red Bull. 
Na Renault, substituiu Jolyon Palmer e foi companheiro de Nico Hulkerberg. Durou um ano só. Logo, ele viu uma oportunidade: substituir Fernando Alonso que saia da F1 no fim de 2018. A vaga na McLaren foi aproveitada por ele em dois anos. 
E então veio 2020 e ele sinalizou interesse na Ferrari e a Ferrari, nele. Improvável que tivessem levado isso adiante, sabendo que Mick Schumacher estava maturando, e que eles poderiam contar com Antonio Giovinazzi até que o filho do heptacampeão pudesse ocupar uma vaga deles... Mas, foram de Sainz e agora a gente aguarda ele "desencantar" na quarta equipe em 6 anos.

Desafio do Sainz em 2021: precisa ter forças ou os dementadores da Ferrari vão sugar a sua vitalidade e fazê-lo, no mínimo, perder os cabelos. 
Sério: Não se espera muito dele. Carlos é do tipo piloto técnico na mesma medida que é agressivo. Esse seria bom para a Ferrari no sentido que "sabe se virar". Mas vamos olhar os dois últimos pilotos técnicos e agressivos que a Scuderia teve nos últimos anos: Kimi Räikkönen dava de ombros para as ordens e reclamava uma só vez de forma dura. Mas Vettel e Fernando Alonso não abaixavam as orelhas e batiam boca até conseguirem o que queriam
Sainz, vai ser cordeirinho e aceitar ser segundo? Depois de sair pipocando pelas equipes, não parece que ele está na F1 para isso.

Piloto reserva da Ferrari: Callum Ilott. Esse mocinho britânico foi vice campeão da Fórmula 2 em 2020. Da Virtuosi Racing, competiu de igual para igual com Mick Schumacher e parece muito bom. 

► Alpine


Carro: A521 - Motor: Renault
Mais um nome mudado para acostumarmos: a Renault mudou para Alpine, mas não veio com a embalagem dourada do chocolate de nome semelhante, e sim em homenagem a um refrigerante de cola? 
Também não. Na pintura, as cores da bandeira da França (e isso, não dá polêmica, afinal, a França "é uma país lindo e corretinho politicamente falando", né?...) 
Muita gente considerou o carro muito bonito. E realmente, não é nada mau. 




A aposta é que o carro da Renault, digo Alpine, em 2021 seja efetivamente rápido. Em 2020, os resultados foram promissores. Ainda que tivessem terminado como apenas a quinta melhor equipe no campeonato, em termos de números, houve uma evolução considerável. 
A questão é: se em 2019, eles estavam insatisfeitos com um de seus pilotos oficiais - Nico Hulkenberg. No ano passado, o seu substituto não trouxe a solução destes problemas. Esteban Ocon entregou um pouco mais de  1/3 dos pontos totais conquistados pela equipe: foram 62 pontos contra 119 de Daniel Ricciardo. A diferença entre Nico e Ricciardo em 2019 tinha sido de 17 pontos. O alemão tinha feito 37 e Ric 54. Em 2020, esses pontos duplicaram, mas não proporcionalmente entre os pilotos. 
E por falar neles...

Dupla de pilotos: Esteban Ocon (31) e Fernando Alonso (14)

Vocês não leram errado: os diretores da Renault em 2019 perderam a paciência com Hulkenberg rapidinho, mas em 2020, não tiveram críticas para o desempenho do Ocon.
Os 57 pontos de diferença para o companheiro, era muita coisa. 

Ocon competiu na F1 de Force India nos anos 2017 e 2018. Neste último ano citado, deu de desentendido no GP do Brasil e ignorou as bandeiras azuis. Acabou se atracando com Max Verstappen que vinha para vencer a corrida e não podia perder tempo com retardatários.
Houve empurrões e briga nos "camarins", depois da corrida, e Ocon fez cara de bom moço, deixando Max perdendo a razão. 
A vitória acabou caindo no colo de Lewis Hamilton. No ano seguinte, Ocon estaria trabalhando de piloto reserva e de testes na Mercedes. Coincidência?

