segunda-feira, 15 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 3: GP Chinês

O GP Chinês seria (ou deveria) ser especial. Era a comemoração da corrida número 1000.
Eu até pensei: vou fazer umas contas de quantas mais ou menos eu já assisti/acompanhei... 
Preferi não. Tive duas razões para desistir: 
a) Devo ter "assistido" corridas em meus 3-5 anos, afinal, nasci em 1987. Passei a prestar mais atenção nelas com 10-11 anos e, a ficar viciada, com 14-15, época em que desejava cursar Engenharia Mecânica. 
b) O que importa quantas, dessas 1000, que eu tenha assistido?

A alternativa A indica que não saberia calcular as corridas, poderia ser mais ou menos o valor de todos esses anos, ou apenas de parte deles. 
A alternativa B foi a redentora para desistir. Não importa, não é mesmo?
O que salta aos olhos é que, não havia nada a se comemorar.
A categoria está num marasmo danado. Sim, eu particularmente acho um porre a hegemonia de um piloto só. Mas acho ainda mais porre quando esse "piloto" é pouco talentoso, oportunista e celebridade. 
Já sabem. Não vou contar essa história de novo.

O GP seria na China, um dos circuitos mais chatinhos que há no calendário. Pior: para a gente acompanhar, tem que sacrificar o nosso precioso sono. O cirquinho da F1 corta a nossa madrugada.
Na atual conjuntura, sejamos bem sinceros: vale a pena? 
Se não valia uns anos atrás, agora com as responsabilidades e muito o que fazer no trabalho, era óbvio que eu veria, quando muito, apenas o VT.

"Ver" é um verbo abusivo. Eu "ouvi", o VT da classificação. Enquanto passava, eu corrigia as questões fechadas das provas de meus alunos. Não sabia o que me deixou mais triste: a classificação da F1, ou as respostas erradas. 
Talvez a frustração tenha sido maior com os meus alunos. Ao menos deles, tinha a esperança de me surpreenderem positivamente. Já a F1, era uma básica derrota: Bottas poderia ter feito a pole, mas Ocon está sempre perto, e a pressão para o Bottas parar de "botar" as asas de fora, ia vir logo. E a Mercedes vai permitir disputinhas com o chorão do Hamilton enchendo o saco? Claro que era encenação! 
Mais um motivo para nem pensar em levantar de madrugada. Cansaço do trabalho, e a previsibilidade é redentora. Assim, "ouvi" a corrida, passando notas para uma tabelinha de pontos distribuídos no bimestre. 

E quanta bobagem ouvi nas nossas transmissões... Se lá, brota bobagem, o que esperar dos "anônimos" que acompanham a F1?
Ainda pouca gente percebeu, mas a novela está seguindo à moldes chatos o suficiente para pararmos de acompanhar. Deixar cair o ibope pode ser drástico, pois a TV pouco importam. 
Mas é fato que se fosse uma série da Netflix, já tinha sido cancelada. Afinla, tudo é plasticamente falso, e até na narração, a frase mais besta e fake surgiu: "tá bonita essa F1 esse ano" foi repetido várias vezes.
Tá mesmo? Putz, tô cegueta, então... Porque eu não vejo nadica de nada que encha os olhos na F1 hoje. 

Assim, o terceiro capítulo, que já não era mais tão esperado, murchou de vez. Fora alguns milagres, tipo Kimi na zona de pontuação com a Sauber, pelo menos uma Renault terminando a corrida com uns pontinhos, Vettel fazendo seu trabalho sem erros, todo o resto foi tão descartável quanto papel higiênico após o uso. Gostaram da comparação? Pesada? Bem, desculpem, mas foi proposital. 
Desagradável, mas não menos verdadeiro.

Não posso finalizar esse texto sem agradecer o apoio que tive, de amigos e colegas, para manter esse espaço. Um destaque especial: o meu muito obrigada para Robson, Carol Reis, Diogo e Carlos pelos comentários ricos e de força no post passado. Não tenho nada a acrescentar ao que disseram. Fiquei bem feliz em saber que não sou a única a pensar dessa forma.  

Continuarei com os posts sim, farei meu melhor e mais divertido possível, derrubando a alegria de quem achou que ficaria livre dos meus textos "reclamões" aqui neste espaço.
Vamos que vamos! Vocês terão ainda um pouco da Manu ranzinza! ;) 

No mais, comentem a corrida 1000. Me digam o que acharam...!
Fico por aqui e aviso que logo posto algumas fotos comentadas para fazer umas piadinhas. 
Abraços afáveis!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 2: GP do Barein

Olá a todos e todas. 
Creio que nesse momento vocês devem estar pensando: "Ah, A Manu está com síndrome de Rubinho, agora... Que desespero!" 
Atrasei o post quase duas semanas, certo?
É... Eu sei.

Dei uma de louca no domingo, logo depois do GP do Barein. Essa surtada básica aconteceu no Twitter. Primeiro, depois de uma sequencia de notícias, tuítes e comentários que li e ouvi, dei aquela avisada que não teria post sobre o GP no blog. Motivo:


A questão estava numa perspectiva, talvez besta, mas levada muito à sério por mim: existe muita gente para palpitar a F1, como se ela fosse caso de utilidade pública. Existe poucos que levam as coisas do "esporte" na brincadeira. 
O pessoal que discute, como brincadeira a F1, nas redes sociais, fazendo altas zoações, faz isso, para arrancar umas risadas. E a coisa é bem simples: É engraçado? Ria, curta, compartilhe. Se não achou que é engraçado, não ria, não compartilhe, nem curta. Deixa o cara ou a cara para lá. 

Até não me incomodo. Eu mesma faço umas graça (sem-graça) por aqui. O que torra a paciência da gente, que já é pouca, é os senhores e senhoras da seriedade, os donos das verdades, os sabichões. Esses, inclusive, vão lá na página do humor, bater boca. Esses, dão risada, daquilo que não tem graça. Esses, alargam threads no Twitter para defender um piloto, criar teorias das conspirações e dizer que "ama F1". 
A gente também faz isso? Faz. Mas a gente nem entra na discussão do outro. Eu pelo menos, não mais. Creio que vocês também evitam. E sabem porquê? Porque esse lance de "colonizar" o outro é feio para cacete! Não temos mais tempo nem idade para isso. 
Na boa: Será que esse pessoal ama mesmo aquela pataquada, lá? Ou quer só encher o saco?
Eu sei que no post anterior eu até disse que ia ser menos ranzinza, mas dá para não ser?
Poxa, que circo! Que sentimento mais bosta (desculpem os sensíveis) é você estar vendo uma corrida, poder contar com a chance de ver uma coisa interessante acontecendo, e tudo dar errado em questão de poucas voltas. Aí as redes sociais, que eu preciso parar de usar, faz a gente ficar mais "full pistola" com gente brotando do nada, rindo da rodada do Vettel, depois sumindo por conta e risco. E mais: Gente desesperada pelo quase abandono do Leclerc e outro pessoal rindo do desespero alheio. 
Gente discutindo a sexualidade das borboletas pretas e amarelas da Renault com seu duplo abandono...
Ninguém sacou que a situação não era de riso. Em nenhum dos três casos, em nenhum dos momentos não mencionados. 
Ninguém se deu o trabalho de arregalar o maior problema dos 4 últimos anos dessa F1: que qualquer idiota que tenha um carro da Mercedes ao seu dispor, vence uma corrida e eles, conseguem uma dobradinha. Uma mandinga braba. Um sorriso de lado do chefe da equipe, indicava a tranquilidade de que tudo estava nos eixos. 
Eu brinco sim, que a F1 virou novela, mas me diga se não parece que tem roteirista por trás, arquitetando maquiavelicamente um jeitão de "dar emoção"?

O título da postagem deveria ser: "O capítulo que me deixou muito p&%$..."
Não deu para "shippar" ninguém, não tive forças para ficar triste pelo mocinho que se ferrou, não ri da piada que aconteceu, não gostei no final, detestei os comentários. 

Aí veio aquela de "Hamilton gentleman, consolando Leclerc..", e "Vettel nunca foi talentoso... É um arregão". E o 1º de abril era só na segunda. Não estava nada fácil. Eu até acho que quando é série ou novela, você tem esse misto de sentimentos, mas no esporte? Sei lá... 
Confesso que quando eu lancei um segundo tuíte sobre o assunto de escrever aqui neste espaço sobre F1, eu nem prestei atenção na data da mentira. Uma que tinha tanta gente caindo ou pregando mentiras bizarras, que parecia um dia normal, dada a quantidade de fake news que há em todos os portais hoje em dia. 
Mas... é, foi no dia 1º de abril que eu postei isso, mas eu falava sério:


Pode parecer que eu queira bajulação. Não é nada disso. Embora eu agradeça ao Diogo pelo apoio, que talvez seja o mesmo apoio de alguns de vocês. 
A questão é que, passou a não ser mais tão divertido. Sobressai sentimentos que nem sei se são vantajosos. Uma é a sensação de estar sendo enganada e outra é a certeza de estar perdendo meu tempo. 
De que adianta ficar aqui, que nem uma senhorinha caquética, reclamando que não viu graça na corrida, que quando estava bom tudo ruiu e que tem maluco comentando o "esporte" e com isso tem me tirado do sério?

Três dias depois desse momento "sincerão" no Twitter eu li os comentários da minha última postagem e senti que, talvez eu ainda pudesse continuar mais um pouco, desde que me sentisse motivada para isso. E logo em seguida li essa reportagem: Vettel ameaça sair da F1 após 2020: “é mais um show que um esporte”.

O que para muitos de vocês deve ter sido um grande chororô a declaração do Vettel, para mim foi um arrebatamento. Tive grande compaixão por ele, especialmente depois de domingo e depois de como a imprensa italiana reagiu com Vettel.
Eu sei que os tifosi são impiedosos. Mas não vi razão para todo mundo ser, também. 
Eu não sei se o Vettel está perdendo o talento, se nunca teve ou se está só sendo pressionado a fazer burradas em nome do espetáculo. Mas eu posso dizer o que eu acho. Vettel é, hoje o cara mais detestado da F1. Talvez até mais que o Verstappen e, muito possivelmente, com muito menos razão que o holandês arrojado. Porque ele é detestado? Não sei. Hoje em dia, a turminha da lacração gosta de umas coisas estranhas e detesta umas que não faz sentido algum. Os tradicionalistas sempre procuraram um para pintar de vilão e poder descer a lenha da crítica sem dó, nem piedade. Juntou o inútil ao detestável e esse é o resultado. Ele é odiado. Os apelidos, dos mais meigos aos mais pesados, estão na boca (e nos "dedinhos digitantes") de muitos comentaristas e palpiteiros.
Muitas vezes eu decidi certas coisas sobre a F1, pelo lado do cara criticado. As vezes, eu observei os pontos da situação, considerei os não visíveis e "puff", como se fosse um passe de mágica, eu completei um raciocínio. 
Foi assim que fiz, talvez 80% dos meus textos entre treinos e corridas, além de testes, polêmicas, declarações e comemorações de pilotos e equipes. 
É impossível saber se eu estou ou não errada, nas coisas que publico. Mas que, quando vejo uma declaração, como essa do Vettel, percebo que, totalmente enganada, provavelmente não estou. 

Antes de arremessar as pedras nele, peço que ponderem. Hamilton, quando Vettel vencia todas, também reclamou da F1 naquele estágio de hegemonia. 
Quando ele passou a ser o primeiro em tudo, ele nunca soltou uma nota de reclamação sobre a falta de competitividade. 
Lembrem-se também que, se Vettel nunca teve talento, é de se surpreender que ele tenha conquistado os seus 4 títulos na presença de 5 campeões mundiais, com pelo menos um deles em uma equipe grande. "Ah, mas ele tinha o Webber de companheiro". E Hamilton teve Rosberg, e que fim levou? Agora tem Bottas, que saiu de touro indomável para cordeirinho pimpão de uma corrida para outra. 

Tenho trabalhado muito. Mas vou reconsiderar a decisão para a milésima corrida de F1. É na China, e isso não é bem a motivação que eu precisava. Na realidade, não há motivação nenhuma, a não ser vocês, que ainda gastam tempo a ler os meus devaneios. Espero ter tempo semana que vem, e espirituosidade para escrever um texto na segunda e brincar com algumas fotos, na terça. Caso o tempo esteja curto, pelo menos uma notinha sairá.

Agradeço sempre, os comentários e recados de todos. São muito importantes, de verdade!
Abraços afáveis!




sexta-feira, 29 de março de 2019

F1 2019: Fim de semana de novo...

"Fim de semana de novo... E eu tô no meu do povo..."
Não. Eu não estou no meio do povo - quem nem aquela música do Zezé de Camargo, do Leonardo, ou sei lá que sertanejo que canta esse "trem". 
Fato é, sou mineira, mas não sou dos sertanejos. 


Fim de semana de novo. E ainda tem gente falando que o ano está passando devagar. Meu! Estamos já no fim de março!! Comoéquepode?? Está ruim, certamente. Mas, deve estar sendo bom para alguém. Isso é relativo. Ou vai me falar que Einstein estava errado?

Enfim. Como nem todos os meus fins de semanas estão bons, inclusive, muitos deles, estão péssimos, fazendo eu preferir os dias das semanas, mesmo com um monte de stress e trabalho de professora cobrando seus prazos, havia lacunas neles que só deixavam os sabadinhos e dominguinhos mais chatos que militante de esquerda no Twitter. Uma delas, é a falta da NFL. A outra é a pausa do vício mor, a F1.

Fim de semana de novo e já vamos para a segunda e enfadonha etapa da temporada, conhecida oficialmente como "GP do Barein".
Se Austrália foi um saco, o que esperar desse GP que, algumas vezes revelou-se descartável do calendário? Nos últimos anos até que mostrou umas emoçõezinhas aqui e ali, mas nada grandioso, arrebatador.

Fim de semana de novo, que vou ter à disposição um treino e uma corrida, nos horários de gente: dessa vez, não vai ser gravado ou acompanharei por VT... 