Sim. Só estou de provocação... (Ou não!, como diria Caetano...)
O francês vai para o seu segundo ano na antiga Renault, agora Alpine. De qualquer modo, a desculpa (um tanto esfarrapada) está dada: ele ficou 2019 parado, por isso, sofreu em 2020. 
Não gosto dessa justificativa. Não acho que se aplica, assim como não gostei da sua pose para foto. Mas pelo menos, não é a clássica, porém clichê, pose de chaleira. 

Desafio de Ocon para 2021: precisa fazer valer esse contrato e demarcar território. Se foi difícil se equiparar a Daniel Ricciardo, pode não ser tarefa fácil tentar se aproximar de Fernando Alonso... 

Nunca fui do tipo fanática por Alonso. Na realidade, já defendi ele de muitas críticas, mas apenas por achar que era o certo a ser feito. 
Também achei que a F1 sentiria falta dele. 
E, de certa forma, sentiu. Por dois anos, sempre que uma vaga em equipe média ou grande aparecia, o nome dele surgia como possibilidade de ocupar a tal vaga - mesmo que só por especulação sem pensar. 
Eu duvidei de seu retorno para a categoria se desse a toa. Sempre desconfiei que se ele fizesse isso, era porque tinha certeza que ia ser competitivo. Essa foi a razão pelas quais ele deu um tempo em 2018: não estava mais sendo ele mesmo, então, não resolvia insistir. Pelo menos, não daquele jeito. 

Agora, ele fará par com Räikkönen sendo os dois pilotos na casa dos 40 anos. Claro, que isso gera um monte de blábláblá, que no fim das contas, pouco tem de importância. No caso do Alonso, sem filhos e tudo o mais, pode ser que consiga correr até os 60. 

Desafio de Alonso no seu retorno à antiga casa: Ele sabe muito bem o que está fazendo. É o tipo - raro - de piloto técnico que é diferencial em equipes médias. Talvez se a Renault tivesse pensado nele para 2020, a quinta colocação teria evoluído para quarta no campeonato de construtores. E certamente a diferença de pontos em relação a Ricciardo teria sido bem menor.

Tomara que ele esteja em boa forma e o velho Alonso esteja com muita vontade de aparecer. Não parece, dado o sorriso forçado da foto. Antes mesmo de ter sido atropelado enquanto fazia treinos com bicicleta e quebrado o maxilar, eu estava achando Alonso com a aparência estranha... Teria feito harmonização facial? Botox? Tingiu o cabelo? Não sei dizer, mas que ele está diferente, ah está!...

Entre Ocon e ele, eu tenho 95% de certeza que vai dar Alonso na disputa interna. Posso estar errada? Claro! Só não estou pagando para ver pois estou desempregada e sem bolsa no doutorado.

Piloto reserva da Alpine: É o Daniil Kvyat. Algumas pessoas foram pegas de surpresa quando ele foi confirmado: juraram que depois de ser dispensado da Alpha Tauri, e com a vaga de reserva dada à Alex Albon, o russo tivesse ficado desempregado. Não, não. Estará na Alpine caso precisem dele. 

► Aston Martin 


Carro: AMR21 - Motor: Mercedes
O primeiro carro a usar motor Mercedes é a Aston Martin. 
Ano passado eles usavam o nome de Racing Point, e fora comprada pelo Lawrence Stroll em 2018, a partir das ações da Force India - que enfrentava problemas financeiros. O nome já era meio mancueba, então, fez bem em mudar e associarem a um investimento interessante como a Aston Martin - a marca dos carros do James Bond. 
É, de todo modo, o único carro "novo" do grid, ainda que seja bem semelhante ao da Mercedes, como fora o ano passado com a Racing Point - inclusive, apelidada de Mercedes Rosa. 

Por falar em rosa, muita gente ficou ansiosa (ou temerosa) pela cor na pintura do carro. O rosa da patrocinadora BWT combinada com verde britânico (lindo, diga-se) da Aston, já atiçava os tiozões de plantão: A piadola ligada à escola de samba Mangueira, seria inevitável.

Sim, tem rosa na pintura. Mas um rosa sutil, em filetes e que, por incrível que pareça, ficou lindo. Parece uma melancia brilhante rachando, mas ficou espetacular e de muito, mas muito bom gosto - fechando assim o Top 3 carros mais bonitos do grid, na minha opinião: 3 - Alfa Romeo, 2 - Alpha Tauri e 1- Aston Martin.