...Vai sim! A bestona aqui está escalada para trabalhar até 11:30 no sábado. O treino, ao vivo, foi para o saco!

Está mais na cara que nariz que, pelo menos, eu não vou estar reclamando do resultado chato, marcado e previsível ao vivo. Vou esperar uns minutinhos, ou uns minutões, para ver algum óbvio resultado e reclamar muito mais tarde.
Se reclamar na hora, não resolve, que dirá, depois de muito tempo do ocorrido? Nota mental: lembrar disso para me portar racionalmente e ser menos ranzinza
Talvez, o cansaço terá seu valor prático: posso simplesmente ver o VT de forma letárgica. E isso, para muitos de nós, pode nem acontecer devido ao cansaço físico, do trabalho. É muito comum encontrar um cansaço mental com o "esporte" entre os adeptos.

Brinquei nos posts anteriores. Sim, a F1 não é mais esporte. Chamei de novela, estou considerando ser uma "soap opera" para dar um ar mais requintado. Está quase uma "sitcom", daquelas com risadas "fakes" gravadas ao fundo. 
Tudo ali, soa falso e sem sentido. Seguimos assistindo por mera falta do que mais fazer. Nossa dose de futilidade dos fins de semana. Nosso pequeno "café visual". Só que esse café é aquele de má qualidade. Nada daquele tipo de grãos selecionados e torrados com cuidado, nem aqueles cafés com misturas requintadas... os tais cafés gourmets. Relaxem, é só um café torrado, de grãos colhidos por máquinas e moídos junto com palhas e folhas sem nenhuma separação. 

O que queremos então, já que a gente não pode ter um café gourmet? Saber quais os mitos cairão já nessa segunda etapa:

a) o Mito do Bottas campeão "badass" de 2019;
b) o Mito da "Manselização" do Vettel;
c) o Mito do Mito Hamilton;
d) o Mito do "Deficiente" Kubica (nas palavras de Jacques Villeneuve);
e) o Mito do "Salvador" Leclerc;
f) o Mito do "Ame/Odeie" Verstappen e etc.

Talvez nenhuma delas caia ainda. Estamos só no segundo capítulo da novela. Se der tudo certo com a produção, vão nos segurar até o fim, e vai ser que nem está sendo com o Game of Thrones, só que sem dragões, sexo e mortes de personagens que a gente se apegou.
Ou, também, novos mitos surgirão, para acabar com as letras do alfabeto.
As teorias de quem é o duas-caras, quem é o bonzinho, e quem é o vilãozinho e por fim, quem vai "sentar no trono de ferro" da F1 já começaram. Ou aqueles tópicos ali são todos viagem minha?
Não, né? Já estou à postos para saber, quais os novos mitos surgirão. Vou canalizar essa diversão para isso.

Fim de semana de novo. Com trabalho e acordar cedo. E também com F1. No Barein. 


Deus nos ajude e nos dê paciência. Vamos precisar...!

Abraços afáveis!

terça-feira, 19 de março de 2019

"Fotonovela" GP da Austrália 2019

Como de costume, vamos às fotos do fim de semana na abertura da F1 2019.
(Para quem tá chegando agora, saiba que essas postagens são todas metidas a engraçadinhas, ok?)


"Elenco" da temporada 2019:
Tem de tudo: bufão, vilão, inocente, pretensioso, preguiçoso, apoiadores, causadores, "intrigueiros"...
Dica "sem stress" para 2019: é tudo um teatrinho. 
Agora, se quiserem estressar, fiquem a vontade para acreditar em qualquer coisa que sair de lá. 
Meu cartaz estará pronto:


***

 Vettel na cena em que ele lembra de seus tempos com Kimi "Micalatéia"...


***

True Stories: Hamilton soube que celebridades não podem ter remelas.
Vettel se sentiu ofendido quando disseram que seu bigode de Mansel está ridículo. 


***

A cena da temporada: "Aí, falô, valeu por... Nada!"


***

Homenagem ao Charlie Whiting #RIP
(Quero só ver a pequena zona que vai virar esse ano, sem ele...)

PS: Porque raios tem gente sorrindo nessa foto?


***

Ricciardo protagonizando cenas de dor. 
Li por aí que ele foi prejudicado por uma lombada na pista. No futebol, o pessoal chama de "morrinho artilheiro", né?
Então. Dica ao quase-xará: fazer a caminhada na pista é fundamental. 
Olhar todos os cantinhos e curvas. Todo cuidado é pouco para não voltar a ser o azarado que foi em 2018. Ainda mais agora que nem parece que saímos desse ano infeliz.


***

A zica da McLaren continua e não ficou só na temporada passada. Só mudou de espanhol hospedeiro: saiu do Alonso para o Sainz.
"Os roteiristas" trataram de fazer uma cena com ele, correndo. 
Só que à pé.


***

  2018: "Leclerc vem para ajudar e fazer a diferença"
2019: "A pré temporada indica que a Ferrari tem o melhor acerto de carro"
...
GP de abertura da F1, na Austrália:
 A Ferrari não quer ser protagonista, mesmo... 


***

Alerta para o pessoal do "figurino e do cenário": vamos costurar macacões mais folgados, sim? 
E... Garrafas rosa? É da Racing Point? O pai do Stroll comprou os champagnes também?


***

Melhores momentos do Capítulo Austrália: Hamilton coadjuvante (ainda que por pouco tempo) e Kimi marcando pontos


Piores momentos: Ferrari decepcionando (como sempre) e Verstappen ainda longe das Mercedes


***

 Personagem mais odiado do Capítulo 1: Mattia Binotto

Foi para esse fiasco que ficaram sem o (grisalho estiloso) Arrivabene?
Tá mal feitinho esse serviço aí!


***

 Personagem mais amado da corrida: Valtteri Bottas
Ninguém botou fé, depois todo mundo amou. 
Foi massacrado durante 2018 praticamente inteiro. Agora, é o campeão de 2019, "favoritaço". 

'Cês não tem vergonha, não?



 Mó nervosinho, falando palavrão no rádio e dando o dedo para as fotos? Quem diria?


Vamos ser "badass" até quando, meu querido Bichinho de Goiaba que virou Coró?


Abraços afáveis!

segunda-feira, 18 de março de 2019

Novelinha da F1 2019: Capítulo 1 - Austrália

A F1 está virando uma novela. Até seriado da Netflix tem. 
A aposta do canal de streaming é popularizar-se na F1. A proposta da F1 é popularizar-se com o público deles, os usuários. 
A tendência é conseguir, afinal, o pessoal está investindo em séries, pois sabem que o povo é carente.
Botem reparo, os filmes já não atraem um grande público, comentários de esquina à esquina, se não tiverem "sequência". As franquias dominam as salas de cinema. Esse apelo é semelhante ao das séries: uma aproximação dos personagens com os espectadores é tamanha, que a gente cria apelidos, faz torcida e chora com as mortes deles, como se fosse parte de nós.
Típica novela da Globo. Por mais que se odeie a emissora, estamos agindo que nem aquele pessoal dos anos 90 que comentava novela. Essa geração acharia isso ridículo. Mas, aviso: é a mesma coisa com as séries.

Lá na Grécia antiga, a poesia tinha muitas funções que os filósofos discutiam quais seriam. (Até hoje, inclusive, nas universidades, se faz isso). As "encenações" tinham, como uma das funções mais difundidas entre eles, de educar, ensinar, fazer suscitar paixões... Reações!
Nos tempos em que vivemos, qualquer coisa vira obsessão. Por um filme, seriado, ator ou atriz, livro (mais raro), músico/banda, esportistas e até políticos (bem sabemos). A maioria citada, são vinculados à entretenimentos. De forma desagradável, estas coisas também estão relacionadas à realização sócio-política: "Gosto do fulano pois ele diz isso e isso sobre o meio ambiente". "Gosto da ciclana porque ela é engajada nos direitos das mulheres..." E assim vai. 
Colocar nossas expectativas intelectuais - ou seja, o que se espera que nós busquemos sozinhos ao longo da vida - proveniente de artistas, é querer comer pão e ir comprar num açougue. Artistas deveriam ser responsáveis por nos trazer alguma forma de prazer: seja pelo talento na arte em que o tornou público, seja na aparência física (que convenhamos, é inevitável, mesmo quando somos mais racionais), não nos "ensinar" a ser mulher de luta, ambientalista, ou pró chinchilas no salão de beleza. 

O mesmo, creio, serve para esportistas. Um jogador de futebol que está mais nas colunas sociais pelas festas, mulheradas e problemas com a justiça do que com a seção de esportes não é do tipo que a gente adoraria ter como exemplo para jovens por aí. Claro que faz parte da vida dele. Mas uma coisa não pode sobrepor a outra. Se as colunas sociais são maiores que o número de gols, ele é celebridade, não atleta.

O documentário da Netflix (que eu não vi, mas um monte de gente viu) parece agora ter lançado um raio X de personalidades da F1. O termo "circo da F1" nunca fez tanto sentido com a estreia da série de documentários e o começo da temporada de 2019.

Austrália, Melbourne. Uma pista bem difícil. Boa, apesar de complicada, e de ser de madrugada. Abria a porteira da temporada e nos dava um gostinho de alívio depois de 3 meses sem corridas. Nos últimos anos, tem sido enfadonha e sem emoções. Tudo por conta da mesmice que não desgarra da categoria fazem 5 anos.

Pouca gente teve coragem de dizer, mas já no sábado, a F1 apresentou a verdadeira porcaria que será. A maioria acordou (ou nem dormiu) de madrugada para assistir ao primeiro treino. Masoquismo define.
Eu não. Fazem 5 anos que deixo as classificações e corridas de madrugada, gravando. Fazem 5 anos que passo para frente quando estão do jeito que imagino que estariam.
Apesar de nossa mídia especializada dizer que Hamilton surpreendeu a todos com a pole, ter rolado uns memes sobre o assunto, eu mesma, no post de comentários sobre carros e pilotos de 2019, escrevi na primeira frase, abaixo do carro da Mercedes, que era a equipe "falsiane" da pista. Voltem lá e comprovem.
O segundo parágrafo daquele post diz também, claramente: não existe recomeçar do zero, a Mercedes é favorita. Não existe Papai Noel, Coelho da Páscoa, nem Ferrari melhor que Mercedes. Quer acreditar nessas coisas? Então vamos acreditar na novela.

O primeiro capítulo da novela se desenhou. "Brindamos" o fato de 2018 não ter terminado. Vocês brindaram sabotando o sono de vocês, eu brindei no soninho danado de bom.
A corrida era absurdamente pouco atrativa. Não gravei, não coloquei celular para despertar. Optei por assistir o VT.
Que "surpresa". Um dos personagens secundários, venceu a corrida! 
Uma corrida chata para caramba, por sinal. Nada do que disseram que veríamos (competitividade, expectativas renovadas, comportamento de carros e pilotos novos em cockpits novos), aconteceu.

A carência é tamanha que, até o personagem secundário foi ovacionado. Isso porque é a primeira corrida e a novela segue o público. Se Hamilton vencesse, era bem possível que deixassem de acompanhar o capítulo seguinte, se fossem espertos os suficiente. Como ele é extremamente descompromissado com o trabalho, Hamilton se deu o luxo de esquecer que tem um companheiro bom de reflexo para largadas: Valtteri Bottas.
Inteligente, Bottas aproveitou a chance, por uma corrida, o fato de ter o mesmo carro que o companheiro. Se vencer mais duas desse jeito, as falhas virão. Se for mais petulante e sozinho, conseguir alguns outros feitos sob o King, Esteban Ocon sorrirá de orelha a orelha. 2020 a vaga é dele.
A F1 em si, deve ter respirado aliviada. Com a vitória do Bottas, quase ninguém se deu conta da jogada de marketing para o resto da temporada. Existe uma competição, mesmo que seja interna à Mercedes. 
A grande decepção de alguns foi Ferrari, especialmente Leclerc. Para mim, foi absolutamente esperado. 
Fiquem calmos. Não dou duas corridas para a Ferrari mandar trocar posições de Vettel pelo Leclerc e a crise se instaurar na equipe. Assim, a coisa fica feia lá dentro e a Mercedes vai bicando pontos. Se vocês querem ver o Vettel seco e se arrastando na pista, o começo desse triunfo dos haters é agora. Peguem a pipoca. Irão se divertir.
Mas quem confia no Leclerc, aviso: A coisa pode ficar melhorzinha para ele agora, mas não por muito tempo. A Ferrari é do tipo que logo enjoa de seus pilotos. Quem cria afinidades ali, logo espirra fora. Eles trabalham à moda antiga e errado. Mas como bons italianos, são teimosos demais para enxergarem os erros.

Do núcleo pobre da novela é o seguinte: as Williams não decepcionaram, fizeram o papel de fiasco como mandava expectativa: fim de grid. Ao menos, não abandonaram, como Grosjean e Ricciardo - dois dos mais azarados pilotos. A decepção da Renault já veio com o abandono prematuro de Ricciardo, mas não com Hulk, que completou a corrida em sétimo lugar, ainda à frente de Räikkönen. Esse por sua vez, não decepciona: Colocou uma Alfa Romeo na zona de pontuação. Well done!
Quanto à McLaren, os problemas permanecem, e a má sorte com o carro mal gerido caiu no colo de Sainz. Quanto à Stroll Racing Point, eis o "trabalho" bem feitinho: papai comprou a equipe e os pontos - Stroll terminou a corrida em nono lugar. Pérez foi só o décimo terceiro. 