As semelhanças com a Mercedes seguem "visíveis", uma delas é a traseira idêntica da equipe usada em 2020. Já dá para chamar a equipe de Mercedes Verde ou Mercedes Britânica, caso queiram. 
Quanto à questões de traseira, quem comemora é Sebastian Vettel, novo contratado da equipe. Ele sofreu demais coma traseira instável da Ferrari - algo que a equipe precisou tomar como prioridade para resolver em 2021. 

A Aston Martin está listada aqui como equipe de meio de grid mas, de todas, a que teria (ainda em tese) mais chances de ser a terceira maior força do campeonato. 
Os testes da pré temporada mostraram algumas inconsistências, mas isso é absolutamente normal. No entanto, os resultados sobretudo das voltas de Lance Stroll, deixaram o pessoal de lá, otimistas.

Dupla de pilotos da Aston Martin: Lance Stroll (18) e Sebastian Vettel (5)

Lance Stroll estreou na F1 em 2017, pela Williams. Em tese, deveria ser odiado pelo público brasileiro pois, além de filho de um milionário, estava indo para equipe no lugar de Felipe Massa, que se aposentou no fim do ano.
Mas, por sorte não foi bem assim: o Massa se desaposentou rapidinho,  assim que houve uma nova proposta da equipe - tipo, mais um ano, para ajudar no ajuste completo do Lance na Williams... O que não aconteceu! Stroll não teve um ano de estreia de encher os olhos. Ou Massa não ensinou nada (ficou em 11º na classificação), mas Lance foi bom aluno (ficou em 12º, apenas 3 pontos atrás do "professor"). 

Quando o papi investiu na compra da Force India, no ano seguinte ele arrumou uma vaga,  vestiu rosa e correu, ao lado de Sérgio Pérez, até 2020. 
Agora, de verde, ele aponta para a gente e pede para confiemos nele pois agora, ele está mais "poderoso".

Desafio de Lance em 2021: Tentar provar que não tem vaga só porque é filho do dono da equipe. Pode não ser uma tarefa tão fácil pois, ao ser companheiro de Felipe Massa e Sérgio Pérez ele ficou sempre atrás deles, inclusive no ano passado, quando a Racing Point veio muito melhor que nos outros anos. Como vai ser seu comportamento, tendo um companheiro tetra campeão mundial, e bem técnico? 


Sebastian Vettel dispensa apresentações, certo?  Começou na F1 em 2007, pela BMW, substituindo Robert Kubica. Venceu em Monza em 2008 quando estreou como piloto oficial da Toro Rosso. Foi vice em 2009 já na Red Bull, e em 2010, 2011, 2012, 2013, venceu campeonatos seguidos, mas com mais competitividade do que agora. 
Teve um ruim ano em 2014 e assinou com a Ferrari para selar de vez, a má fase.
Mesmo assim, na Scuderia, venceu 15 vezes em 5 anos. Nem Alonso tinha sido melhor na equipe, desde a era Schumacher. 

Mesmo assim, tem uma quantidade enorme de pessoas que dizem que Vettel ou está acabado, ou nunca foi isso tudo. 
Discordo, completamente. 

Desafio de Vettel em 2021: na Aston Martin, não existe a pressão que tinha na Ferrari. Não há também, cobranças desmedidas. Mas, existe ainda o tempo de adaptação e também, o melhor jeito de lidar com Lance (se é que existe uma proteção à ele). 

Creio vai voltar a ser o Vettel que conhecemos. Fin-nal-mente. Ele tem tudo para se adaptar, pelo que estão comentando por aí, em relação ao carro. 

Piloto de reserva da Aston Martin: correu um boato que seria Nico Hulkenberg. Muito por ele ter sido acionado o ano passado quando os dois pilotos da casa testaram positivo para Covid 19. E ele fez um bom trabalho. No entanto, acredito que nada nesse sentido, está decidido. Me corrijam se estiver errada.

Terminamos aqui, mais uma apresentação. No fim da tarde, quando o sol se por, vocês podem voltar aqui que estará postado o íltimo texto com as três últimas equipes da temporada.

Até agorinha mesmo!