A emoção da corrida, foi dada pelo tal ponto extra de volta rápida. O que é a coisa mais besta da temporada. Esteve com o Bottas boa parte da porcentagem das voltas e com ele ficou na última.  O cara esteve com a cara para o vento pelo menos 60% das voltas totais. Verstappen estava com o ponto na mão quando Bottas o superou. As injustiças sobre isso seguirão por toda a temporada. 
Ao contrário do que o nosso "querido narrador" disse, o ponto extra para volta rápida é ruim, mas melhor que um para a pole. Pole é melhor carro. Volta rápida ainda pode ser algo que um acha que está com um e na verdade, pode mudar para outro. A gente acaba entrando na onda de ficar esperando ver quem é que leva o ponto extra - ponto que, no fim das contas, não decidirá campeonato. É só a cereja de um bolo que é sem glúten, sem açúcar e sem lactose. Você come o bolo com cara de tristeza e quando chega na cereja, descobre que é gelatina no formato da fruta.
Mesmo assim, houve quem aceitasse levar mais um pedacinho para casa para saborear no café da manhã... 
Capítulo 1 da novela teve a missão completa. O público está empolgado. O próximo será dos dias 30 e 31. 

Daqui deixo avisado quenos próximos dias, postarei a "foto novela". Deixem suas impressões sobre a corrida de abertura nos comentários aqui ou na página. 

Abraços afáveis!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Questões da F1 2019

Três tópicos pipocaram nessa última semana sobre a F1 que achei relevante trazer para o blog.

O primeiro é sobre o documentário da Netflix sobre a temporada de 2018. 
Parece legal. Quem não me deixou no vácuo, respondeu às minhas perguntas se era um documentário bem feito e se compensava. Eu queria saber só isso pois queria uma motivação extra para conferir (algo que parece que irá demorar um pouco).
Confesso que tive desconfiança dos motivos por detrás da produção. Afinal, o que 2018 teve de tão espetacular, despertando interesse da Netflix?
Depois de parar de ficar pensando em teorias mirabolantes, observei alguns comentários sobre o documentário de diversas fontes. Enquanto li, pensei também no quanto películas afetam nosso modo de pensar. 
Outro dia, vendo um documentário sobre aquecimento global, e depois lendo uns comentários sobre o mesmo, percebi que ainda confiamos muito nos recortes feitos pela produção quando assistimos à esse tipo de película. Situações das quais documentaristas se debruçam para seus documentários não são verdades puras de "cabo a rabo". Algumas coisas são ocultadas de forma conveniente, sim. Não é porque é um documentário e não um filme, que é verdade tudo comentado ali, nem que não tenha um espaço para ficção ou um toque mais romanceado. Muitos apelam para chocar, para fazer pensar caso a opção é defender pontos de vista ou reações incisivas. 
Suponho que esse da F1, não seja diferente. Alguém ali vai ser retratado de um jeito que pode não ser na real. Pode nem ser a pretensão de quem produziu ou editou o filme para o canal de streaming. 
Resta conferir para tirar as minhas conclusões. Como vai demorar que eu consiga um torrent decente por aí, o assunto já vai ser velho. Essa é uma vantagem, pois assim, poderei me refrear de divulgar meus achismos. 
A desvantagem? Estou passando vontade. Queria poder assistir. Não porque todo mundo está fazendo isso, mas sim, porque tenho interesse, óbvio.

Enquanto isso, espero calmamente: 


A outra questão chamou a atenção, pelo menos para mim:


É um tipo de reportagem que enche os olhos quando lemos a manchete, mas que, quanto ao conteúdo, é meio decepcionante. Peças padronizadas podem ser uma das pautas aprovadas pela FIA, visando a redução de custos e uma medida que pode aproximar mais os carros no grid. A disparidade é um caso grave na F1, que tem causado afastamento de muitos, desde os mais ferrenhos metidos a tradicionalistas, até somente aqueles que são menos dados à perdas de tempo. 
A disparidade também faz a gente passar vergonha, sendo em termos de justificativa para amigos e colegas que questionam nosso "gosto" por F1, seja pelas reviradas de olhos dos outros quando a gente reclama (todo santo domingo) que a F1 está previsível, ou até mesmo quando brigamos nas redes sociais para dizer que piloto x ou y "é bom/ruim sim, e por isso, isso e aquilo outro". 
No entanto, a gente acaba, mesmo com tudo isso, de manhã aos domingos, no sofá de casa, esmurrando almofadas ou dormindo nelas. 
Minto?


A reportagem acaba por decepcionar pois, as medidas só podem ser implementadas a partir de 2021. Até lá, muita coisa pode mudar, muito dirigente não vai concordar, muita discussão vai rolar e à saber, 2020 será o ano em que Lewis Hamilton se igualará a Michael Schumacher. Mesmo que alguma medida de padronização ocorra, não será nenhuma que afete a sua equipe à ponto de tirar a possibilidade de ultrapassar o alemão. Sabendo que em 2021 ele terá essa chance, já podemos jogar as medidas incisivas para depois de sua aposentadoria. Por exemplo, a caixa de câmbio padronizada, teria "prazo" de 2021 a 2024. Não vejo ele se aposentando antes de 2025, quando estiver com 40 anos. 
Vejam Kimi Räikkönen. Esse ano, ele completará 40 anos e tem mais um ano de contrato com a Alfa Romeo à vista. Se Kimi, que não tem lá muito saco para todo o holofote que a F1 proporciona, Lewis - que nasceu para ser celebridade - vai querer correr até os 50. E do jeito que está, creio que vai continuar assim mesmo, ganhando e todo mundo acreditando e confirmando que ele é o maior do mundo. 


A terceira e última questão é mais um "mimimi" grande, que possivelmente partilho com muitos. Talvez não por todas as razões que apresento.
A F1 quer introduzir uma medida de última hora para 2019: ponto extra para volta mais rápida. 

Uma bobagem. Volta rápida não é mérito, é circunstância: carro equilibrado ou mais leve. E de qualquer forma, para quê dar mais pontos ao Hamilton? 

Mas, vamos dar uma olhada peculiar para a reportagem do Motorsport Brasil- F1 deve introduzir ponto por volta mais rápida em 2019 - com destaque para o finalzinho da reportagem :

"Se um ponto extra tivesse sido concedido por estabelecer a volta mais rápida em 2008, Felipe Massa teria batido Lewis Hamilton pelo título mundial daquele ano.
Esse é o único exemplo desde 2000, onde pontos de volta mais rápida teriam alterado o campeão de pilotos."

Sem exemplos de quais corridas Massa tenha feito as voltas rápidas, que lhe concedesse pontos extras suficientes para bater Hamilton em 2008, e se esse é o único ano na qual pontos de volta rápida teriam alterado os resultados com relação aos nomes dos campeões mundiais de cada ano, lanço polêmicas:

a) Podemos então parar de uma vez por todas de dizer que se não fosse por Felipe Massa, Kimi Räikkönen não teria sido campeão em 2007;
b) Podemos parar de dizer que, em 2008, Massa perdeu seu campeonato por conta de uma mangueira que não foi retirada antes da hora, ou qualquer outra falha da equipe Ferrari;
c) Ponto extra de volta rápida, do jeito que a F1 está, não vai mudar em nada no campeonato

Vale lembrar que até o "troféu" da Pirelli para Pole Position é feito de brinquedo de cachorro ou de criança, então, não dão a mínima. 
Então F1: Vá dormir, vai?! 


É isso.
Abraços afáveis à todos!

sexta-feira, 8 de março de 2019

F1 2019: Carros, Pinturas... Pilotos!?!

Estou em dívida com os leitores dessa página.
Retomei o ano com uma postagem sobre os Oscars e que, em tese, era para ter continuação. Não fiz.  Uma que tive muito trabalho a fazer, e duas que, depois do evento, o "mimimi" foi tão grande sobre premiados que perdi a vontade de continuar a escrever qualquer coisa. 
Estou ranzinza, e cada dia mais, isolada. Há poucos entre nós, sensatos, que mereçam ser ouvidos e considerados. Depois de tantos comentarem do que não sabem, do que não entendem, serem sumariamente contraditórios e bizarros, não quis me juntar a eles. Opiniões cinematográficas, mesmo para mim que faz apostas antes do Oscar à tanto tempo e tenho, por hobby, uma vontade de ficar fazendo resenhas sobre longas interessantes, continuar com os comentários em outra postagem soaria como súplica para fazer parte da modinha. Dispenso. Não tenho tempo, nem saco para isso.

Quanto à F1, ela começou e não me manifestei. É o assunto que fez essa página ter acessos. Não que eu entenda alguma coisa disso. Mas é o que, vez ou outra, capta a minha atenção, apesar de querer me "desfazer" dela toda vez que passo raiva com sua imprevisibilidade.
Além disso, prometi que assim que fossem divulgados os carros da temporada 2019, eu comentaria por aqui.

Promessa feita, promessa paga.

Os testes oficiais já se iniciaram em fevereiro e os carros, foram, aos poucos, apresentados. Não entendo lhufas (infelizmente) de mecânica (embora eu tente), de aerodinâmica, de pneus, nem gosto de entrar em polêmicas sobre bicos, halos, retrovisores ou logotipos de cigarro nas pinturas.
Por mim, carros deveriam ter um padrão aerodinâmico e teto de gastos para investir no motor. E os patrocínios, que ficassem nos boxes, nos macacões dos pilotos. Nos carros, apenas números dos pilotos e nomes de cada equipe.
Dá para ter isso? "No way, José".
Então, vamos só sacar as informações de cada equipe, fazer um comentário o supérfluo, ou seja, escolher a pintura favorita. Estético não ganha corridas. (Talvez ganhe, mas isso é outro papo...)

Mercedes - W10


Mercedes, a equipe do sandbagging dos últimos anos, a falsiane da pista, apresentou a pintura conservadora de sempre e que, quando deu as caras na F1, tinha tudo para ser a mais bonita, por conta desses detalhes em verde água combinados com o prata. 
Mas... Ô turminha nojenta, "tchan" (oferecimento: Tião Macalé)! Pode fazer a melhor pintura do século, que não darei a mínima. #fato

Não existe mais aquele assunto de começar do zero, então, vamos assumir desde já, de uma vez por todas, que a Mercedes começa o ano como favorita. Ano passado, inventaram uma história bizarra de que não era, ao longo dos GPs foram reforçando a costura do babado, até o vestido ficar bem rodado, dizendo que a Ferrari tinha o melhor carro. Algumas dúzias de seguidores da F1, caíram nessa, mas era só conto da carochinha.

Os carros serão guiados por Lewis Hamilton e Lewis Hamilton, no carros 44 e 77. Lewis Hamilton pilota o 44 com a mão direita e a esquerda amarrada nas costas, sem sofrer nenhum prejuízo. O carro 77 é "pilotado" por ele também, mas no quadro da equipe eles informam o nome de Valtteri Bottas. Acredito que por um microship, ele receba os comandos do Toto Wolff a partir daquilo que foi programado na reunião de estratégias. Essas reuniões acontecem enquanto Lewis toma sol nas partes pudendas em alguma praia paradisíaca, geralmente, longe de onde acontece o GP. 
Por enquanto, a temporada não começou e ele segue postando o seu cachorro brincando/mordendo os pneus de pole position que ganhou da Pirelli e cobrando da equipe maior desempenho e equilíbrio , única e exclusivamente para passar "medinho" na Ferrari.

Fato consumado: Bottas acha que 2019 será diferente e que é a chance dele mostrar a que veio. 
Eu conto, ou vocês contam?

Ferrari - SF90


Com uns toques em preto, e aparentemente mais fosca, a Ferrari veio com o vermelho tomate de sempre. Tradição é tradição. Acabou sendo o terceiro carro que achei mais bonito.

O SF90 parece ajeitadinho. Mas, de novo, nada ilude mais do que uma Ferrari em começo de temporada. Esse ano, pode ser as duas ilusões. Kimi Räikkönen deixou a equipe, por livre e espontânea "pressão do destino". No seu lugar, vem a promessa grandiosa, o menino prodígio, Charles Leclerc. Já tem cordão-dos-puxa-saco cada dia aumentando mais, como se estar na Ferrari já não é pressão suficiente. Quem não gostava do cara ano passado, sugiro respirar fundo.
~Leclerc correrá com o já conhecido, Sebastian Vettel. Esse, já tem uma lista de inimigos e detratores tanto quanto Leclerc tem de lambe vocês-sabem-o-quê.
O que se espera do primeiro, cujo carro é o número 16, é que arrebente a boca do balão e que arrase as curvas de todos os GPs (o que é muito difícil de acontecer, mesmo com notório talento). O que se espera do segundo, carro 5, é que ele seja o bundão de sempre, para dar mais e mais piadas dos que gostam do mal feito (quem não gosta?), críticas ferrenhas e textão dos "entendidos". 

Leclerc não é a única novidade da Ferrari para 2019, que, aposta em um cara novo, ainda verde, para fazer e acontecer em sua equipe, depois de alguns anos tendo campeões mundiais indiscutíveis no cockpit. Maurizio Arrivabene deixou o posto de chefe de equipe.
É um misto de sentimentos. Não gostava do Arrivabene no começo. Talvez porque achasse que ele, igual aos outros, seria daqueles que estaria ali só para cobrar resultados, não elogiar quando devesse e massacrar em críticas quando desse algo errado.
Com o tempo, e no fim, ele me pareceu ser tão cobrado quando qualquer outro. O lugar dele será ocupado por Mattia Binotto. 

Fato consumado: Mattia já tem ponto positivo - já avisou que é errado dizer que a Ferrari tem o carro mais rápido do grid. Ou é pé no chão ou aprendeu a fazer de vítima que nem a Mercedes.
Foi porta-voz também de uma possível igualdade entre Leclerc e Vettel. Se fizeram de tudo para ter o garotinho "bunitinho", duvido bastante que Vettel tenha algum espaço para algo.

Red Bull - RB15


Novidades também na RBR? Mais ou menos, mais ou menos. 
A equipe lançou uma pintura diferente do carro, mas depois era só "pegadinha do Malandro". A oficial é essa, a pintura de sempre, uma das mais embaralhadas do grid por conta do "Red Bull" grandão e em vermelho chamativo. Mas ainda não é das piores. 

É a terceira potência da temporada desde que a a Mercedes "ganhou" o pó de pirlim-pim-pim. Poderia ser a segunda, mas foi se desmantelando. Perdeu o Vettel, adiantou-se com o Daniel Ricciardo, que esteve mais como uma promessa que não engrenava e, de repente, perdeu ele também, para a Renault. 
Este ano, a potência da equipe é toda voltada para Max Verstappen, o carro 33. Justo ou não, terá espaço para deitar e rolar. Mais impetuoso que Ricciardo, e por essa razão, dá sensação de ser melhor que o "moço sorriso", não vai ter pressão para mostrar serviço. Uma, que ele já se cobra bastante - ou não teria reações de disputa tão explosivas como teve nos anos anteriores (que inclusive, divide opiniões). Duas, que não tem concorrência grandiosa: a escolha de substituto para Ricciardo é Pierre Gasly, carro 10 - vindo da equipe B, a STR, mas não sendo o piloto mais notório que já passou por lá.

Fato consumado: Verstappen vai continuar sendo o maior problema da Ferrari, inclusive em disputas cruciais. Suas reações explosivas não atingirão, por mais um fatídico ano, o Hamilton (pois, atingir Bottas, tanto faz, como tanto fez - ninguém liga).
Mesmo assim, nada me impede de torcer para ver esse holandês maluquete dar uns chega pra lá no "Rei-Hammy". #quero

Renault - R.S.1.9.


Já adianto: A segunda pintura mais bonita de todos os carros apresentados, é o da Renault. 
O R.S.1.9. (nominho complicado de digitar...) andará com carros 27 de Nico Hulkenberg - o coitado mais ludibriado e injustiçado do atual grid e o carro 3 de... Daniel Ricciardo. 
O menino sorriso deixou a RBR, as coisas ficaram meio mal explicadas, mas, em tese, em termos gente boa com talento sem forçar a barra, sem firulas, sem políticas, sem estrelismos, Hulk e Ric é a melhor dupla de pilotos que uma equipe grande poderia ter, além de Vettel e Raikkonen. 

Fato consumado: Ricciardo pegou uma zica terrível no último ano que não lhe deu holofote favorável na maioria das corridas. Hulk sempre teve uma má sorte do cão. Pode ser que todas as nossas expectativas sejam frustradas rapidamente com ambos, o que vai ser uma das grandes penas da temporada, sem sombra de dúvidas. 
Batam três vezes numa madeira, ou torçam para que eu esteja redondamente enganada. Sem ressentimentos. É bem necessário.

Racing Point - RP19


A Force India passou vergonha pintando o carro de rosa. Depois tendo a sua dupla de pilotos brigando na pista que nem menininhas do maternal (ah, pelo menos foi divertido, vai!). Por fim, faliu. E de um jeito bem bizarro: o dono, Vijay Mallya gastou o que tinha e o que não tinha, foi condenado por fraudes cometidas em seu país, sofreu processo de extradição e foi então, destituído do controle acionário da Sahara Force India.
No meio da temporada passada, isso veio à tona, com requintes de crueldade: além de mudarem de nome para um título bem feio (Racing Point ainda permaneceu? WTF!?!), perderem os pontos que conquistaram até aquela momento do campeonato (Racing Point = Pontos de Corrida... Era para ser uma piada?),  e foi declarada falida pela Suprema Corte da Inglaterra.
Paramos por aí? Não. 
A questão de que o "comprador" podia ser o pai de um piloto que, até o momento, não se sabe o que faz na categoria e para quê serve, estourou junto. 
Depois de especularem que uma empresa, a Brockstone, grupo que administra a carreira do Sergio Perez, pudesse fazer dele, "dono" da equipe, o que realmente aconteceu foi algo semelhante. A proposta de acordo de compra, veio do pai de Lance Stroll, até ano passado, "piloto" da Williams. 
Racing Point agora busca pontos nas corridas (há!), ainda pintada de cor de rosa, ganhando o título de penúltima pintura mais feia do grid. 
E sim, Lawrence Stroll comprou a equipe, depois do decreto de falência e já enfiou seu filhinho lá.

Lance Stroll, carro 18, mandará na equipe e terá, obviamente todas as regalias do tipo aluno de universidade particular: "papai pagou? passou!!" 
Sergio Pérez, que não se deu com Esteban Ocon - o traíra - poderá sentir falta do cara. Vai engolir muito sapo enquanto não faz esforço para ser melhor que "filhinho-di-papá"...

Fato consumado: 99% de chances de que todos os "points" de "racing" da Racing Point serão do Pérez. 
São péssimos os trocadilhos, mas eu precisava fazer...!

História: Esteban Ocon criou caso com Max Verstappen no Brasil, ano passado. O primeiro, ignorou uma bandeira azul. O segundo, não controlou a sua vontade de estar na frente, até mesmo de um retardatário (que na maioria dos casos, esse não diferente, deveriam ser chamados de "retardados"). Bateu e perdeu a vitória. Quase saíram no tapa nos boxes.
Fim da história: Hamilton venceu, Verstappen era só o terceiro. 
Minha História: Quando a disputa começou, eu comentei com os presentes que Ocon tinha de sair da frente... "Retardatários na maioria dos casos, esse não diferente, deveriam ser chamados de 'retardados'", pensei. E então, eles bateram. Não me contive: "Mas esse Ocon é uma anta! Esse maluco quer mesmo trabalhar para a Mercedes, hein?"
Fim da história: Adivinhem quem é o piloto reserva da Mercedinha?

McLaren - MCL34


Não sabia dizer se era a foto de divulgação, mas esse laranja pareceu sutilmente mais claro. Se fosse mais escuro, talvez me agradasse mais (#GoBroncos rsrsrsrs...).
De qualquer forma, pintura não ganha corrida. E a McLaren enfrentará um verdadeiro abismo em 2019. Se antes, com Fernando Alonso na equipe, as corridas boas, era menos da metade da metade da temporada, agora, sem ele, não parece ter luz no fim do túnel.
Seu companheiro, o ano passado, também foi esnobado. A decisão de Alonso de se aposentar atordoou bastante o pessoal da McLaren. Não renovaram com Stoffel Vandoorne e optaram por trazer para a equipe de 2019, carne muito nova no pedaço: Lando Norris (carro 4). Não tenho nada a comentar. A não ser indicar que esse Lando deve dar uma tonelada de memes por conta do sobrenome, POR DOMINGO. 
Para substituir Alonso (como se isso fosse possível) chamaram Carlos Sainz Jr. Porquê? Talvez, nem ele saiba...

Fato consumado: Creio que não restou viva alma a defender a McLaren, já que o que restava de esperança, deixou a categoria para ser feliz. Mas, tem sofredor para tudo, então... Força nas perucas, torcedores!

Haas - VF-19


Chegou, a adorável Haas, a mais lindona. Divinosa, supimpa!
Por mim, só tinha carro escuro no grid. Mas como eu não mando nem nos meus alunos, tocamos o texto...
VF-19 é o carro mais galã da pista. A mudança primordial é só essa: estética. Nos cockpits seguem o eterno Linguini, Romain Grosjean no carro 8 e Kevin Magnussen (que é até galãzinho) no carro 20. 
Ambos, não são grandes coisas, mas também não são os piores do grid como muita gente diz.

Fato consumado: Nenhum, que eu tenha ficado sabendo.

Até aqui, temos: Haas como mais bonita, seguido da Renault e Ferrari. 

Seguimos? Está quase acabando. 

Alfa Romeo - C38


Nem dá para brincar que eu errei o nome da equipe: "É Sauber, ô anta!" E nem dá para esperar que me digam isso. Todo mundo já sabe que a Sauber não chama mais assim, e sim, Alfa Romeo. Quase uma equipe tipo B da Ferrari.
Já teríamos esse vislumbre a saber que Sergio Marcchione teria feito um pré contrato com um piloto da Sauber ano passado. Quando partiu dessa para melhor, teve de honrar com o prometido, no mesmo ano. Para não sacanear de vez com o piloto cuja a vaga ia ter de ser cedida, a Ferrari mandou o tal como moeda de troca, para a Sauber.
Sob protestos de uns fãs e alívio de outros, Kimi Räikkönen se desmantelou da Ferrari (mas não totalmente) e voltou às "roots". Kimi estreou na F1 na Sauber, quando ela ainda tinha cores azul e verde água. Ainda com a cara cheia de espinha e sorriso forçado, Kimi esteve lá em 2001 e 18 anos depois (tempo para chuchu) optou pelo retorno.
Um jornalista, ano passado, perguntou o porque de voltar. A resposta foi raikônica: "And why not?"

Como fã dele, paira na mente que, por dois anos, ele vai nos agraciar com respostas retóricas como essa e outras peripécias. Além disso, vai se divertir com algumas corridas. Porém, tudo tem um lado ruim. É bem provável que não haja competição, a não ser de meio de grid para trás. Penso eu que ele queira fugir das responsabilidades de casa então, a motivação ainda pode durar um pouco mais, desde que não encham o seu saco. 
A vida de casado mudou o Kimi. É certo que sua mulher e seus filhos são seus amores. Porém, certa vez li algo a respeito dele desejar ter filhos quando se aposentasse, para vê-los crescer. Isso quando ainda era casado com outra moça, Jenni Dahlman. 
Eu gostava dela. A maioria das fãs, não. Ela quase não aparecia. Em 10 anos de relacionamento, se ela foi ao paddock 10 vezes, foi muito. Discreta e pelo visto, fria como ele. Isso combinava com o que ele também representava em público. Não se sabia muito dele, apesar de algumas bizarrices terem virado mitos. Dela, mal sabia que tinha sido Miss Escandinávia e depois, passou a dedicar-se à cavalos. Essa discrição combinava, mas em 2014, separaram. Ele acabou se envolvendo com Minttu Virtanen e logo casou-se em 2016, depois de já terem um menino. O jeito da nova esposa, que se expõe nas redes e nessa, expõe os filhos, indicam que a privacidade e sossego não faz parte da rotina e por isso, ele se dobrou por ela e agora, por ela e os filhos. Gosto do novo Kimi, mas parte de mim ainda prefere o antigo.

Devaneios à parte, a Sauber mudou de nome. É Alfa Romeo. Mantém as mesmas cores do ano passado, só que dessa vez, com um pouco mais de vermelho. Esperamos que o carro seja rápido. Pelo menos, para nos divertirmos. A pintura, não é nem feia, nem bonita. 
O carro 7 de Kimi substitui Leclerc, agora na Ferrari. A Sauber fez a vida de Leclerc, mas não a de Marcus Ericsson. O piloto ficou desempregado, e dá lugar à um italiano: Antonio Giovinazzi. Pouco posso dizer sobre o rapaz, a não ser que falarei seu nome com o famoso gesto com as mãos, típico dos italianos. Não tenho dúvidas. Ajuda bastante no sotaque, inclusive.

Fato consumado: Logo os jornalistas "especializados" arrumam razões para criticar Kimi e pedir sua aposentadoria. Com uma equipe como a Ferrari, houve quem fizesse isso, com uma Alfa Romeo, vai chover críticas. 

Toro Rosso - STR14


A equipe B da Red Bull está no marasmo tanto quanto ela: carros sempre muito semelhantes, em termos estéticos e pilotos arrumadinhos para serem ou não promovidos para equipe maior. Nada novo.
No ano passado, ficaram tão aquém do esperado que nem reaproveitaram melhor seus pilotos. Dispensaram Brandon Hartley, mantiveram Pierre Gasly para promovê-lo porque era o que tinha e recrutaram de volta Daniil Kvyat (carro 26) - o "Não vai-já foi". Para o segundo cockpit, Alexander Albon.
Sim, eu mesma fiquei com "queeeeeem?" ecoando na cabeça. 
Tô por fora pessoal. Desculpa "aê"...

Fato consumado: Se a RBR tá meia boca, não dá para criar grandes expectativas com a STR.
Vejamos quanto tempo eles fazer Kvyat de bobo.

Williams - FW42


Então. Se a Hello Kitty, digo... Racing Point é uma das mais feias, a Williams acabou levando o troféu. Sabe quando a gente tem que fazer um trabalho de artes para fazer e lembra às onze horas da noite que tem que entregar no outro dia de manhã para a professora? Parece que foi isso.
Não que nos últimos anos fosse bonita. Acho que desde que o Felipe Massa pisou lá, ela ficou bem feinha. Não é bullying com o piloto (é sim!), mas é que não gostava daquele branco todo, e aquelas listinhas fininhas na borda. Parece que ele chegou e as coisas ficaram automaticamente sem atrativos. Não é porque ele é baixinho, chorão e "pouca-telha" (é sim!). Só parece que chegou a era "boring" junto com ele e agora, permaneceu mesmo com as duas aposentadorias dele. 
Ano passado tive pesadelos só de pensar que ele poderia voltar uma terceira vez. Por sorte, ficamos livres, mas não de suas petulâncias como comentarista convidado...

Para a Williams, o FW42 não parece nada promissor.
Os testes oficiais, criaram uma falta de esperança em todo mundo. 
Paddy Lowe, deixou a equipe alegando "razões pessoais"...

Perderam Lance Stroll. 
É, nesse caso, nem tudo é tão ruim, rsrsrsrs... Não mantiveram Sergei Sirotkin. Não retornaram com o Massa (graças!!), mas com outro velho conhecido: Robert Kubica. Inclusive, o carro da foto, 88, é dele. Kubica deixou a F1 em 2010, na época, na Renault. Deixou a categoria, correu de rali, se acidentou gravemente em 2011. O piloto teve traumatismos múltiplos na mão, braço direito, e perna. Ele fez várias cirurgias e seus movimentos nas mãos colocou inúmeras dúvidas sobre seu retorno.
Ano passado houve muito disse-me-disse sobre o assunto, especialmente na mídia "especializada" da "terra brasilis".
Agora é isso que a Williams tem para hoje: Kubica e o novato, George Russell, no carro 63, vindo da escola Mercedes... Viraram equipe B da Mercedes? Até a vontade de ser prata aparece tímida na pintura?
Isso nem parece deixar os ânimos melhores.

Fato consumado: Se não for o pior carro do grid, pode surpreender um pessoal. 

Com esse post enorme, vocês tem leitura para uma semana (risos). Comentem aí, não sejam tímidos!

Abraços afáveis e bom fim de semana!